quarta-feira, 3 de abril de 2013

DISCOGRAFIA EM TRÂNSITO - LOLLAPALOOZA

Nem ligo para os comentários que tenho lido de que lá tinha cheiro de coco de cavalo, que tinha muita lama e blá blá blá. Os festivais avós desse foram criados na lama, sem roupa e sem mimimi. E oras bolas, Jockey Club tem cavalo e onde tem cavalo tem esterco. E se não gostou, não volte mais, pois quero que sobre ingresso pra mim
 
Irei me ater a comentários breves sobre as bandas e suas performances dos palcos Butantã e Jardins apenas, já que foram os que todos tivemos mais acesso pelas transmissões do Multishow.
 
OF MONSTERS AND MEN

De cara, uma banda que eu não conhecia e que também não faz meu estilo. Mais um motivo para acompanhar com calma o show deles. Achei diferente, um sonzinho gostoso. Curti a bateria de lado, o vocalista estilo gordinho do “Se Beber não Case” na versão boa praça e bom vocalista, também da outra vocalista que se entregou totalmente ao final do show se jogando ao público e, claro, a trompetista da banda. Sim, a trompetista com A. Gostoso pra ouvir no trabalho, música de fundo, mas curti.

THE TEMPER TRAP

Também longe de ser minha praia, mas também gostei, conseguiu me cativar, vocalista que parece aqueles caras que sempre acabam apanhando da polícia ao tentar atravessar a fronteira do México com os Estados Unidos, sabe? Mas sem bullying aqui, o cara é um baita cantor. Banda redonda, doce e interessante. Ouvirei mais.

CAKE

Antes mesmo de postar em meu facebook “Curto bandas que se divertem no palco” eu já tinha esse texto pronto. Sou suspeito para falar do Cake, acho diferenciado, inusitado. Não se iluda com o violão tosco de John McCrea achando que é uma bandinha amadora. O que mais curto no Cake é justamente não querer mostrar o quanto são bons. Acho as linhas de baixo de Gabe Nelson super criativas e o que dizer do monstrinho Greg Brown e suas diversas possibilidades instrumentais? Simples, eles jogam tudo isso de lado e querem te fazer feliz de forma simples. Tanto que o violão de McCrea foi pro espaço uma hora e ele numa educação super tocante pediu ao público: “posso pedir humildemente para vocês não fazerem nenhum barulho para ver se consigo afinar a viola?”. Ficou um silêncio tão grande que até os cavalos voltaram a dormir tranqüilamente. Mandaram bem mais uma vez.

THE FLAMING LIPS

Essa vai doer. Me lembro quando os Lips apareceram e eu achei muito doido e curti a piração, mas ainda era música. Na boa, que foi aquilo? Antes, mas bem antes mesmo do show deles, Wayne Coyne já estava no palco se exibindo para as câmeras do Multishow, se mostrando como um doido a ponto da Didi (repórter) ir lá bater um papo com o cara. Ele foi um show de simpatia e tal, mostrou as unhas coloridas só para o show etc, etc, e aí pensei: Vai bombar! Bombou sim, bombou o saco de ficar ouvindo ruídos, e um cara estático com luzes de natal no corpo segurando um bebê de borracha e ahhhhh....que saco! O pior.

DEADMAU5

Não tem um cantor, não tem guitarra, bateria, baixo, teclado? Então, não adianta colocar orelha de Mickey e tocar uns roquinhos que não me convence. Pulei.

THE KILLERS

Tenho uma birrazinha mal resolvida com essa banda e estava disposto a descobrir o que de fato acontece comigo assistindo o show dos caras de coração aberto. Nem precisou. Sim, eles são meio fashion demais pro meu gosto, mas era tão nítido o tesão que eles estavam em tocar e o público correspondeu tão bem, que me vi balançando a cabeça e dizendo “ooooolha que maneiro a galera!!!”. Na minha opinião, o melhor e mais contagiante show do festival. E nem precisavam de tantos recursos visuais.

TOMAHAWK

Não conheço ninguém que viveu a música dos anos 90 que não ficaria atento ao que Mike Patton possa estar fazendo no palco. Tomahawk é muito doido! Acho o que é o som mais parecido com o que ele faz no Faith no More, ao menos na parte vocal e de longe o melhor português dos gringos que já vi, Ele deve ter uma choupana por aqui e ninguém sabe. Os efeitos toscos e doidos que ele usa as vezes são meio over, mas que se dane! É o Mike Patton do FNM!!!!!

TWO DOOR CINEMA CLUB

Gostei, principalmente do estilo irlandês e de não ter essas frescurites de não beber em público. Se bem que se eu estivesse lá recomendaria a eles não beberem tantas Heineken´s com aquele sol de rachar. Devia estar um horror aquilo. Não deu 5 minutos de show e Alex Trimble já estava um camarão VG! Mas gostei muito da banda no geral e acho que eles deviam de vez adotar o batera (eles não tem baterista fixo) que além de ser monstro tem um estilo bem diferente e é a cara deles. Só achei um pouco repetitivo e acho que uns 3 shows seguidos deles já os abandonaria. Mas são novos e vou acompanhar por novidades.

FRANZ FERDINAND

Sou muito suspeito, então não vou jogar muito confete pra não dar na cara. Pra mim, foi a apresentação mais forte e feliz deles. Digo feliz, pois de fato os caras estavam em êxtase no palco, tocando com muito tesão e alegria. Um dos melhores disparados.

QUEENS OF THE STONE AGE

É o seguinte: aqui é rock and roll, bebê! Sempre muito fortes no palco, sempre uma porrada com qualidade sonora. Um grande show, um show brutamontes tanto quanto seu líder Josh Homme. TOP!

A PERFECT CIRCLE

A que mais me deu trabalho pra avaliar. Eu até iria começar a digitar coisas do tipo: “chato”, “arrastado”, “presunçoso”, “demorado”, “fui comprar pipoca”, “e ainda acabaram com ‘Imagine’, de Lennon”. Mas me contive. Resolvi dizer que achei a qualidade técnica da banda muito boa, mas que é necessário uma grande dedicação pela banda pra poder ouvir e ouvir e ouvir...

THE BLACK KEYS

Sim, eis chegada a hora do duo! Meu, um batera e um guitarrista fazendo uma sonzeira louca e com muita qualidade!? Isso eu já sabia, mas eu queria ver o que tinha a mais, o que poderia me deixar de queixo caído. Bem, tirando a criatividade absurda Patrick Carney, professor de história que toca bateria e as guitarras espetaculares de Dan Auerbach (ele não tem nenhuma mais ou menos espetacular, todas são.) essa banda tem músicas lindas, melodias curiosas e também pop. A voz suave de Dan em meio aquela bagunça deliciosa dos instrumentos dá uma sensação de que estamos cantando uma música bonita numa garagem sem tratamento acústico com uma banda punk ensaiando outra coisa ao mesmo tempo. Mas calma, não estou criticando, é que me dá essa sensação mesmo, um cantor com voz bonita com uma banda sentando pau . Isso é lindo, mas com o andar do show vai ficando comum e até chega a dar aquela cansadinha. Mas nada que uma mudança no set, uma intervenção criativa em umas passagens de música pra outra não dê um jeito. Quem faz muito isso é o Franz Ferdinand e funciona. Mas foi TOP!

PUSCIFER

Lembra daquela banda que dei uma detonada lá em cima? O Pucifer é do mesmo “dono” de A Perfec Circle, só que em projetos diferentes. Puscifer, que claro, o nome já resume um pouco, ousa mais, pega um pouco mais pesado em questões como sexo, bebidas e rock and roll, entre outras coisas. Tanto que ele leva sua adega ao palco e ali passam o show bebendo vinho (quente, pois tocaram de dia e devia estar bem maus o cabernet fervendo), porém me agradou mais a proposta da Puscifer que a Circle, vi ali uma música mais “entendível”.

Obs: Eddie Vedder entrou no palco, pediu uma taça, bebeu, todo mundo viu e nos deixou ainda mais ansiosos para poder ver o Pearl Jam, mas....

KAISER CHIEFS

Encha sua pint, aumente o volume: KAISER CHIEFS! Um dos melhores momentos do festival! Showzão como se deve ser, sem nhémnhémnhém! Segundo melhor show na minha opinião. Cheers!

THE HIVES

O que atrapalhou o Hives foi ter vindo logo depois dos Chiefs. Complicado pegar fôlego de novo. Mas disparado o show mais divertido do Lolla! Carismáticos até demais, às vezes até passando do ponto, mas foi incrível. Diversão pura! Medalha de bronze.

PLANET HEMP

Muito bacana ver esse reencontro, mas ver Marcelo D2 nos festivais nacionais é igual ao ver Arlindo Cruz na Globo. Aproveitei pra comprar cerveja e aguardar o Pearl Jam.

PEARL JAM

Vou deixar em aberto até entender o que aconteceu de em cima da hora a banda não liberar a transmissão para a tv. Não vou julgar, mas milhares de pessoas no próprio Lolla pediam para a banda voltar atrás e liberar a transmissão. Então até saber o que houve, pulo.

Que venha 2014!

(Texto de Juliano Nogueira)
 

Juliano Nogueira. Publicitário / São Paulino sarado / Baixista do Bando de Conga / Goleiro de meia tigela / Piloto frustrado / Pai da Julia e Luiza / Namorado da Lilian

terça-feira, 2 de abril de 2013

RUBEM BRAGA. CAMERATA SESI FAZ NOVO CONCERTO NESTA QUINTA


Para quem não marcou presença na primeira apresentação da Camerata Sesi em Vila Velha, a orquestra volta a se apresentar nesta quinta-feira (04), no Santuário de Vila Velha, a partir das 20 horas. O concerto faz parte da série “Rubem Braga”, um projeto que vai levar música erudita ao Santuário durante o ano de 2013. A entrada é franca.

A orquestra vai apresentar obras de L. Boccherini e L. Janacek, sob regência do maestro Eder Paolozzi. O concerto tem a parceria da Prefeitura de Vila Velha. "Esse é um grande incentivo para a formação do público de música clássica na cidade", afirma a secretária de Cultura e Turismo, Simone Modolo.

SERVIÇO

Orquestra Camerata Sesi
“Série Rubem Braga” – Concerto
Data: 04 de abril, quinta-feira
Horário: 20 horas
Entrada franca
Local: Santuário de Vila Velha
Endereço: Rua Cabo Ailson Simões, 762, Centro - Vila Velha
Contato para mais informações sobre a Camerata Sesi: (27) 3334-7300
Realização: Sesi Cultura/ES e Prefeitura de Vila Velha

FONTE: PMVV

BEATLES. VERSÃO DIGITAL DE "LET IT BE...NAKED" É LANÇADA NO ITUNES

O álbum "Let It Be... Naked", lançado em 2003, ganhou uma nova edição na loja virtual iTunes, informa a gravadora EMI

A versão disponível para download segue o formato do CD com o mesmo tracklist (diferente do LP lançado em 1970), incluindo as faixas de áudio com fragmentos das gravações e diálogos. A reprodução dos livretos originais acompanham o produto.

A saga de "Let It Be" (cujo título inicialmente era "Get Back") começou em janeiro de 1969 quando os Beatles decidiram gravar novas músicas sem truques de estúdio ou overdubs, tocando ao vivo com o auxílio do tecladista Billy Preston.

Por problemas com as mixagens do disco e com a edição das imagens que registraram as gravações, o projeto demorou a ser finalizado. Neste meio tempo, os Beatles concluíram e lançaram um outro álbum ainda em 1969, "Abbey Road".
As fitas de "Let It Be" foram entregues ao produtor Phil Spector que mixou as faixas com liberdade adicionando efeitos, orquestrações e até coral. Foi lançado desta forma em 1970 e o resultado ficou distante da ideia original dos Beatles, fato que desagradou Paul McCartney.

Somente em 2003 foi preparado um CD oficial com as faixas do disco mixadas sem as intervenções de Spector. O "Let It Be... Naked" (em tradução livre, "Deixe Ficar... Nu", título dado por Ringo Starr, que também sugere que as músicas estão despidas da pós-produção de 1970) seria o primeiro passo para o lançamento do filme em DVD. Dez anos depois, ainda não há previsão para isso acontecer.

A versão digital de "Naked" pode ser adquirida por US$ 12,99.

Enquanto você não adquire sua cópia no iTunes, ouça o álbum, na íntegra, pelo Youtube: 

 

TATAGIBA: RUA, POVO E CINEMA



Há 25 anos, a literatura do estado perdia um dos seus autores mais expressivos

Há 25 anos, Fernando Valporto Tatagiba se despedia da nossa Ilha. Natural de São José do Calçado, jornalista, escritor, poeta e, principalmente, observador atento e de olhar sempre crítico, deixou um legado que abrange contos, crônicas, poemas e estudos documentados sobre cinema. Como jornalista, era inflamado por seus ideais e assumia argumentos, na maioria das vezes, muito afiados. No papel de escritor, mantém-se sagaz e sutil, mas acrescenta um caráter inventivo inédito para a literatura feita no Espírito Santo até os anos 1970. Na verdade, parece impossível estabelecer essa divisão: Fernando Tatagiba era um jornalista-escritor e um escritor-jornalista, pois era capaz de levar para os jornais e revistas a sua personalidade poética e engenhosidade literária, mas também transformava a notícia jornalística em ficção, metamorfoseando os indivíduos das páginas policiais em autênticos personagens kafkianos.


Assim, com “a precisão quase maníaca de quem fizesse um inventário de imagens e rumores”, como diz Rubem Braga no prefácio do livro de crônicas “Invenção da saudade” (1982), a literatura de Tatagiba acontece na praça Costa Pereira, na rua Sete de Setembro, na Vila Rubim (“vida ruim!”), na praça Oito, no Britz Bar, nos becos, na escadarias.  A literatura que acontece. Porque estava inerente às ruas e, diversas vezes, os escritos nasciam ali mesmo. É comum associar a lembrança do escritor ao homem que sentava à beira das calçadas do Centro de Vitória com sua máquina de escrever. Com isso, Tatagiba se dedicava a observar a gente que por ali passava todos os dias, “talvez recordando o inexistente passado, talvez esperando um futuro nenhum”, gente de todos os tipos, pelos quais lhe interessava os mais incomuns.


Um vendedor de balas, um travesti sonhador, catadores de papel, “bêbados de quina e loucos de esquina”, pipoqueiros, balconistas, transeuntes solitários, andarilhos desequilibrados, são essas as vozes silenciadas que gritam nos textos tatagibianos, encantados pelas almas das ruas de João do Rio, injetados da violência urbana de Rubem Fonseca e tingidos pelo extraordinário de José J. Veiga.

É, portanto, das margens que se sustenta toda literatura de Fernando Tatagiba. Se a própria literatura capixaba é, por sua natureza, marginal ou periférica – conforme assinala Francisco Aurélio Ribeiro – o trabalho de Tatagiba enfatiza isso com ironia e originalidade. Como se para cada frase escrita houvesse uma crítica combinada de sentimento e rejeição à produção local.


A produção de Tatagiba era, sem dúvida, contra a corrente da elite literária altamente conservadora que se criou e se sustentou desde o século XIX, sempre imbricada de questionamentos e de problematização dessa situação cultural do Estado, que ainda hoje guarda traumáticas nódoas de sua visão exageradamente saudosista. Ao prefaciar “Rua” (livro de crônicas, de 1986), o autor se expressa de maneira patente ao que diz respeito à produção literária no Estado, ou seja, uma “Literatura de Convento da Penha”, pois “A Literatura Capixaba, excetuando-se a poesia, sempre foi feita pela burguesia – beletrista por excelência”. A Cidade-Sol, finalmente, revela-se através de outros ângulos, até mesmo com “o sol no céu da boca” (“O sol no céu da boca” é seu primeiro livro – de contos, lançado em 1980).


Cinema


“História do Cinema Capixaba” (publicado, postumamente, em 1988) foi o primeiro livro sobre a sétima arte no Espírito Santo. Suas páginas oferecem uma trajetória que inclui até mesmo relatos folclóricos. O que havia por trás das câmeras – e até mesmo entre elas –, inerente à cultura e à história do Estado, era também capturado pelo olhar de Fernando Tatagiba: “Quantos episódios interessantes ocorreram dentro da penumbra dos cinemas capixabas durante tantas décadas? É provável que ninguém saiba”.

O livro se apresenta em panorama de construções, realizações e ilusões, desde o surgimento do primeiro cinema capixaba (o Eden Cinema, inaugurado em 1907) até o ano de 1986, retratando o desaparecimento das salas de exibições da capital e do interior, por exemplo.

O traço subversivo da literatura de Tatagiba ultrapassa o conteúdo e também chega até a forma. A narrativa ganha estrofes, jogos de palavras e rimas; os símbolos, subtítulos, números, travessões, recuos, ilustrações, tudo isso compõe o repertório do autor. Para o professor José Augusto Carvalho, “tudo é usado e nunca repetido” em O sol no céu da boca, “é, antes de tudo, uma exibição técnica, de talento e de competência”.


A linguagem poética e concreta vista nos contos e nas crônicas vai se perpetuar, igualmente, na própria poesia, que repete, com a mesma liberdade de realização, essa peculiaridade. Além disso, com “Um minuto de barulho e dois poemas de amor” (livro de poemas, de 1994), percebemos sua inquietação reestabelecida e marcada por uma vida nostálgica e atenta à escória da sociedade. Desse modo, o lirismo dos versos tatagibianos cobre-se também de angústia e resistência: “Nos bares ao lado, as vozes. / Na avenida ao longe, os vultos. / No supermercado em frente, a volúpia do consumo. / Um cego passa, sem guia, arrastado pelo vento – um cão latindo atrás – como se fossem imagens de um curta-metragem”.


Explosão


Existem aqueles que defendem a qualidade literária segundo a sua permanência, de acordo com, podemos dizer, o atravessamento da obra no decorrer do Tempo e, em consequência, no decorrer da História. Há 25 anos, a cultura capixaba perdeu, tão logo e cedo, um forte colaborador. Embora toda essa produção literária tenha se esmaecido em meio ao parco incentivo cultural do Estado, Tatagiba está nas bibliotecas – na Biblioteca Pública do Espírito Santo, por exemplo, que tem um acervo especial para a Literatura produzida neste Estado – e nos sebos espalhados na cidade. Não é difícil perceber como ainda permanece atual a literatura deste escritor. É nova ainda por suscitar leituras sempre diferentes e inquietantes.

Premiado diversas vezes, Fernando Tatagiba foi reconhecido nacionalmente. Para Jorge Amado, tinha “a força e a fúria dos grandes contistas”, e deixa algumas marcas autênticas na produção literária capixaba. Sua literatura foi construída pelo povo, pela rua, tal como fazem Bernadette Lyra e Waldo Motta ativamente.


“O povo está nas ruas, o povo ainda está e sempre estará nas ruas, as estórias e os fatos do cotidiano ali, na esquina – como um painel na via pública – entrelaçados com a poesia do dia-a-dia, à espera dos mais sensíveis, dos autores iniciantes, da prole do proletariado, para que sejam transformados em vida, arte – e explosão”. Tatagiba é isso. É explosão. É um convite explosivo à criatividade e, principalmente, um convite explosivo aos novos escritores: busquem as ruas, percorram suas extremidades, juntem a isso imaginação e arte. Se explodir, é porque vale.


(Texto de Sarah Vervloet publicado em “C2+Caderno Pensar”, do jornal A Gazeta, no dia 30/03/2013)




Sarah Vervloet nasceu em Vila Velha, no Espírito Santo, em 1989. É graduada em Letras-Português pela UFES e atualmente cursa o Mestrado em Letras/ Estudos Literários na mesma universidade. É professora e também escreve irregularmente. Foi contemplada em um concurso de Literatura da Secretaria de Cultura do Espírito Santo, na categoria contista estreante e seu livro está no forno. E-mail: sarahvervloet@gmail.com e Blog: http://chadechama.blogspot.com.br.

SERGE GAINSBOURG 85 ANOS


Se vivo, Serge Gainsbourg completaria 85 anos hoje, 2 de abril. Serge foi músico, cantor, compositor, ator, diretor. Um artista multifacetado


Gainsbourg escreveu canções para diversos intérpretes, dentre os quais destacam-se Juliette Gréco, Françoise Hardy, France Gall, Brigitte Bardot, Jacques Dutronc, Catherine Deneuve, Alain Chamfort, Alain Bashung, Anna Karina, Isabelle Adjani, Vanessa Paradis e para sua esposa Jane Birkin, mãe da sua filha Charlotte Gainsbourg.

Biografia

Nasceu em Paris, filho de judeus russos que haviam emigrado para a França, fugindo da revolução de 1917. O pai era pianista e tocava em clubes da cidade.
A mudança de Lucien Ginzburg para Serge Gainsbourg aconteceu no final da década de 50. Estreou em vinil em 1958 com Du Chant à la Une! Sua carreira deslanchou em 1966, em meio à febre das Ye Ye Girls, quando passou a compor e empresariar a jovem cantora France Gall. Em 1968 começou um affaire com a atriz Brigitte Bardot, com a qual gravou canções memoráveis.

Je t'aime moi non plus havia sido composta originalmente para Brigitte, mas ela, insegura com o escândalo que a música poderia causar (e certamente causou), preferiu não lançar o dueto. Serge, por sua vez, encontrou uma substituta à altura: a atriz britânica Jane Birkin, que já havia causado escândalo com cenas de nudez em Blow-Up (filme de Michelangelo Antonioni) e com a qual foi depois casado.
Também foi ator e cineasta. Contudo, seu maior personagem era ele mesmo. Viciado irrecuperável em cigarros, álcool, mulheres e poesias com temas polêmicos, ele colecionou escândalos e amantes durante toda a vida.
O sucesso de Je t'aime no entanto foi inegável, e a canção foi regravada mais tarde por Donna Summer e Ray Conniff, entre outros.

Sempre foi muito polêmico por seu comportamento, e suas músicas só faziam sucesso quando eram cantadas por outros artistas ou anos depois[carece de fontes].
Serge Gainsbourg foi um talentoso compositor que soube trafegar por diversos ritmos e estilos. Produziu muitas músicas para filmes e trabalhos que vão do jazz ao rock ao funk ao reggae, incluindo um álbum com Sly Dunbar e Robbie Shakespere na Jamaica.
Serge faleceu em 2 de março de 1991, e foi enterrado no cemitério de Montparnasse, ao lado dos pais. Sua vida foi retratada no filme Gainsbourg – O Homem Que Amava as Mulheres, de 2010.


VIVALDI E RADIOLEITURA



O programa de rádio de 24 de março de 2013, veiculado pela Rádio Universitária FM 104.7, tem como tema musical As quatro estações, de Vivaldi, e utiliza textos de Mário Quintana, Pablo Neruda, Cecília Meireles, Olavo Bilac e Fernando Pessoa para compor mais um Concerto de Leitura. 
RadioLeitura

Aos domingos, 9 horas, na Rádio Universitária FM 104.7  Apresentação: Santinho Souza Colaboração: El-Buainin e Anna Morello 
Edição: Cristina Margon

Se você ainda não ouviu, clique no play a seguir.

2ª EDIÇÃO DO CAFÉ COM LETRAS. FÁBIO FREIRE É O CONVIDADO DA PRÓXIMA QUINTA.



Escritor Fábio Freire no Café com Letras

Nesta quinta-feira, 04 de abril, a poesia vai tomar conta do Shopping Norte Sul. A partir das 19 horas, o escritor convidado da vez é o poeta Fábio Freire. Autor de diversas publicações como Poiesis (Prefeitura Municipal de Vitória, 1996); FanzinePoiesis n°0 (Grupo Poiesis, 1997); poesia (Lei Rubem Braga, Prefeitura Municipal de Vitória 2010); o poeta também participou de uma  ‘instalação’ chamada “Entre o Livro e a Liberdade”, na cidade de Vila do Conde em Portugal, no ano de  2010, junto a muitos outros poetas do mundo inteiro. Para Fábio, “a poesia surgiu em minha vida como uma força transformadora, com essa descoberta contemplei e grafei a luz de minhas iluminações”, afirma o poeta. No evento literário, será apresentando o livro “Poesia”.




Sobre o Café com Letras

O Café com Letras é um encontro cultural voltado para a literatura, onde as pessoas podem conhecer trabalhos de escritores locais, assistir a um sarau, a declamações de poemas e ainda debater sobre as obras apresentadas. Escritores que fazem parte da Academia Espírito-Santense de Letras e Academia Feminina Espírito-Santense de Letras estiveram na primeira edição e continuam na segunda edição. Além disso, com os encontros sempre acontecem reuniões culturais, e músicos e outros intelectuais acabam participando e dando uma “canja” no evento.

SERVIÇO

2ª Edição do Café com Letras no Shopping Norte Sul – Seu encontro semanal com a literatura

Horário: 19 horas às 22 horas
Data: Até dia 20/06 (Todas as quintas-feiras)
Nesta quinta-feira (04/04) – escritor Fábio Freire
Local: Shopping Norte Sul - Praça Central
Música – Marcus Trancoso