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quinta-feira, 2 de abril de 2015

CONFIRA, NA ÍNTEGRA, O FILME "VALENTIM: TUDO NASCE DE UM SONHO", DE EVALDO PEREIRA, 1º LONGA PRODUZIDO EM UMA ESCOLA.


O longa "Valentim: Tudo nasce de um sonho", produzido, dirigido e escrito por Evaldo Pereira, foi totalmente filmado numa escola pública (algo inédito no Brasil). As filmagens, que não tiveram ajuda de leis de incentivo cultural, ocorreram na escola "Cel. Olímpio Cunha", em Cariacica



O filme "VALENTIM: TUDO NASCE DE UM SONHO" é um longa-metragem que foi filmado entre 2013 e 2014, na escola pública Olímpio Cunha, no bairro Santana, em Cariacica. A obra é uma produção totalmente independente e envolveu toda a escola, entre alunos, professores e servidores no processo de gravação. A ideia foi do professor de Artes Evaldo Pereira, que executou o projeto com a mobilização de toda a escola e a parceria da Adesjovem (Agência de Desenvolvimento Social Jovem). O professor Evaldo luta contra a banalização das artes nas escolas e tenta, através do audiovisual, atrair a atenção dos jovens para a educação.




VALENTIM

Sinopse do filme: Artista plástico chega à escola para realizar o sonho de ser professor, diante das diversas dificuldades pensa em desistir da educação e renunciar seu sonho, mas de repente encontra inspiração em seu talento e suas habilidades para conquistar os alunos e reinventar o ensino das artes na escola onde trabalha. O longa-metragem foi exibido no Cine Metrópolis (UFES) para mais de 200 pessoas, em duas oportunidades.





EVALDO PEREIRA


Evaldo Pereira é professor de Artes, fotógrafo, pintor, escultor, desenhista. Usando projetos com uma didática atrativa, o professor conquistou alunos e a maioria dos colegas de trabalho, ensinando técnicas práticas de grafite, tatuagem de henna, caracterização de personagens, esculturas, foto e vídeo. O filme possibilitou que o professor Evaldo Pereira recebesse a indicação ao título de "Capixaba do ano de 2014", eleição feita pelo jornal A Gazeta.

Curiosidades sobre o filme:


- Foi o primeiro longa metragem produzido em uma escola pública do Brasil.

- A história do filme é inspirada na própria história de vida do professor Evaldo.
- O filme contou com o apoio da diretora da escola, Dayse Manga.
- O longa que foi todo gravado com uma câmera fotográfica.

- O projeto ainda tem a preocupação de incluir pessoas com deficiência auditiva e o filme além de ter participação de alunos surdos é totalmente legendado.

- Seis turmas entre 1º, 2º e 3º ano, participaram do projeto.

FICHA TÉCNICA - "VALENTIM: TUDO NASCE DE UM SONHO"


Roteiro de Direção: Evaldo Pereira. Operadores de Câmera: Anselmo Loyola e Evaldo Pereira. Assistentes de Câmera: Ariel Ferreira e Éric Souza. Captação de Áudio: Humberto Fonseca. Assistente de Áudio: Thalita de Oliveira. Assistente de Direção: Anselmo Loyola.


Confira, na íntegra, o filme "Valentim: Tudo nasce de um sonho":


domingo, 28 de setembro de 2014

CONFIRA 29 FILMES PARA APRENDER HISTÓRIA

Aprender e ainda se divertir. Confira abaixo uma lista com 29 títulos do cinema que além de entreter ainda pode te ajudar a estudar História. 


29 filmes para você estudar história do Brasil


Descobrimento do Brasil / Período colonial do século 16
- Caramuru, a Invenção do Brasil
- A Missão
- Desmundo
- Como Era Gostoso o Meu Francês
- Hans Staden
- República Guarani

Brasil Colônia
- Carlota Joaquina
- Xica da Silva
- Tiradentes, o filme
- Independência ou Morte
- Os Inconfidentes
- Quilombo

Reinado
- Mauá, o Imperador e o Rei


Guerra do Paraguai
- Netto Perde Sua Alma

República da Espada
- Policarpo Quaresma

Imigração japonesa
- Gaijin: Os Caminhos da Liberdade

Começo do século 20
- Eternamente Pagu

Estado Novo e Era Vargas
- Olga
- Lamarca
- Memórias do Cárcere


Ditadura Militar
- Jango
- O que É Isso, Companheiro?
- Bye Bye, Brasil
- Pra Frente, Brasil
- Cidadão Boilesen
- Cabra Marcado Para Morrer
- O Bom Burguês
- Batismo de Sangue
- Zuzu Angel

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

PROFESSORES, PERCAM O MEDO DE SORRIR.



Uma constante no cotidiano escolar é o extermínio do sorriso em nome da autoridade e disciplina. Um resquício histórico remanescente da educação jesuítica que aportou em nosso país no século XVI persiste em arranhar a formação inicial e continuada dos educadores brasileiros fazendo-os crer que sorrir fragiliza a representação simbólica do “bom professor”

Não cabe aqui criticar a maneira jesuítica de educar uma vez que estamos hoje em outro contexto histórico e cultural. No entanto vale destacar que nossos colonizadores não chegaram aqui apenas com as roupas do corpo e seus pertences materiais. Cada um deles trouxe também toda sua bagagem de pertences imateriais. A cultura foi trazida e imposta por meio de uma educação baseada em punições e castigos físicos.

De certa forma até hoje repetimos esta maneira de educar trocando os castigos físicos pela violência simbólica expressa em práticas pedagógicas castradoras da criatividade, do questionamento e, sobretudo da efetiva construção de conhecimentos. Por medo de perder lugar no altar do conhecimento muitas vezes ditamos conceitos ao invés de trocarmos idéias. E tornamos a sisudez nossa máscara cênica nos monólogos encenados diante dos alunos.

O que precisamos amadurecer urgente é que sisudez não é sinônimo de competência muito menos de autoridade. O que traduz a competência é o saber fazer bem. Saber fazer bem é expresso pelo domínio do conteúdo e das técnicas de ensino. Também é fundamental estar evidente a dimensão ética do educador.

A educação pré-jesuítica no Brasil se dava por meio do exemplo e da admiração dos “mestres” com o tempo fomos tentando impor o respeito e não o conquistar. A educação dos indígenas se baseava nas relações afetivas entre os membros da tribo. Os mais jovens respeitavam os mais velhos por uma questão de admiração e não de imposição. É exatamente isso que precisamos resgatar.

O professor que ousa sorrir torna a comunicação bem mais efetiva e afetiva. O sorriso possui o poder de aproximar as pessoas e torná-las mais atraentes. Por mais importante que seja um conteúdo ele acaba se esvaziando de sentido e atratividade na medida em que o portador do discurso não consegue envolver a platéia.

Outro poder do sorriso na relação ensino-aprendizagem é tornar mais palatável os conceitos. Quem fala sorrindo dá a impressão ao expectador que está falando sobre algo simples de forma agradável e principalmente inspira confiança. Grandes oradores como Barack Obama e Silvio Santos usam largamente esta técnica e se notabilizaram pela habilidade de encantar o público.

Vale uma advertência em relação ao campo semântico dos verbetes rir e sorrir. Quem ri está rindo de algo ou alguém. Quem sorri está sorrindo para alguém ou com alguém. Canso de ver professores desejarem bom dia e no rosto deles uma expressão de formalidade e aspereza que não endossam o discurso. Sorria com o corpo inteiro. Faça do sorriso um convite para o diálogo. Se permita ir além do pedestal que destinaram aos “donos do saber”.

A cada sorriso o cérebro é induzido a produzir e liberar mais endorfina, o neurotransmissor relacionado às sensações de prazer e bem-estar. Deixemos de lado os tarjas-pretas, as pílulas de felicidade, e passemos a abrir as portas do coração para uma prática pedagógica que ressuscite o prazer de educar e a satisfação de ser professor.

(Texto de Fabio Flores)



Fabio Flores é professor, humorista e palestrante.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

EVENTO MULTICULTURAL AGITARÁ VITÓRIA EM FEVEREIRO

Um super evento multicultural promete agitar Vitória em fevereiro. Trata-se do 'Poesia na Calçada', evento que reunirá cinema, dança, pintura, escultura, música, e literatura em um só lugar. Confira mais lendo a matéria completa.
 
Por Sandro Bahiense
 
                                                   
 
 
O melhor evento multicultural do ano no estado
'Poesia na Calçada' promete agitar o ES em fevereiro

Cinema, dança, pintura, escultura, música, e literatura, tudo em um só lugar! Trata-se do 'Poesia na Calçada', evento elaborado pela Confraria dos Bardos que promete sacudir Vitória com o melhor de cada atividade artística. Com variado número de participantes, o evento ocorrerá a partir de 21 de fevereiro e desde já merece estar marcado em sua agenda.
Confira a programação completa abaixo:

- CINEMA - 
A partir das 14h

• Onírios Produções apresenta: Cinema? Aqui? Mas tem? - documentário (2010) - 15 min - Direção: Juane Vaillant e Ormando Neto. 
• Onírios Produções apresenta: A fantástica vida de Baffus Bagus Bagarius - ficção (2011) - 13 min 36 seg - Direção: Alexander S. Buck. 
• Outra vez #1 (2012) - 57 seg - Imagens: Erly Vieira Jr. / Edição: Sidney Spacini
• Outra vez #2 (2012) - 01 min 02 seg - Imagens: Erly Vieira Jr. / Edição: Sidney Spacini
• Outra vez # 4 (2012) - 43 seg - Imagens: Erly Vieira Jr. / Edição: Sidney Spacini
• Acaso - ficção (2011) - 11 min 13 seg - Direção: Cristiane Reis
• ES Cineclube Diversidade apresenta: Rasgue minha roupa - ficção (2002) - 10 min - Direção: Lufe Steffen. 
• ES Cineclube Diversidade apresenta: Nostálgico - ficção (2007) - 5 min - Direção: Eduardo Mello
• Como se fosse ontem - ficção (2005) - 6 min - Direção: Gustavo Moraes
• Até quando? - ficção (2008) - 18 min - Direção: Gustavo Moraes
• Baseado em estórias reais - ficção (2002) - 15 min - Direção: Gustavo Moraes
• A História do Puteiro mais antigo de Vitória - ficção (2011) - 11 min 19 seg - Direção: Sidney Spacini

***

- EXPOSIÇÃO - 
Mostra de vários artistas na parte externa do Cine Metrópolis 

• Pinturas de Adelton Souza da Silva, Leonardo Luíz da Silva Araujo e Pâmela Pimentel dos Reis. 
• Desenhos em nanquim/formato A4 que recebem o nome de Poemas postais, de Angela Goulart.
• Esculturas e fotografias de Antônia Fernanda. 
• Exposição do varal poético “Secando” do Coletivo Literatura MarginalES. 
• Mostra de fotografias intitulada “Provando a Existência”, de Louisky. 
• Mosaicos de papel sobre D13 de Regina Célia Nunes. 
• Gravuras de Waldirene D'Ávila Bernabé Mota.
***

- CULTURAL - 

18h: Dança artística 

• Double Style com Leonardo Rapman e Agda Feller
• Grupo Genies de dança pop coreana

18h30min: Apresentações musicais

• Thobias Lieven 
• Flávia Bonelli Silva / Fernanda Souza Soares 
• Alex Krüger 
• Eugênio Santos Goulart
• Patricia Eugênio / Daniel Silva 
• D'Silva-RP
• Mano Jô 

Durante o intervalo entre os músicos, ocorrerá a leitura e declamação de textos autorais dos escritores:

• Denise de Souza Pimentel 
• Jô Rodrigues 
• Marília Carreiro Fernandes
• Fabricio Costa
• Wagner Silva Gomes

21h: Sarau 

• Literatura MarginalES: declamação de poesias e lançamento do Zine (DES) Construção #2 
• Confraria dos Bardos

22h: Caminhada literária
• Distribuição de livros de autores residentes no Espírito Santo, de forma gratuita, na Rua da Lama 

Livros distribuídos:
Opala Negra, de Marília Carreiro Fernandes Fernandes. AmorS e outros contos, de Marília Carreiro Fernandes Fernandes. O riso que contrasta, de Fabrício Costa. Amadorismo, de Jô Rodrigues. Contos e Microcontos, de Sarah Vervloet. Material, de Marcelo S. Netto. Corações de Barro e outros contos, de Marcelo S. Netto. O Psicodélico Pacto Surreal, de Tonyzax. Poesia de quintal (zine), de D'silva. Gemagem, de Marcos Tavares. 

***
Contato:

E-mail: revistadosbardos@gmail.com 
 
                                                               

sábado, 1 de fevereiro de 2014

EVENTO MULTICULTURAL AGITARÁ VITÓRIA EM FEVEREIRO

Um super evento multicultural promete agitar Vitória em fevereiro. Trata-se do 'Poesia na Calçada', evento que reunirá cinema, dança, pintura, escultura, música, e literatura em um só lugar. Confira mais lendo a matéria completa.

Por Sandro Bahiense


O melhor evento multicultural do ano no estado
'Poesia na Calçada' promete agitar o ES em fevereiro

Cinema, dança, pintura, escultura, música, e literatura, tudo em um só lugar! Trata-se do 'Poesia na Calçada', evento elaborado pela Confraria dos Bardos que promete sacudir Vitória com o melhor de cada atividade artística. Com variado número de participantes, o evento ocorrerá a partir de 21 de fevereiro e desde já merece estar marcado em sua agenda.

Confira a programação completa abaixo:

- CINEMA - 
A partir das 14h

• Onírios Produções apresenta: Cinema? Aqui? Mas tem? - documentário (2010) - 15 min - Direção: Juane Vaillant e Ormando Neto. 
• Onírios Produções apresenta: A fantástica vida de Baffus Bagus Bagarius - ficção (2011) - 13 min 36 seg - Direção: Alexander S. Buck. 
• Outra vez #1 (2012) - 57 seg - Imagens: Erly Vieira Jr. / Edição: Sidney Spacini
• Outra vez #2 (2012) - 01 min 02 seg - Imagens: Erly Vieira Jr. / Edição: Sidney Spacini
• Outra vez # 4 (2012) - 43 seg - Imagens: Erly Vieira Jr. / Edição: Sidney Spacini
• Acaso - ficção (2011) - 11 min 13 seg - Direção: Cristiane Reis
• ES Cineclube Diversidade apresenta: Rasgue minha roupa - ficção (2002) - 10 min - Direção: Lufe Steffen. 
• ES Cineclube Diversidade apresenta: Nostálgico - ficção (2007) - 5 min - Direção: Eduardo Mello
• Como se fosse ontem - ficção (2005) - 6 min - Direção: Gustavo Moraes
• Até quando? - ficção (2008) - 18 min - Direção: Gustavo Moraes
• Baseado em estórias reais - ficção (2002) - 15 min - Direção: Gustavo Moraes
• A História do Puteiro mais antigo de Vitória - ficção (2011) - 11 min 19 seg - Direção: Sidney Spacini

***

- EXPOSIÇÃO - 
Mostra de vários artistas na parte externa do Cine Metrópolis 

• Pinturas de Adelton Souza da Silva, Leonardo Luíz da Silva Araujo e Pâmela Pimentel dos Reis. 
• Desenhos em nanquim/formato A4 que recebem o nome de Poemas postais, de Angela Goulart.
• Esculturas e fotografias de Antônia Fernanda. 
• Exposição do varal poético “Secando” do Coletivo Literatura MarginalES. 
• Mostra de fotografias intitulada “Provando a Existência”, de Louisky. 
• Mosaicos de papel sobre D13 de Regina Célia Nunes. 
• Gravuras de Waldirene D'Ávila Bernabé Mota.

***

- CULTURAL - 

18h: Dança artística 

• Double Style com Leonardo Rapman e Agda Feller
• Grupo Genies de dança pop coreana

18h30min: Apresentações musicais

• Thobias Lieven 
• Flávia Bonelli Silva / Fernanda Souza Soares 
• Alex Krüger 
• Eugênio Santos Goulart
• Patricia Eugênio / Daniel Silva 
• D'Silva-RP
• Mano Jô 

Durante o intervalo entre os músicos, ocorrerá a leitura e declamação de textos autorais dos escritores:

• Denise de Souza Pimentel 
• Jô Rodrigues 
• Marília Carreiro Fernandes
• Fabricio Costa
• Wagner Silva Gomes

21h: Sarau 

• Literatura MarginalES: declamação de poesias e lançamento do Zine (DES) Construção #2 
• Confraria dos Bardos

22h: Caminhada literária
• Distribuição de livros de autores residentes no Espírito Santo, de forma gratuita, na Rua da Lama 

Livros distribuídos:
Opala Negra, de Marília Carreiro Fernandes Fernandes. AmorS e outros contos, de Marília Carreiro Fernandes Fernandes. O riso que contrasta, de Fabrício Costa. Amadorismo, de Jô Rodrigues. Contos e Microcontos, de Sarah Vervloet. Material, de Marcelo S. Netto. Corações de Barro e outros contos, de Marcelo S. Netto. O Psicodélico Pacto Surreal, de Tonyzax. Poesia de quintal (zine), de D'silva. Gemagem, de Marcos Tavares. 

***
Contato:

E-mail: revistadosbardos@gmail.com 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

LUGAR DE DRUMMOND É NA ESCOLA



A recente depredação de que foi alvo a estátua do escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade, na praia de Copacabana, suscita algumas questões relevantes atinentes à cultura e educação em nossa sociedade. Drummond é importante para quem? Para o autor deste artigo e para os que têm determinado nível de escolaridade e leitura, certamente é fundamental por seu legado literário. No entanto, o Brasil é uma sociedade na qual a cultura letrada humanística tem peso cada vez menor, conjuntura cuja percepção é particularmente relevante quando olhamos para trás e nos damos conta de que desde nossa gênese enquanto nação a oralidade foi e é traço distintivo, bem como o uso do corpo como uma espécie de gramática auxiliar. Nós falamos, gritamos, gesticulamos, dançamos, mas o pensamento escrito nosso povo nunca reputou fundamental.

Logo, a Literatura, cuja matéria-prima é a palavra elaborada artisticamente, é objeto marginalizado, tanto na vivência cotidiana quanto nas escolas, em que essa disciplina, via de regra, é tratada como uma longa e enfadonha historiografia, atrelada à ideia de beletrismo e ao normativismo gramatical, ao invés de o aspecto artístico ser privilegiado. Nesse sentido, a Literatura nas escolas sofre uma pichação institucionalizada e curricular, por meio da qual se contribui sobremaneira para desumanizar subliminarmente o indivíduo, acomodando-o à linguagem binária, ao comportamento mecatrônico do dia a dia, que elimina gradações em prol de extremos maniqueístas (ser ou não ser: eis a questão?).

Sob esse aspecto, a atitude do casal flagrado pelas câmeras instaladas na praia carioca não deveria causar espécie, pois apenas consubstancia o discurso pedagógico, dá-lhe uma forma palpável ao violar o ícone. Sim, pois conspurcar o mestre, o exemplo, a palavra escrita, é isso o que se colhe quando a estrutura faz o aluno mediano interessar-se apenas pelo quanto será útil à sua “expertise”, à sua intenção de ser um colaborador pró-ativo e focado em seu objetivo profissional o conhecimento das características do Modernismo ou de qualquer outra escola literária. 

Numa sociedade que se guia por esse pensamento, Drummond é reduzido a bronze esculpido na praia, para ser usado por turistas como cenário fotográfico. Percentual notável da população ignora a importância dele, o que aquela figura representa. Para essa camada, ele é uma pedra no meio do caminho, pois simboliza um conhecimento ignorado e tido por inútil, do estreito ponto de vista pragmático.


Assim sendo, é contraproducente e preconceituoso certo discurso decorrente da pichação, que sustenta ser essa atitude um exemplo insofismável de que o povo desvaloriza a “boa cultura”. Que povo, se ele não é uno, e sim constituído de parcelas? E o que é “boa cultura”? Se não servir para José, João, Teresa, Raimundo, Maria, Joaquim e Lili terem direito a espaço no mercado de trabalho, é boa? Sim, certamente, mas numa dimensão ainda pouco explorada nas salas de aula de ensino fundamental e médio. Porque é necessário tiremos Drummond da praia e dos círculos estreitos, e o coloquemos honestamente de volta nas salas de aula. Sentado como está em Copacabana, mas não sozinho ou em companhia de eventuais turistas sorridentes, e sim ao lado de alunos que precisam conhecer as sete faces de um poema, as muitas faces da “verdade” (que costuma não ser um “case” de sucesso), e entrem na história.

(Texto de Eduardo Selga publicado no Jornal “A Tribuna” em 08/01/2013)


Eduargo Selga é professor de Língua Portuguesa e mestrando em Literatura pela UFES.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

PALÁCIO ANCHIETA RECEBE EXPOSIÇÃO COM 40 OBRAS DE PORTINARI.


O Palácio Anchieta abre suas portas no dia 18 de outubro para a mostra "Portinari na Coleção Castro Maya". Cerca de 40 obras de um dos maiores pintores brasileiro do século XX estarão acessíveis ao público no período de 18 outubro a 15 de dezembro, com entrada gratuita

A exposição "Portinari na Coleção Castro Maya" celebra o reconhecimento a uma amizade antiga. A relação entre o pintor Cândido Portinari (1903-1962) e o mecenas e colecionador de obras de arte nacionais Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968). As obras da exposição foram adquiridas entre as décadas de 1940 e 1960, e, numa atitude pioneira e generosa por parte do mecenas, foram transformadas em patrimônio público. Com isso, a Coleção Castro Maya se tornou o maior acervo público de obras de Portinari. 

A exposição reúne pinturas, desenhos, gravuras e documentos em três núcleos distintos. O primeiro, 'Colecionador', destaca a relação profissional entre os dois e reúne obras como Menino com Pião, O Sonho, A Barca, O Sapateiro de Brodósqui, Grupo de Meninas Brincando, Lavadeiras e Morro nº 11. O núcleo 'Mecenas' é o resultado das encomendas de Castro Maya ao artista e terá gravuras como Menino a Chupar Cana, Trabalhadores do Engenho, Retrato de Menino, Velha Totonha e Homem a Cavalo. Por fim, 'Amigos' tem foco sobre os registros, fotos, documentos e obras, como o Retrato de Castro Maya, que testemunham o afeto e as afinidades que uniram Portinari e Castro Maya.

Quem foi Portinari

Nascido em uma fazenda de café em Brodowski, no interior de São Paulo, Portinari cursou apenas o primário. Apesar da origem humilde, desde cedo manifestou talento para a pintura. O artista começou a desenhar aos seis anos e aos nove participou da restauração da igreja de Brodowski, auxiliando pintores italianos. Aos 15 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, para frequentar a Escola Nacional de Belas Artes. Ainda jovem, ganhou um prêmio de pintura, que permitiu a ele se aprimorar em Paris, na França.


Portinari voltou ao Brasil para registrar imagens ligadas ao povo e foi quem melhor retratou a identidade do trabalhador brasileiro. Considerado ícone máximo do Movimento Modernista, ele foi cultuado por muitos de seus contemporâneos. Além de desenhos, pinturas e gravuras, ele se dedicou a pintar painéis e murais. Alguns exemplos são o Conjunto Arquitetônico da Pampulha e os painéis que decoram o edifício da Organização das Nações Unidas em Nova York. A produção de Portinari é estimada em 5 mil obras.

Palácio Anchieta

O Palácio Anchieta é uma das mais antigas sedes de governo do País. O prédio, antes restrito aos governantes, agora, além de cartão postal da cidade e do Estado, é ponto de visitação turística.

A sede foi aberta à visitação pública em 2009 depois da restauração completa do prédio. Além de capixabas da Grande Vitória e do interior, o prédio é visitado por turistas de quase todos os Estados do Brasil e também por estrangeiros de vários países.

Pela sua importância histórica e cultural, o prédio faz parte do Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (IPHAN/MINC) e é tombado pelo Conselho Estadual de Cultura.

A realização da exposição é do Jornal A Gazeta, em parceria com o Instituto Sincades e patrocínio da Secult.

SERVIÇO
Exposição "Portinari na Coleção Castro Maya"

Período: 18 de outubro a 15 de dezembro
Horário e dias de funcionamento: De terça a sexta-feira - das 09h às 17 horas; Sábado, Domingo e Feriados - das 09h às 16 horas.
Local: Salão Afonso Brás, no Palácio Anchieta - Centro de Vitória
Entrada gratuita
Agendamento para grupos:
Pelo telefone: (27) 3636-1032 - (27) 3636-1048
Email: agendamento@palacioanchieta.es.gov.br
Mais informações: 3315-7071
 

CINE CAPIXABA: "VALENTIM", DE EVALDO PEREIRA.


“VALENTIM” é um longa realizado pelo professor de artes Evaldo Pereira. O filme conta a história de um professor recém-chegado a uma escola, onde inicia a realização de seu sonho. A obra narra a trajetória de Valentim, no cotidiano escolar, onde se depara com uma realidade muito diferente daquilo que imaginava e viveu em seu tempo de aluno. Valentim, enfrenta conflitos com alunos, colegas de trabalho e com sua própria identidade como professor, o que lhe causa uma dúvida entre persistir em seu sonho ou abandona-lo e voltar para a sua vida de artista plástico. Inspirado em uma historia real, “VALENTIM”, mostra que atitudes ensinam, educam e transformam vidas.


O projeto é realizado pelo professor Evaldo Pereira na escola OLIMPIO CUNHA (Cariacica)

O projeto VALENTIM, está sendo realizado com os alunos do ensino médio no turno vespertino da escola Olímpio Cunha em Santana, Cariacica. Os alunos estão participando de uma oficina de áudio e vídeo, com a ONG ADEJOVEM, que acontece paralelamente às gravações, aprendendo assim técnicas dos processos de produção, aplicando o aprendizado nas filmagens. Os alunos também contribuem para o desenvolvimento dos trabalhos através de sugestões para construção das cenas, dos cenários, do figurino, além de darem opiniões sobre o roteiro. O projeto foi iniciado em julho logo após o recesso, está programado para se encerrar no final de novembro e exibido para toda a comunidade em dezembro. VALENTIM, contou com o apoio total da diretora da escola, Dayse Manga, que acreditou e investiu no projeto, além dos colegas professores, coordenadores e funcionários da escola, que contribuem atuando ou facilitando para que nada atrapalhe o andamento do projeto. Seis turmas entre 1º, 2º e 3º ano, participam do projeto VALENTIM, que se tornará o primeiro LONGA METRAGEM produzido em uma escola de ensino médio no estado do Espirito Santo.

Aguardem!
 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

UFES. ESTUDOS CULTURAIS E PÓS-COLONIAIS: LITERATURA E VOZ SUBALTERNA.


O XV Congresso de Estudos Literários do Programa de Pós-Graduação em Letras (XV CEL/PPGL) será realizado nos dias 22 e 23 de outubro de 2013, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Vitória. Em sua nova edição, trará o tema Estudos culturais e pós-coloniais: literatura e voz subalterna e a participação de vários pesquisadores brasileiros e estrangeiros.
Organizadores
·         Júlia Almeida (UFES)
·         Paula Regina Siega (UFES/CNPQ/FAPES)
Comitê Científico:
·         Adelia Miglievich-Ribeiro (UFES)
·         Heloisa Toller Gomes (PACC-UFRJ/UERJ)
·         Isis McElroy (Arizona State University – Estados Unidos)
·         Liriam Sponholz (Universidade de Erfurt – Alemanha)
·         Lucia Helena (UFF)
·         Marcia de Almeida (UFJF)
·         Sandra Regina Goulart Almeida (UFMG)


CINE CAPIXABA: "VALENTIM", DE EVALDO PEREIRA.



“VALENTIM” é um longa realizado pelo professor de artes Evaldo Pereira. O filme conta a história de um professor recém-chegado a uma escola, onde inicia a realização de seu sonho. A obra narra a trajetória de Valentim, no cotidiano escolar, onde se depara com uma realidade muito diferente daquilo que imaginava e viveu em seu tempo de aluno. Valentim, enfrenta conflitos com alunos, colegas de trabalho e com sua própria identidade como professor, o que lhe causa uma dúvida entre persistir em seu sonho ou abandona-lo e voltar para a sua vida de artista plástico. Inspirado em uma historia real, “VALENTIM”, mostra que atitudes ensinam, educam e transformam vidas.




O projeto é realizado pelo professor Evaldo Pereira na escola OLIMPIO CUNHA (Cariacica)

O projeto VALENTIM, está sendo realizado com os alunos do ensino médio no turno vespertino da escola Olímpio Cunha em Santana, Cariacica. Os alunos estão participando de uma oficina de áudio e vídeo, com a ONG ADEJOVEM, que acontece paralelamente às gravações, aprendendo assim técnicas dos processos de produção, aplicando o aprendizado nas filmagens. Os alunos também contribuem para o desenvolvimento dos trabalhos através de sugestões para construção das cenas, dos cenários, do figurino, além de darem opiniões sobre o roteiro. O projeto foi iniciado em julho logo após o recesso, está programado para se encerrar no final de novembro e exibido para toda a comunidade em dezembro. VALENTIM, contou com o apoio total da diretora da escola, Dayse Manga, que acreditou e investiu no projeto, além dos colegas professores, coordenadores e funcionários da escola, que contribuem atuando ou facilitando para que nada atrapalhe o andamento do projeto. Seis turmas entre 1º, 2º e 3º ano, participam do projeto VALENTIM, que se tornará o primeiro LONGA METRAGEM produzido em uma escola de ensino médio no estado do Espirito Santo.

Aguardem!


sábado, 21 de setembro de 2013

ARTE NA VEIA. CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO ENEARTE/ 2013 (UFES).



ARS LONGA, VITA BREVIS. Acontecerá na UFES, Vitória-ES, de 21 a 29 de setembro, o ENEARTE, um evento itinerante, de cunho científico, político, acadêmico e cultural. Constituído por estudantes de Licenciatura e/ou Bacharelado das diversas áreas de Artes, em todo o país

O encontro tem por objetivo promover a discussão e a reflexão sobre a Arte e a sociedade, e apresenta-se como um espaço de intercâmbio cultural. A troca de experiências e a divulgação de trabalhos científicos dos alunos de artes de todo o país são sempre privilegiadas neste encontro, pois, assim, objetiva-se também o fortalecimento e o reconhecimento dos cursos nas universidades e a valorização da arte como campo de pesquisa e conhecimento científico. Essa é uma das razões pelas quais este encontro visa construir um diversificado painel da produção artístico-acadêmico em âmbito nacional. Não perca!

Paradoxo, travessia e fruição.Eis o território do 17º Encontro Nacional dos Estudantes de Artes.

Reminiscente o tema quando se trata de arte, em que os paradoxos são frequentes, as fruições, inevitáveis, e as travessias surgem ante a possibilidade de se articular a realidade corrente, de modo a transformá-la.

No encalço dos meios paradoxais da arte, que por vezes traz a efemeridade como ápice da obra, mas ao mesmo torna perene o artista que a produz, o encontro pretende estimular o debate acerca dos processos/travessias da produção contemporânea, que é permeada de contradições sociais, políticas e éticas.

A despeito da estranheza que uma obra possa causar, a fruição é inevitável, da parte do espectador ou do profissional das artes, seja por que meio for, quando menos pelo debate.
Essa, sem dúvida, é uma das facetas da arte do nosso tempo em sua ininterrupta travessia.

Paradoxal? É o que se pretende discutir.

Travessia? É da essência, não só da arte, mas também da sede do evento.

Fruição? Uma das consequências do encontro.

Sejam bem vindos à ilha de Vitória.

ENEARTE VIX 2013 na internet:




PROGRAMAÇÃO: