domingo, 29 de setembro de 2013

SPARTACUS, OU ESCRAVOS DE ONTEM E DE HOJE.



A série norte-americana, baseada na epopéia do vulto histórico das revoluções servis, Espartaco, apesar de seu caráter hollybloodyano, configura-se como uma paródia do status quo pós-moderno. O estado democrático com todos os seus vícios, descritos na própria "República" de Platão, mantém o mesmo esqueleto da República Romana em nossa sociedade. Ou seja, o povo pensa que tem escolha e que seus governantes são legítimos, quando, no fundo, de tudo o que existe é uma meticulosa rede de intrigas e corrupções.
Para manter o controle da massa, especialmente da classe média (cidadãos romanos que assistiam aos jogos nas arenas) os governantes promoviam espetáculos, a partir dos quais manipulavam a vontade dos cidadãos, vinculando-a a suas decisões. Com isso, faziam parecer que a decisão era do povo. Enquanto isso, os mais miseráveis, os escravos, eram obrigados a lutar na arena, a servir de acessórios sexuais, entre outros tipos de humilhações e maus tratos. E hoje em dia? Bom, atualmente todos os cidadãos votam. Certo? Até mesmo os escravos, pelo menos no Império Norte-Americano, digo, no mundo capitalista.

Mas pensemos bem no que acontece antes do voto. Antes do voto temos o futebol, que é num estádio, que se parece com uma arena. Temos o BBB, em que os escravos da mídia, os brothers, digladiavam-se por glória, fama e moedas, o que se parece com uma arena. Temos os escândalos políticos, em que oposição acusa governo e vice-versa, o que parece uma arena, temos a violência urbana em que traficantes lutam pelo controle de territórios; a polícia se corrompe; políticos usam o quadro como lema de campanha, a luta contra o crime; a classe média se amedontra, mas assiste aos noticiários dia após dia impressionando-se com a veiculação da violência e atentando para os noticiários mais sanguinolentos, o que se assemelha à arena. Temos as disputas internacionais em que a guerra ao terror e a luta pela liberdade serve de desculpa para ataques cujo objetivo mais agudo é a manutenção dos interesses imperialistas das potências econômicas, digamos que é uma arena global. Agora tá na moda o UFC, vejam só! Bom, esse é descaradamente uma arena. Ah! É claro. Temos o carnaval, que provém de espetáculos circenses, que vem de onde? Ah!? Desculpa. Isso era para ser a sinopse de um seriado. Bom, nunca fui bom nisso mesmo.

Mas, enfim, cheguemos às eleições: Vamos pensar apenas por cinco minutos, não custa muito e nem doí. Primeiro: quem organiza e controla o sistema eleitoral é a elite; você acha realmente que o resultado está na mão do povo?! Não seria fácil fraudar o sistema sem ser descoberto?! Você consegue contar milhões de votos pra ir lá conferir (Nessa hora me veio à mente um ateu que acredita no sistema eleitoral, não sei por quê)?! Segundo: mesmo que não haja fraude no sistema eleitoral, ainda assim não é a vontade do povo que decide a eleição, mas a emoção do povo sendo controlada pelo marketing de campanha. Talvez a estreia pós-moderna desse fenômeno no Brasil tenha ocorrido na eleição do candidato "mais bonitinho" em 1990, Fernando Collor. O então derrotado Lula só conseguiu êxito quando adotou a mesma estratégia, ou seja, aplicou dinheiro, cuja origem é alvo de investigação, em sua campanha. Em Vitória, temos o candidato eleito, Luciano, que apesar de prometer mudança (risos) teme um rico marketing de campanha e está explicitamente ligado a grupos empresariais e políticos que já há muito tempo tem controlado o estado de forma mesquinha atrapalhando o seu pleno desenvolvimento em nome de seus interesses. Já foi longe demais,ou perto demais, João, volta pra sinopse, ou seja lá o que isso for (risos). Mas, antes de voltar à série, falta o terceiro tópico: Imaginemos que num mundo quase ideal não haja controle do resultado das eleições, algumas pessoas realmente se deem ao trabalho de investigar a vida política do candidato e consigam atestar sua integridade, ou seja, imaginemos que realmente exista o tal ficha limpa e que ele milagrosamente seja eleito; Agora pense numa ovelhinha raquítica no meio de umas dezenas de lobos sadios e astutos. Bom, vamos voltar pra série que eu acho já muito claro, ou não, foda-se!

Quem quiser um resumo da série procure nos spoillers espalhados pela internet ou assista-a, vale mesmo a pena. Pela internet mesmo dá pra ver, e não é ilegal, olha aqui. Vou partir então do pressuposto de que o leitor (se é que alguém vai ler essa bagunça) já conferiu o resumo na Wikipedia ou assistiu.

Notem que a primeira forma de o império escravizar os trácios é oferecendo aliança contra um exército inimigo que ameaçava ambos, é claro que junto com a proteção deveria haver o juramento de fidelidade ao império; Imaginem o que pagamos em troca de proteção contra os chineses, contra os fundamentalistas islâmicos, contra os coreanos, entre outras ameaças terroristas. Mas, Spartacus não era bobo e quando viu que o buraco era mais embaixo rebelou-se. Em troca da rebelião obteve a escravidão e sentença de morte. Como ficaria vexatório para o Império matar um cara que derrotou quatro na arena, transformaram-no em um gladiador. Mas para dominá-lo mesmo tiveram que mexer com sua mente, tirando seu sonho de rever sua esposa, dando a ele fama e glória, e fazendo-o acreditar no ideal da "irmandade" é tipo um "vida loka" dos gladiadores.

Tudo vai de acordo com o plano quando o protagonista é obrigado a matar seu melhor amigo por causa dos caprichos de um playboyzinho romano. Segue-se a descoberta de que sua esposa foi morta pelo seu Dominus e aí Spartacus liberta sua mente. Como é um cara influente, liberta também a mente de seus companheiros, a partir daí temos a revolução dos escravos.

Vamos parar de contar a história e partir para o ponto alto da série: o ataque à arena. Um ponto importante a ser observado nesse episódio é que para atingir à elite na arena os escravos tiveram que antes causar pânico na classe média presente: colocaram fogo na arquibancada, no meio do tumulto causado conseguiram libertar seus amigos que estavam prestes a serem executados.

A segunda temporada da série (que pulo hein!) termina com a promessa de que outros exércitos virão e que a rebelião um dia seria derrotada (o que, de fato, ocorreu na História), mas não deixaria de haver um recado para os poderosos: vocês pegaram pesado e agora sofrem as consequências. Nas palavras de Racionais MCs: "A senzala avisou, mauricinho hoje paga o preço".



De fato, a classe média por ser eixo social do sistema acaba servindo de elo entre a reação/servidão dos mais pobres e o domínio/temor dos mais ricos. Vale lembrar que o império teve o seu fim, mas não o seu legado. Estamos contemplando a história se repetindo (nada há de novo debaixo do sol) e o império, pelas previsões platônicas, está próximo ao colapso, pois seus vícios chegam ao extremo. Mas como um escravo de hoje pode libertar-se? Como libertar sua mente? Como sair da Matrix? (ops! é outra história) Bom, o sistema não vai facilitar. Entretanto, ele deixa brechas (as redes sociais são um bom começo...). Mas ai o estilo de vida confortável da pós-modernidade, ai o consumismo, a alienação. Que esperança teremos?!

Tá! Finalmente, assistam à série. Tem bastante sangue, nudez, emoção, testosterona e um pouquinho do aprendizado moralizante dos heróis hollywoodyanos.



Tudo isso me fez lembrar da música que mais gosto do Lobão (Vídeo abaixo)


(Texto de João Carlos Barcelos Ramos)


João Carlos Barcelos Ramos é graduado em Letras Português pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós graduado e Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade Ateneu. Atua como professor de Língua Portuguesa na rede estadual de educação do Espírito Santo. Posta seus poemas, pensamentos, entre outros, em seu blog http://muralsarauvaral.blogspot.com.br/.

sábado, 28 de setembro de 2013

A VOLTA DO MITO ALLEJO - SAIBA MAIS LENDO A MATÉRIA

Um dos personagens mais marcantes da infância de muitos marmanjos, o mito Allejo está de volta! E para ficar! Saiba mais sobre o personagem e onde ele está voltando lendo a matéria completa. 

O lendário matador, no modo Master Liga, atua preferencialmente pelo meio do setor ofensivo (Divulgação)

Allejo vira personagem jogável em PES 2014

Lendário craque fictício da Konami faz o seu retorno aos gramados no novo game


A mitologia criada em torno de Allejo, craque fictício do antigo International Superstar Soccer, foi tão grande, que a Konami resolveu trazer o atacante de volta aos gramados na nova versão de Pro Evolution Soccer.

Agora é possível jogar com o lendário matador no modo Master Liga. Basta optar pela escalação original do game e selecionar o jogador, que atua preferencialmente pelo meio do setor ofensivo.

Allejo vem com o forte nível 88, tendo como principais características a velocidade e finalização de qualidade.

Pro Evolution Soccer 2014 foi lançado no último dia 24 para Xbox 360 e Playstation 3.



O TechTudo criou um tutorial de como jogar com Allejo no PES 2014:

No Modo Master League

Allejo pode ser um dos principais craques do seu time na Liga Master. O craque aparece em um dos elencos padrões quando se inicia o modo. Confira:

Passo 1: Entre no modo Vida Futebolística e acesse a opção Liga Master.
Passo 2: Crie uma nova jogada.
Passo 3: Passe pelas Configurações Gerais e, no menu seguinte, escolha a primeira opção Escalação Original da Liga Master.
Passo 4: Selecione um clube da Liga do Brasil
Passo 5: Na hora de escolher sua nacionalidade, selecione o Brasil
Passo 6: Vá até Menu Principal da Liga Master e selecione a opção Meu Time, em seguida Plano de Jogo e Escolher Manualmente.
Passo 7: Na escalação original de seu time, o craque Allejo será um dos principais atacantes.

Allejo agora é Flamengo
Mas é possível colocá-lo em qualquer time, no site do TechTudo tem o tutorial completo. E pra refrescar a memória dos mais jovens vai um vídeo mostrando todo futebol arte do craque:

"OPERAÇÃO DRAGÃO - 40 ANOS"

Há 40 anos, Operação Dragão abriu espaço para os filmes de kung fu no cinema americano. Mas o filme que fez de Bruce Lee um astro também foi uma luta. Confira aqui a história de um clássico

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Como se faz um mito


Em agosto de 1973, dois times chineses da tradicional dança do leão desfilaram pelo Hollywood Boulevard em frente ao Chinese Theatre para a estreia do filme Operação Dragão. A estridente plateia, que havia começado a se formar na noite anterior, se entrelaçava ao quarteirão. “Pelo vidro de trás da limusine, vi grupos e mais grupos de pessoas, eles simplesmente não terminavam”, relembra John Saxon, que interpretou Roper, o jogador malandro da história. “Perguntei ao motorista o que estava acontecendo, e ele respondeu: ‘É o seu filme’.”
Saxon não foi o único pego de surpresa com o sucesso de Operação Dragão. Apesar de ter sido rotulado inicialmente como ultraviolento e de baixo orçamento – um filme chinês de ação sobre kung fu com uma produção ao estilo americano –, sua popularidade lançou no Ocidente um gênero novo que continuou a prosperar, como ficou evidenciado em filmes como Matrix, O Tigre e o Dragão e Kill Bill. Operação Dragão mudou a maneira como filmes de ação eram feitos – quem podia estrelá-los e como os heróis deveriam lutar. O soco de John Wayne era coisa do passado. Depois de Operação Dragão, passamos a exigir que cada protagonista – de Batman a Sherlock Holmes, de Mel Gibson em Máquina Mortífera a Brad Pitt em Clube da Luta – fosse um especialista em artes marciais, tão habilidoso com os pés quanto com os punhos.
Feito com 850 mil dólares, o filme amealhou 90 milhões mundo afora em 1973 e seguiu faturando o equivalente a cerca de 350 milhões de dólares ao ano pelos 40 anos seguintes, incluindo os lucros de uma recente edição dupla em Blu-ray. Mas o estrondoso sucesso de crítica e de bilheteria teve um gosto amargo: Bruce Lee morreu um mês antes da estreia, aos 32 anos, e não viu seu sonho, de ser a primeira estrela chinesa do cinema americano, se concretizar.
Bruce Lee nasceu em 27 de novembro de 1940 – o ano do dragão – em Chinatown, São Francisco. Seu pai, Lee Hoi-Chuen, era ator numa trupe cantonesa de ópera de Hong Kong que se apresentava para plateias norte-americanas, e sempre levava a esposa grávida a reboque. Nascido na estrada, entre apresentações, Lee cresceu em Hong Kong e descobriu que lutar era o seu negócio. Depois de ser expulso de um colégio particular de elite e ir em cana por causa das brigas, seus pais o despacharam para morar com um amigo da família em Seattle. Quando chegou, em 1959, Lee desistiu da ideia de fazer carreira no cinema americano. Como contou mais tarde à revista Esquire: “Quantas vezes aparece um chinês em filmes americanos?” Fazia sentido. Os únicos protagonistas chineses eram Fu Manchu, o vilão amarelo, e o detetive Charlie Chan, modelo para uma minoria.
Fred Weintraub, produtor da Warner Bros., tentou escalá-lo como protagonista da série de TV Kung Fu, hit da contracultura, mas Lee foi rejeitado para o papel de Kwai Chang Caine por ser muito chinês. Colocou em seu lugar um ocidental – David Carradine. Lee havia feito filmes e séries em Hong Kong ao longo da década de 60 e era heroi por lá. Quando Weintraub viu uma cópia de The Big Boss, estrelado por Lee em Hong Kong, em 1971, sabia que tinha algo vencedor nas mãos. Feito com apenas 100 mil dólares, o filme havia se tornado um blockbuster na Ásia. Depois de muita briga, ele aprovou o ainda irrisório orçamento de 250 mil dólares para fazer Operação Dragão.
Weintraub, o coprodutor Paul Heller e o roteirista Michael Allin produziram rapidamente uma história de 17 páginas sobre três heróis (um asiático, um branco e um negro) que entravam no perigoso campeonato de artes marciais Han e acabavam com o tráfico de drogas e o trabalho escravo que rolavam por lá. Enquanto Heller e Allin trabalhavam no roteiro, Weintraub viajou para Hong Kong para chegar a um acordo com Raymond Chow, dono do estúdio que produziu o filme e sócio de Lee. E não estava sendo tão bem-sucedido. Enquanto ele arquitetava sobre a assinatura de um contrato, um esquivo Chow, apelidado de “o tigre sorridente”, educadamente se desviava dele. Depois de uma semana, Weintraub finalmente concluiu que Chow estava agindo de má fé, com receio de que, se o filme fosse feito, Hollywood roubaria Lee, sua galinha dos ovos de ouro. Em sua última noite em Hong Kong, Weintraub se encontrou com Chow e Lee num restaurante japonês. Avisaram que Lee estava na casa, e milhares de fãs apareceram. “Eu vi uma oportunidade para dar minha última cartada”, Weintraub relembra no livro Bruce Lee, Woodstock and Me. “‘Bruce, vou embora amanhã porque não conseguimos chegar a um acordo. É uma pena que Raymond não queira que você seja uma estrela internacional.’ Raymond me encarou de súbito, consumido pelo ódio. Naquele instante, ele sabia que havia perdido. Bruce disse: ‘Assine o contrato, Raymond’.”
Hoje em Hong Kong, o ainda vivaz e charmoso Chow, aos 84 anos, insiste que sua relutância foi puramente uma tática. “Eu e Bruce já havíamos conversado sobre a coisa toda. Tudo o que ele queria era um acordo justo. É muito difícil para um produtor independente conseguir um acordo justo com um estúdio multinacional.”
As restrições de orçamento eram de longe o principal problema. Bob Clouse, que havia feito apenas dois longas-metragens até então, foi escolhido como diretor porque, segundo Weintraub, “a gente conseguiu o cara por um preço ridiculamente baixo”. O velho amigo de artes marciais de Lee, Bob Wall, concordou com o papel de Ohara, o malvado guarda-costas de Han, como um favor. O novato Jim Kelly foi uma substituição de última hora para o personagem Williams, depois que Rockne Tarkington o recusou por causa da grana. A única pessoa que recebeu um salário de mercado (40 mil dólares) foi John Saxon. Weintraub precisava de um ator de renome, e Bruce Lee era quase desconhecido fora do Oriente. Mesmo esse dinheiro era apenas suficiente. Saxon só entrou no avião depois que Weintraub prometeu que ele seria a estrela do filme. Já a seleção de elenco chinês foi significativamente menos tensa. O que parecia desprezível em Hollywood era uma fortuna em Hong Kong, onde atores de cinema eram tratados como operários.
Lee não perdeu tempo tentando impor sua liderança durante Operação Dragão. No primeiro dia de Saxon em Hong Kong, em janeiro de 1973, Lee o levou à sua casa e pediu-lhe que mostrasse o seu chute lateral. “Aí ele disse: ‘Vou te mostrar o meu’”, lembra Saxon. “Ele me entregou um escudo acolchoado para a minha defesa. Deu um salto, um pulo e explodiu no escudo. Eu vim voando e aterrissei na cadeira, que se partiu. Eu fiquei em choque por alguns momentos, e então Bruce veio na minha direção com uma cara preocupada. Eu disse: ‘Não se preocupe, não estou machucado’. Ele respondeu: ‘Não estou preocupado com você. Você quebrou minha cadeira favorita’.” “Você acreditou que seria a estrela do filme?”, perguntei a Saxon. “Certamente não depois dessa primeira manhã.”
Ainda assim, Lee se recusou a aparecer no set de filmagens no primeiro dia, e no segundo e no terceiro. Um ataque de ansiedade durou duas semanas e quase fez a equipe inteira debandar. Enquanto Lee lutava contra seus nervos, as equipes americana e chinesa lutavam uma contra a outra. O principal tradutor no set era Andre Morgan, recém-formado em estudos do oriente pela Universidade do Kansas, que trabalhava havia seis meses como assistente de Chow. De acordo com Morgan, parte do problema era o fato de os americanos não perceberem o quanto de inglês a equipe chinesa de fato entendia. “Um dia, estávamos filmando a cena na qual Bruce Lee, John Saxon e Jim Kelly pulam dos pequenos barcos chineses de madeira para uma grande embarcação”, diz Morgan. “Não tínhamos walkie-talkies. Estávamos usando megafones para dar as deixas. Hubbs gritou: ‘Corta!’ Nos barquinhos de madeira, eles não ouviram e seguiram. Bob Clouse gritou: ‘Chineses de merda!’ O continuísta, que era velho e pequeno, disse em chinês: ‘Este é o último insulto que recebo desses estrangeiros de merda’. Ele pegou sua prancheta e veio para dar uma porrada no Clouse por trás. Tivemos de agarrá-lo e tirá-lo de lá.” As frustrações dos americanos estavam focadas principalmente no equipamento obsoleto e na mania dos chineses de dizer “sim” mesmo quando queriam dizer “não”. Já os chineses não gostavam da arrogância dos americanos e da tendência que eles tinham de gritar com os subordinados. Apesar das diferenças, um respeito mútuo entre os dois grupos eventualmente cresceu.
Acidentes são inevitáveis no set de um filme de kung fu. O mais lendário aconteceu entre Lee e Bob Wall. A cena da luta entre eles previa que Wall quebrasse duas garrafas e usasse uma para tentar golpear Lee, que a chutaria da mão de Wall e daria na sequência um soco na cara dele. Depois de muito treino, Lee errou o chute e seu punho bateu violentamente na ponta da garrafa. “Bruce ficou muito bravo com Bob Wall”, diz Chaplin Chang, que levou Lee para o hospital. “Ele dizia: ‘Eu quero matá-lo’, mas acho que era da boca para fora. Minha mulher diz com frequência que quer me matar, mas nunca concretiza”, diz Morgan. “Se Bruce ficou puto? Ficou. Mas ele sabia que havia sido um acidente.”
Quando Lee voltou ao set de filmagens, seu staff sempre leal de dublês chineses esperava que seu campeão programasse uma revanche. Em uma cena, Lee deu um chute lateral tão forte na barriga de Bob que ele saiu voando na direção dos dublês. “Puseram uma almofada em Bob”, lembra o dublê Zebra Pan, “mas ele decolou como se tivesse levado um tiro! E Bruce insistiu em fazer 12 takes!”. A força do chute foi tão grande que Wall quebrou o braço de um dos dublês na queda.
Os produtores precisaram aplicar alguns truques na hora de contratar o harém de Han. Nenhuma atriz chinesa podia interpretar uma prostituta num filme americano, o que obrigou os produtores a contratar profissionais de verdade. A dificuldade não era encontrá-las, mas convencê-las a participar do filme. “Como você vai saber que os amigos do seu pai e da sua mãe não vão ver o filme?”, diz Morgan. “Elas queriam receber mais dinheiro do que eu teria de pagar se quisesse transar com elas.” Quando os dublês descobriram quanto as prostitutas estavam ganhando, quase entraram em greve.
Lee era frequentemente desafiado por novatos. Ele costumava ignorar as ofertas, percebendo que elas não traziam vantagem. Se ele perdesse, isso seria manchete. Caso ganhasse, também seria manchete, igualmente negativa, por ter bancado o valentão contra um pobre-coitado. Mas enquanto filmava a climática batalha final, Lee se cansou dos coadjuvantes que tinham sido recrutados entre membros de gangues locais e o pintavam como astro só para as telas. “A postura deles era: ‘Esse Lee é um bundão, precisa de 15 takes para acertar um chute?’”, Morgan relembra. Como testemunhas mais tarde recordaram, um dos meninos veio forte para cima de Lee certa vez, com a real intenção de machucar. Mas Lee metodicamente bateu nele. E transformou o duelo numa lição particular, corrigindo a postura do menino em determinado momento. Ao fim, o menino se curvou diante de Lee e disse: “Você é realmente um mestre das artes marciais”.
Assistindo à cena de abertura, que Lee escreveu e filmou por sua conta, depois que a equipe americana do filme já tinha voltado para casa, é impossível não notar quão magro e pálido ele havia ficado durante as filmagens. Lee sofria de enxaqueca e estava se automedicando com os brownies de maconha de Alice B. Toklas. Em 10 de maio de 1973, ele teve um colapso e precisou ser levado às pressas para o hospital. Bruce Lee quase morreu em função de um edema cerebral agudo, excesso de fluido dentro do seu cérebro.
O médico Don Langford, testemunha no inquérito do governo de Hong Kong sobre a morte de Lee, explicou: “Nós demos a ele uma medicação (Mannitol) para reduzir o inchaço do cérebro”. Abalado pela experiência, Lee voou a Los Angeles para um exame completo. Os médicos disseram que ele tinha “o corpo de um menino de 18 anos”. Uma exibição-teste de Operação Dragão na Warner havia sido muito bem-sucedida – todos sentiram que tinham um grande sucesso nas mãos. Lee, casado e pai de dois filhos, havia retomado sua relação com a amante, Ting Pei, com quem tinha rompido durante as filmagens.
No dia 20 de julho, dez semanas depois de seu primeiro colapso, Lee participou de uma reunião com Chow, Morgan e George Lazenby, o ator que tinha acabado de incorporar James Bond, para discutir como encaixar Lazenby no novo filme de Lee, Game of Death. Depois do encontro matinal, Chow e Lee foram ao apartamento de Ting Pei para conversar sobre o script. Lee havia oferecido a ela um dos papéis principais. Quando ele reclamou de uma dor de cabeça, Ting Pei deu a ele Equagesic, medicamento controlado que combina aspirina e o relaxante muscular Meprobamate. “Era o que minha mãe sempre usava”, Ting Pei conta. “Bruce já tinha tomado antes.” Os três iam jantar com Lazenby para comemorar. “Quando Bruce disse que ia deitar por causa da dor de cabeça, Raymond provavelmente pensou que era uma desculpa”, Ting Pei diz, diminuindo o tom, sem perder o sorriso. “Então Raymond se levantou e disse: ‘Ok, eu vou primeiro’.”
Quando Lee não apareceu no jantar, Chow ligou para Ting Pei e ela o informou que Lee estava dormindo. Em seguida, ela ligou de volta em pânico, dizendo que não conseguia acordá-lo. Ting Pei chamou seu médico particular. Chow veio voando. Quando uma ambulância chegou, já era tarde demais. Por que uma ambulância não foi chamada antes ainda é um assunto delicado. Quando levanto esse tópico com Ting Pei, ela grita comigo. “Ninguém pensou que ele poderia estar morto. Ele havia caído no sono, iria acordar e voltar ao trabalho”, diz Chow.
A causa da morte foi conclusiva: edema cerebral agudo, o mesmo que quase o havia matado dez semanas antes. O que tinha causado o edema ainda é motivo de controvérsia. O laudo do médico legista encontrou duas coisas no estômago de Lee: Equagesic e maconha. O público chinês foi incapaz de aceitar que seu herói, um homem de 32 anos no auge de sua condição física, havia morrido subitamente sem motivos aparentes. Um inquérito governamental ajudou a pacificar a fúria ao concluir que o edema foi resultado de “hipersensibilidade a Meprobamate ou aspirina, ou a combinação de ambos, presente em Equagesic.” Mas rumores, suposições delirantes e teorias da conspiração continuam vivas. Quarenta anos depois, ainda não há consenso sobre a causa da morte de Bruce Lee. Ela continua sendo um mistério.
O que não é um mistério é a razão do sucesso de Operação Dragão: Bruce Lee. Ele foi o primeiro ator asiático-americano a incorporar a clássica definição hollywoodiana de estrela – os homens queriam ser iguais a ele e as mulheres queriam dormir com ele. “Toda cidade americana tinha uma igreja e um salão de beleza”, diz Weintraub. “Agora há uma igreja, um salão de beleza e uma academia de caratê com a foto de Bruce Lee.”
Por Mattew Polly - Playboy

AUTOR MASCARADO PROMETE SER O "HARRY POTTER BRASILEIRO" SAIBA MAIS

Um brasileiro tem o potencial para escrever um sucesso tão grande quanto 'Harry Potter'. Pelo menos na ótica de Barry Cunningham, editor que descobriu J.K.Howling. O "escritor mascarado" brasileiro faz muito sucesso na internet e despertou a atenção do pessoal da Editora Bloomsburry. Saiba mais sobre este misterioso autor lendo a matéria completa.

Editor de 'Harry Potter' quer publicar livro de escritor 'mascarado' brasileiro
Editor de 'Harry Potter' quer publicar livro de escritor 'mascarado' brasileiro

O editor britânico que descobriu Harry Potter, dando à então escritora desconhecida J.K. Rowling a chance de finalmente publicar a primeira obra da saga que vendeu 400 milhões de cópias em todo o mundo, quer publicar o livro de um escritor brasileiro anônimo que vem divulgando partes de sua obra pela internet.

Barry Cunningham, antigo editor da Bloomsbury, disse à BBC Brasil que quer ser o 'mentor' do autor misterioso, que não revela seu nome, idade ou gênero ao seu público virtual e carrega apenas o pseudônimo de Dark Writer.

Em seus perfis no Facebook e no Twitter e no site DarkWriterProject, o escritor aparece com uma máscara que ganhou do designer de joias japonês Joji Kojima, que confeccionou máscaras para a cantora Lady Gaga.

Editor de 'Harry Potter' quer publicar livro de escritor 'mascarado' brasileiro (© Divulgação)

'Eu li o primeiro capítulo em inglês pelo Twitter e vi logo que ele tinha talento, mas que precisava aprimorar a estrutura da narrativa', diz Cunningham, que mantém contatos frequentes com Dark para discutir sobre os avanços do livro de estreia do autor, que deve ter vinte capítulos.

O editor o compara a um 'trovador moderno' que tem mostrado que os livros não têm apenas de viver em prateleiras empoeiradas, mas podem florescer no espaço virtual.

'Dark Writer é um dos precursores e um dos melhores escritores até agora a abrir caminho para que suas histórias cresçam online com uma interação direta com seu público', afirma Cunningham, que hoje comanda a editora Chicken House, que publica a série Túneis, sucesso no Brasil entre o público infanto juvenil.

Editor de 'Harry Potter' quer publicar livro de escritor 'mascarado' brasileiro (© Divulgação)

Em entrevista à BBC Brasil, Dark Writer explicou que a escolha pelo anonimato foi motivada por uma mistura de timidez e a vontade de brincar com a imaginação das pessoas.

'Fiquei com vontade de ver como reagiriam ao ler algo de alguém que não sabem se é jovem, velho, homem ou mulher', diz.

'Acho que os leitores muitas vezes se preocupam demais com quem escreveu o livro, em vez de simplesmente mergulhar na história.'

Criaturas medonhas

No livro, Dark Writer conta a história de Mary, uma jovem britânica de 16 anos que durante um ano muito conturbado para todo planeta parte de férias com os pais.

Após vários contratempos que retardam a viagem de verão, entre os quais a queda de um meteorito que levou a torre do Big Ben ao chão, uma forte luz surge na estrada e vira a vida da garota de cabeça para baixo.

Editor de 'Harry Potter' quer publicar livro de escritor 'mascarado' brasileiro (© Divulgação)

Quando abre os olhos, Mary está em um ambiente completamente diferente e não vê seus pais. Ela carrega um estranho medalhão de prata no pescoço e tem de enfrentar criaturas medonhas.

A inspiração para a trama vem da infância, quando Dark gostava de criar mundos alternativos e escrevia pequenos contos usando amigos da escola como personagens.

O primeiro capítulo foi postado em 2010 no Orkut, onde o autor começou a atrair leitores enviando pedidos de amizade com a pergunta 'Quer participar da criação de um livro?'

Em 2011 migrou para o Twitter e para o Facebook, onde continuou conquistando adeptos com convites enviados por perfis dos personagens da trama.

Dark chegou a publicar nove capítulos no Twitter e lembra que a grande virada veio quando uma fã brasileira traduziu o primeiro capítulo para o inglês, popularizando a história entre leitores de vários países.

Entre os novos seguidores que adquiriu nas redes sociais - hoje são mais de nove mil -, estava Barry Cunningham.

'Começamos a trocar mensagens em que ele me dava conselhos, até que veio o convite para um café em Londres. Cheguei em janeiro deste ano já de mudança', conta.

Leitores participativos

Dark considera imprescindível estar na Grã-Bretanha para buscar inspiração para caracterizar melhor seus personagens e retratar de forma mais fiel o cenário onde passa a história.

Para isso, ele conta com o apoio dos leitores, que participam ativamente da criação do livro fazendo ilustrações que são postadas no site DarkWriterProject e nas redes sociais.

O autor mascarado acabou virando ele próprio um integrante da trama, sendo retratado nas ilustrações ao lado dos personagens.

E foi também com doações de seu público virtual que Dark conseguiu imprimir 200 cópias do primeiro capítulo em inglês que foram distribuídas nas ruas de Londres e de Oxford durante o verão.

Por orientação de Cunningham, Dark Writer retirou do ar o que tinha postado até agora, mas ainda é possível baixar o primeiro capítulo em inglês e em português no site Darkwriterproject.com.


Para descobrir o desfecho da história de Mary, o público terá de esperar até o final do ano que vem, quando o livro chegará às livrarias, e também deverá ter fim o mistério que ronda a identidade do autor mascarado.
Retirado integralmente de MSN

MATÉRIA ESPECIAL - 'O FIM DA MTV'

No último dia 26, a MTV (pelo menos da forma como a conhecíamos) chegou ao seu fim. Televisão que marcou uma época - e geração - o canal até então pertencente a Editora Abril fechou as suas portas. O Outros 300 analisa e aponta alguns dos motivos que possam ter contribuído para este fechamento. 

mtvall1 O fim da MTV Brasil e o começo de algo melhor

A MTV também cresceu
Assim como os fãs de 1990, emissora também envelheceu e acabou antiquada

Seria muito leviano de minha parte apontar um único motivo para o fechamento da MTV. Aliás, antes de mais nada, é válido apontar que a MTV não deixará de existir. Tanto que a partir do dia primeiro de outubro a emissora volta, com novos programas e apresentadores, mas o intuito é, desde já, "adequar-se" (no sentido pejorativo da palavra) a uma nova realidade, o que pressupõe que o jeitão pop da emissora será trocado por um jeitão "popular". Ou seja, de fato a MTV morreu e surgirá um "SBT para jovens" ou algo assim em seu lugar.

Isso posto, vamos levantar algumas hipóteses acerca do fechamento da emissora. Quando surgiu, a MTV tinha o cheiro de novidade que a juventude brasileira pedia. Sem atrações na TV aberta que fossem especificamente voltadas a sua faixa etária, os jovens clamavam por algo que falasse a sua língua. Daí o surgimento da emissora foi um oásis televisivo para a molecada.

A princípio criada para uma pequena fatia da audiência (os jovens de classe alta), a emissora sentia-se à vontade para transgredir regras e explorar novidades, amparada por espectadores curiosos, abertos e esclarecidos.

mtv O fim da MTV Brasil e o começo de algo melhor
Foto com os VJ's que iniciaram em 1990

Soma-se a isso o grande momento musical da época, com a "volta do rock" capitaneado pelo Nirvana e o surgimento da várias bandas nacionais pós movimento RockBr como Skank, Raimundos, Chico Science e Planet Hemp.

Sem internet, todos os modismos da galera classe A e B advinha da MTV Brasil e a emissora se sentia a vontade em estabelecê-las. 

Emissora não se preparou para a chegada da internet

Uma dos maiores erros da MTV foi ter achado que seria soberana na área de música para sempre. Sem uma estratégia para combater quaisquer concorrentes, a emissora se viu confrontada com a chegada da internet e mais especificamente com a chegada do Youtube. Podendo ver o seu clipe favorito na hora e quantas vezes quiser, o jovem abdicou de ter de ver a emissora paulista na expectativa de ver o seu clipe que normalmente vinha após a exibição de outros que as vezes nem eram de seu gosto.

thaide
Thaíde, agora na Liga, apresentava programa sobre rap

O contragolpe da MTV foi então mergulhar no entretenimento, espacialmente no humor. Muita gente boa saiu de lá (Adnet, Calabresa, Tatá, Mion, João Gordo,Hermes e Renato...) e a emissora se manteve por mais algum tempo à base de risos.

Marcos Mion no 'Quinta Categoria'. Humor na MTV

Contudo o fato foi que a music television tupiniquim nunca conseguiu firmar - ou trazer - alguma parceria realmente eficaz com a internet. A grande rede de computadores continuava a ser uma concorrente que, à medida que crescia, tornava-se até desleal em sua concorrência. Será que, por exemplo, o clipe da Anitta está a disposição na MTV? Acho que nem precisa né?

Foto de reunião da velha guarda da emissora

A MTV virou uma tiazona

Outro fato preponderante para a derrocada da MTV foi a não adequação às novas juventudes. A emissora ficou estagnada em 1990, numa geração que era apaixonada por rock, engajada politicamente e doida por novidades. Por mais que novos rostos surgissem no canal, a verdade é que em sua essência a MTV mais parecia aquele tiazona trintona que insiste em ser adolescente do que de fato ser uma. 

Com isso nem é preciso dizer que numa geração que gosta de "sertanejo universitário", "funk ostentação" e "pagode romântico" não há o menor espaço para o rock e nem para figuras loucas como o Thunderbird, por exemplo. 

Na despedida do dia 26, Dani Calabresa fez graça

Outros programas clássicos da emissora como o 'Barraco MTV' que fazia debates sobre os assuntos mais pertinentes da semana também não seria mais válido, uma vez que a nossa nova geração é alienada e pouco participativa politicamente (descartemos as passeatas modistas do mês retrasado, por favor).

Programas que contem a história da música ou dos artistas também. Na efemeridade de nossos dias tudo mundo fica famoso e some num átimo de segundo (alguém ainda lembra do Psy?). 

massari O fim da MTV Brasil e o começo de algo melhor
Fábio Massari contava a história sobre músicas e artistas. Programa hoje não faria sucesso

Daí só viver de humor não dava. Sem público, sem dinheiro e sem identidade não havia nada mais a fazer senão pedir o boné, pegar o skate e sair de fininho rumo ao passado, pois a este presente, definitivamente, a MTV não pertence. 

mtv21 O fim da MTV Brasil e o começo de algo melhor
Novos VJ's não empolgam

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

"EU SOU ESTÁTUA!"

Acha difícil dar de cara com uma celebridade local despreocupadamente sentada num banco? Para provar que isso é possível, o Outros 300 - curiosidades listou alguns lugares em que você pode topar com a imagem do seu ídolo mundo afora. Confira a lista abaixo.

Ícones mundiais que ganharam estátuas - 1 (© Fabio Motta Estadão)

Drummond na praia! Na foto, fãs se divertem com a estátua do escritor Carlos Drummond de Andrade, que descansa diariamente em orla carioca.

Ícones mundiais que ganharam estátuas - 1 (© Fabio Motta Estadão)

Obra-prima do cartunista Quino, a questionadora menina Mafalda espera fãs e turistas desavisados que passarem na esquina das ruas Chile e Defensa, no charmosíssimo bairro de San Telmo, em Buenos Aires.

Ícones mundiais que ganharam estátuas - 1 (© Fabio Motta Estadão)

No Café La Biela, no elegante bairro porteño da Recoleta, que dá as boas vindas são os escritores Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares, sentados em sua mesa preferida.

Ícones mundiais que ganharam estátuas - 1 (© Fabio Motta Estadão)

Em Dublin, turistas podem guardar recordação do filho pródigo da cidade Oscar Wilde, com a imagem do escritor curtindo um sol (quando este dá as caras) na Marrion Square.

Ícones mundiais que ganharam estátuas - 1 (© Fabio Motta Estadão)

No centro de Málaga, no sul da Espanha, o pintor, escultor e gênio Pablo Picasso espera os visitante para um papo ou uma foto na Plaza de la Merced, em frente à casa onde nasceu.

Ícones mundiais que ganharam estátuas - 1 (© Fabio Motta Estadão)

O famoso sambista Adoniran Barbosa é parte do cenário do restaurante Salada Paulistana, no Mercado Municipal de São Paulo, na Rua Cantareira.

TOP 10 - 'OS 10 MELHORES FILMES BRASILEIROS ADAPTADOS DE LIVROS'

Agora você tem uma boa desculpa para ir ao cinema: a estreia do filme “O Tempo e o Vento”, que acontece na sexta-feira. O longa é baseado na obra de Érico Veríssimo. Esse e outros filmes baseados em livros já passaram pelos nossos cinemas e a gente aproveita e lista os dez melhores filmes nacionais baseados em obras da literatura. Confira.

10º O Guarani
O Tempo e o Vento (© Divulgação)

No filme lançado em 1996, Marcio Garcia e Tatiana Issa vivem a história de amor entre Peri e Ceci, personagens do romance de José de Alencar.

9º O Triste Fim de Policarpo Quaresma
O Tempo e o Vento (© Divulgação)

A comédia estrelada por Paulo José e Giulia Gam, em 1998, tem como base o livro “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, publicado em 1915.

8º Capitães de Areia
O Tempo e o Vento (© Divulgação)

A vida dos jovens que vivem nas ruas de Salvador, que foi retratada pelo escritor Jorge Amado em 1937, ganhou uma versão cinematográfica em 2011. Pelo longa, você consegue compreender a questão social representada pela turma de Pedro Bala.

7º O Cortiço
O Tempo e o Vento (© Divulgação)

No filme lançado em 1978, Betty Farias é Rita Baiana, moradora do cortiço mais famoso da literatura brasileira. Baseado na obra de Aluísio Azevedo, “O Cortiço” retrata com boa fidelidade o romance. É uma opção para iniciar os estudos da obra.

6º Vidas Secas
O Tempo e o Vento (© Divulgação)

Em 1963, Graciliano Ramos também teve sua obra retratada no cinema. O filme sobre retirantes nordestinos ajuda a contextualizar melhor a história e a desvendar a linguagem de Graciliano. 

5º O Primo Basílio
O Tempo e o Vento (© Divulgação)

O livro de Eça de Queiroz, lançado em 1878, é a base do triângulo amoroso vivido por Fábio Assunção, Débora Falabella e Reynaldo Gianecchini no filme. Na tela, o romance também foi contextualizado em outra época, e isso precisa ter uma atenção especial. 

4º Dom (Dom Casmurro)
O Tempo e o Vento (© Divulgação)

No longa inspirado no livro “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, Marcos Palmeira e Maria Fernanda Cândido fazem o papel de Bento e Ana, a Capitu. Lançado em 2003, o filme é uma adaptação atualizada do romance escrito em 1899, mas isso não é um problema.

3º Cidade de Deus
O Tempo e o Vento (© Divulgação)

Um dos maiores sucessos do cinema nacional, a história do fotógrafo Buscapé e do traficante Zé Pequeno, moradores da favela Cidade de Deus no Rio de Janeiro, foi baseada no livro de Paulo Lins. A obra, publicada em 1997, originou dois filmes, Cidade de Deus e Cidade dos Homens, e uma série de TV, Cidade dos Homens.

2º O Auto da Compadecida
O Tempo e o Vento (© Divulgação)

A peça escrita por Adriano Suassuna, em 1955, fez sucesso como minissérie na televisão no final da década de 1990. Não demorou muito para a produção ser adaptada às telonas e se tornar mais uma das versões cinematográficas que contam a história de João Grilo, Chicó e dos moradores da cidade de Taperoá.

1º Memórias Póstumas de Brás Cubas
O Tempo e o Vento (© Divulgação)

O famoso morto-escritor do livro de Machado de Assis também já foi para a telona. O longa, de 2001, traz Reginaldo Faria como Brás Cubas, personagem principal da publicação de 1881. Como no livro, o defunto é o narrador da história e acompanha de perto o desenrolar dos fatos. No filme, a linguagem de Machado de Assis é simplificada, o que proporciona o melhor entendimento do enredo.