sexta-feira, 15 de julho de 2016

FILME DE HERÓIS DOMINAM O SÉCULO


SÓ DA ELES!
Filmes de heróis dominam o mercado cinematográfico deste século 

Filmes de super heróis (e seus derivados e spin offs) sempre fizeram parte do pacote de lançamentos das grandes companhias cinematográficas. Porém, nos últimos anos, o número de lançamentos do gênero multiplicou e a gama de heróis retratados nas telonas alcançou números impressionantes.

Tal boom ocorreu em parte pela aceitabilidade do público para com esse nicho. A cada lançamento de um X Men, Homem Aranha ou Batman, milhões de dólares são arrecadados pela grandes companhias que, oportunamente, se aproveitam deste momento positivo para lançar mais e mais títulos, seja com os heróis em atuações individuais, seja em grupo, ou até, pasmem, se enfrentando.

No século passado cabia a apenas dois heróis a pecha de campeões de bilheteria: Batman e Superman. O homem morcego arrecadou alguns milhões de dólares em filmes dos anos 90. Batman e Batman, o retorno de 89 e 92 respectivamente fizeram estrondoso sucesso. Superman II de 1980 foi a maior bilheteria daquele ano.

Mas foi a chegada dos heróis da Marvel às telonas que o boom dos filmes de ação dos mascarados ganhou seu ápice. A adaptação para os cinemas de X Men no início deste século levou milhões de espectadores ao cinema e fez da franquia a mais bem sucedida até hoje. Não a toa que a saga de Ciclope, Vampira, Jean Grey e Wolverine já teve duas trilogias e um reboot somente do Wolverine. Este ano mais um X Men (Apocalipse) chegou ao cinema, contudo sem o sucesso dos anteriores.

Vingadores, grande sucesso da Marvel

Rival da Marvel, a DC Comics resolveu entrar firme nesta briga. Para tanto “rejuvenesceu” o Superman e apostou firme no ar sombrio do Batman. Tais apostas renderam frutos: Batman, o cavaleiro das trevas de 2008 foi considerado por muitos como o melhor filme de um herói já feito. E Batman vs Superman abocanhou, até agora, a maior bilheteria do ano no Brasil. Esquadrão Suicida é a nova aposta da DC. O objetivo é ambicioso: Fazer com que vilões lutem a favor da paz.    

De uma coisa temos que admitir: Quando se trata de usar todos os artifícios para inserir heróis ou vilões em um filme, as companhias de cinema são bem criativas!


Esquadrão Suicida. Lançamento põe vilões lutando pela paz

segunda-feira, 13 de julho de 2015

CRÍTICA DO PROGRAMA SUPERSTAR 2015

Acabou neste domingo (12) a segunda edição do programa Superstar com a vitória da dupla Lucas e Orelha. Confira nossas impressões acerca do programa e da vitória dos garotos da Bahia.

Por Sandro Bahiense


Um serviço que o povo não quer
Espaço raro e importantíssimo para a nova música brasileira não atrai grande massa brasileira

Fujamos do lugar comum. Comum é lermos críticas e mais críticas à Rede Globo, tratada (com certa verdade em alguns momentos, admitamos), como uma empresa fria, apegada aos lucros e a seus interesses e que, na maioria das vezes, traz desserviços a população brasileira com uma programação quase sempre voltada só a audiência, pouco importando a qualidade do que é exibido.

Uma exceção é o programa Superstar, atração que visa apresentar novas bandas, julgadas, ao vivo pelo próprio público. O que deixa o programa ainda mais interessante, é o fato da grande maioria dos grupos trazer músicas autorais.

Alguém mais exigente dirá que temos muitos e mais eficazes opções para descobrirmos novos talentos, mas convenhamos, a grande população brasileira não tem lá muito interesse em buscar tais grupos. Logo, uma atração como essa na TV aberta brasileira, na maior emissora do país, é um oásis em meio a programas de segunda categoria.

Contudo, apesar dessa benesse, a população brasileira não parece se importar muito com isso. Pouco é o apelo popular e, à galope, a audiência também não é das mais animadoras. Não por acaso que o programa tem como concorrentes poucos artistas de ritmos populares atuais como sertanejos, funkeiros ou pagodeiros.

A despeito disso, porém, na segunda edição do programa uma dupla de "quase" funkeiros venceu. Lucas e Orelha formavam uma dupla que invariavelmente bebia na fonte do ritmo, com direito a duas apresentações regadas a covers da Anitta, por exemplo. Porém, apesar disso, a dupla se mostrava com um bom conteúdo, especialmente quando expunha suas próprias composições. A maioria romântica, ou com temática de relações típicas dos jovens e adolescentes (a dupla é composta por um guri de 19 e outro de 17 anos). 

Vale ressaltar que o conteúdo da dupla não é nenhum primor melódico ou poético, mas dentro do cenário musical atual do país, dá pra dizer que os meninos estão acima da média em seu segmento.


Os favoritos eram os meninos do Scalene (foto acima), boa banda de rock, que se valia de belas melodias em suas canções, e de letras razoavelmente inteligentes. Havia, porém, uma evidente superestimação quanto ao trabalho do grupo, tratando-os com mais reverência do que mereciam.

Em um apanhado geral bons grupos passaram pelo programa que vale um esforço geral para ser mantido mantido no ar, pois é uma das raras boas opções musicais na TV aberta.  

   

CRÍTICA DO FILME MEU PASSADO ME CONDENA 2

Continuação do grande sucesso de 2013, filme protagonizado por Fábio Porchat e Miá Mello chega à sua segunda edição ambicionando manter a boa bilheteria da primeira parte. Confira, abaixo, nossas impressões acerca da trama.

Por Sandro Bahiense


Entretenimento pelo entretenimento
Falta de ambição e de vontade de marcar época, faz filme ficar na classe dos "legalzinhos"

Pouca ou nenhuma vontade de marcar época, ser diferente, ou marcante: Essa tem sido a cara do cinema nacional de "grande escala" (com aqueles filmes que são exibidos nas principais salas de cinema do país).

'Meu Passado Me Condena 2' veste bem essa carapuça. Com uma trama preguiçosa, o filme foca em piadas descoladas do enredo principal e em desenrolares que já vimos 800 vezes em filmes de comédia romântica americana e até em filmes brasileiros mesmo.

Fobias de Fábio poderiam ser mais exploradas

Não que o filme não seja agradável. Fábio Porchat é definitivamente um cara engraçado. Seu personagem, infantilóide até o último fio de cabelo, rende bons momentos, de risada e, forçando a barra, algumas gargalhadas de vez em quando. Contudo isso é pouco, até porque Miá Mello e o elenco de apoio não consegue se salvar de um roteiro comum e confuso e não rende.

A trama

A vida de casado dos apaixonado Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello) cai na rotina quando, as diferenças, que não são poucas, precisam ser enfrentadas. Após Fábio esquecer o terceiro aniversário de casamento, Miá decide pedir um tempo. 

Meu Passado Me Condena 2 - Foto
Química do casal são alguns dos trunfos do filme

Quando o avô de Fábio, que mora em Portugal, o comunica que ficou viúvo, ele enxerga nesta viagem para o funeral uma oportunidade de salvar seu casamento. Lá, porém, Fábio se vê envolvido por uma paixão do passado.

O filme

É legal, e somente isso. E se vale imensamente de Porchat para ter seu humor. Seu problema acontece na falta de assunto. Fábio é um crianção e Miá é reclamona e percebemos isso nos primeiros cinco minutos de filme. O que vemos daí em diante é uma sucessão de trapalhadas infantis de Fábio e de reclamações de Miá. A garota, aliás, impulsionada pelo comportamento do parceiro, acena com um pedido de divórcio, que não se configura nunca apesar dela o anunciar pelo menos 5 vezes no filme.

Casal português ('Meu Passado Me Condena 2' foi filmado em terra lusitanas) não decolou como antagonistas

O elenco de apoio é ridiculamente desperdiçado com estórias confusas e exageradamente forçadas mesmo que para um filme de comédia. O desfecho dos coadjuvantes no filme é a cara do cinema nacional brasileiro: Preguiçoso, desleixado e desinteressado.

Ainda assim, se sua vontade é a de ver um filme bobinho, com seus furos, mas que dá para dar umas boas risadas, fica a recomendação. 'Meu Passado...' preenche esses requisitos.

Uma pena que não quiseram ser mais do que isso... 


quinta-feira, 2 de abril de 2015

CONFIRA, NA ÍNTEGRA, O FILME "VALENTIM: TUDO NASCE DE UM SONHO", DE EVALDO PEREIRA, 1º LONGA PRODUZIDO EM UMA ESCOLA.


O longa "Valentim: Tudo nasce de um sonho", produzido, dirigido e escrito por Evaldo Pereira, foi totalmente filmado numa escola pública (algo inédito no Brasil). As filmagens, que não tiveram ajuda de leis de incentivo cultural, ocorreram na escola "Cel. Olímpio Cunha", em Cariacica



O filme "VALENTIM: TUDO NASCE DE UM SONHO" é um longa-metragem que foi filmado entre 2013 e 2014, na escola pública Olímpio Cunha, no bairro Santana, em Cariacica. A obra é uma produção totalmente independente e envolveu toda a escola, entre alunos, professores e servidores no processo de gravação. A ideia foi do professor de Artes Evaldo Pereira, que executou o projeto com a mobilização de toda a escola e a parceria da Adesjovem (Agência de Desenvolvimento Social Jovem). O professor Evaldo luta contra a banalização das artes nas escolas e tenta, através do audiovisual, atrair a atenção dos jovens para a educação.




VALENTIM

Sinopse do filme: Artista plástico chega à escola para realizar o sonho de ser professor, diante das diversas dificuldades pensa em desistir da educação e renunciar seu sonho, mas de repente encontra inspiração em seu talento e suas habilidades para conquistar os alunos e reinventar o ensino das artes na escola onde trabalha. O longa-metragem foi exibido no Cine Metrópolis (UFES) para mais de 200 pessoas, em duas oportunidades.





EVALDO PEREIRA


Evaldo Pereira é professor de Artes, fotógrafo, pintor, escultor, desenhista. Usando projetos com uma didática atrativa, o professor conquistou alunos e a maioria dos colegas de trabalho, ensinando técnicas práticas de grafite, tatuagem de henna, caracterização de personagens, esculturas, foto e vídeo. O filme possibilitou que o professor Evaldo Pereira recebesse a indicação ao título de "Capixaba do ano de 2014", eleição feita pelo jornal A Gazeta.

Curiosidades sobre o filme:


- Foi o primeiro longa metragem produzido em uma escola pública do Brasil.

- A história do filme é inspirada na própria história de vida do professor Evaldo.
- O filme contou com o apoio da diretora da escola, Dayse Manga.
- O longa que foi todo gravado com uma câmera fotográfica.

- O projeto ainda tem a preocupação de incluir pessoas com deficiência auditiva e o filme além de ter participação de alunos surdos é totalmente legendado.

- Seis turmas entre 1º, 2º e 3º ano, participaram do projeto.

FICHA TÉCNICA - "VALENTIM: TUDO NASCE DE UM SONHO"


Roteiro de Direção: Evaldo Pereira. Operadores de Câmera: Anselmo Loyola e Evaldo Pereira. Assistentes de Câmera: Ariel Ferreira e Éric Souza. Captação de Áudio: Humberto Fonseca. Assistente de Áudio: Thalita de Oliveira. Assistente de Direção: Anselmo Loyola.


Confira, na íntegra, o filme "Valentim: Tudo nasce de um sonho":


domingo, 22 de fevereiro de 2015

CRÍTICA DO OSCAR 2015

Aconteceu nesta madrugada a 87ª edição do Oscar. Confira uma crítica acerca da cerimônia e dos premiados lendo a postagem completa.

Por Sandro Bahiense

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Mais dinâmico e democrático
'O Grande Hotel Budapeste' leva maior número de estatuetas, mas melhor filme fica mesmo com 'Birdman'

Em sua octogésima sétima edição, o Oscar manteve sua principal característica nestes últimos tempos: A previsibilidade. Os favoritos levaram e poucas foram as surpresas, mesmo em categorias menos badaladas.

'O Grande Hotel Budapeste' levou quatro troféus, todos de categorias técnicas, enquanto os principais prêmios (ator, atriz, diretor e filme) se espalharam.


A noite começou com a previsível, mas merecida, vitória de Patricia Arquette (foto acima) como melhor atriz coadjuvante por Boyhood. Já a melhor atriz ficou mesmo com Julianne Morre no momento musa premiada do Oscar.

Eddie Redmayne, outra barbada da noite, levou como melhor ator por seu Stephen Hawking em 'A Teoria de Tudo'. O coadjuvante ficou JK Simmons de 'Whiplash', filme, aliás, que surpreendeu com quatro premiações.

Iñarritú abocanhou o Oscar de roteiro original, merecidamente, aliás, por 'Birdman' e 'O Jogo da Imitação' surpreendeu no adaptado. Legal. Alejandro ainda levou como diretor, após disputa firme com Linklater de 'Boyhood'.

A letra de "Glory" que cita o personagem principal do filme 'Selma', o ativista Martin Luther King, mas que também faz menção aos protestos recentes em Ferguson, que revitalizaram a luta por igualdade racial nos EUA levou o Oscar de melhor canção em momento genuíno de comoção. Na cola, até Lady Gaga emocionou

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Na disputa mais acirrada da noite 'Birdman' levou a melhor por 'Boyhood'. Por fim acredito que o filme tenha merecido, pois foi, de fato, o mais impactante do ano.

A cerimônia

Foi mais simples, enxuta e sem as desnecessárias apresentações que nada acrescentam à festa. Neil Patrick Harris compôs sua apresentação em um tipo discreto, leve e dinâmico, dispensando piadinhas bobas, sem graças e que normalmente só são entendidas pelos próprios atores.

Foi tudo muito frio, pasteurizado, mas pelo menos não foi arrastado, o que, por fim, vale mais. O foco foi nas categorias e nos premiados o que achei bom. Se foi previsível, o Oscar pelo menos se mantém grandioso apesar de realmente parecer ter oitenta e sete anos de idade!

CRÍTICA DO FILME 50 TONS DE CINZA

Um pouco demorado? Sim, eu sei. Mas garanto que você não viu ainda uma crítica como a nossa. Confira abaixo o que achamos de 50 Tons de Cinza - O filme.

Por Sandro Bahiense


Predisposição
Olhar contrário ou favorável de quem conhecia a estória afeta julgamentos para o bem e para o mal.

É muito difícil julgar a um produto que desperta tanto asco de alguns e, principalmente tanta paixão de outros. Aliás, sejamos francos: Outros não, outras não é? 

"Gostei, e pronto!", "Vi e verei mais duas vezes". "Vocês não sabem de nada" e blá, blá, blá e blá, blá, blá... São algumas das respostas de fãs que defendem cegamente a um produto que gostaram e pronto! Particularmente detesto reações infantis e sem argumentos como de algumas fãs descerebradas e sugiro que estas guardem seus "posicionamentos" só para si.

Fãs maduras, por sua vez, tem dois argumentos a qual consideram irrefutáveis: "Você não leu o livro" e "essa é uma história de amor". Para estas digo previamente: Li o livro e sim, considero que esta é uma história de amor (podemos trocar amor por relacionamento?)

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Bons para uns, terrível para outros... 50 Tons dividindo opiniões.

Isso posto, vamos lá:

50 Tons de Cinza, o livro, é uma das coisas mais bisonhas que já foram escritas em uma folha de papel na história. Trama piegas, brega, chata, previsível, nada original e muito má escrita. 

Logo quando li que E. L. James exigiu que o texto do livro fosse literal no filme, não podia esperar algo bom e, de fato, não foi.

Vejam os diálogos

"_ Eu acho que o senhor tem um coração maior do que transparece...
_ Algumas pessoas dizem que eu nem tenho coração.
_ Porque diriam isso?
_ Porque me conhecem bem."

Numa loja de material de construção

"_ O que você me sugere mais (como material de construção)?
_ Macacão. Para botar em cima da roupa.
_ Não. Eu posso fazer sem roupa."

"_ Eu não sou romântico.
_ Meus gostos são peculiares...
_ Você não entenderia.
_ Ah, então me ensina."

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O filme é elegante igual esse visual da Dakota

Daí vemos que é impossível fazer algo elegante disso. Mas até que a diretora Sam Taylor-Johnson, pelo menos nos primeiros quinze minutos de filme, consegue tirar algo bom da coisa. Com um texto irônico, ela deixa a coisa bem na pegada de comédia romântica e, olha!, o filme fica até bem legal.

Mas depois que Grey e Steele começam a meter... ops, quer dizer, fazer amor, ops, quer dizer, de novo, foder, é que o filme fica um saco.

A pegada comédia romântica saí e entra o, teoricamente, triller erótico. É quando vemos os maiores pontos falhos. Foi só impressão minha, ou os atores principais Dakota Johnson e Jamie Dornan pareciam tensos, ou, até com vergonha? (Alguém viu ambos extremamente constrangidos nas entrevistas de divulgação?)

Dakota, pelo menos, é realmente feinha e sem graça. Branquinha demais, pequenininha demais, com peito e bunda de menos... De fato ela poderia ser uma virgem bv com 21 anos mesmo! 

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Não podia ser um cara mais gostosão?

Achei graça do Dornan. O Christian é um cara bonitão, gostosão. Não entendo de beleza masculina, mas o Jamie não preenche tão bem esses requisitos. Minha esposa que estava na tortura, opa, quer dizer, no cinema comigo achou o irmão do Grey mais interessante. Aliás, ela achou o José mais interessante, o cara que trabalhava na loja da Anastacia mais interessante...

Minha sessão tinha, sei lá, 852 mulheres assistindo. Elas "uivaram" quando o Grey disse que queria foder, quando ele tirou a camisa, quando ele mostrou a coleção de carros (porque uivaram nessa parte?), mas na hora em que apareceu a bundinha murcha do cara, silêncio absoluto. Talvez se fosse o Charlie Hunnam, primeiro a ser cogitado para fazer o Grey, a coisa (ou a bundinha) seria melhor.

Aliás, que filme erótico mais pudico. Nenhum nu frontal (teve nu "lateral", dela, em momentos bem rápidos). O pinto do Dornan? Um centímetro dele, num microssegundo. Bundas? Da Dakota umas 676 vezes. Do Jamie, umas três. Para quem era voltado o filme mesmo?

O quarto vermelho apareceu umas três vezes e as poucas cenas de imitação de sadomasoquismo (chamar aquelas brincadeirinhas do livro/filme de BSDM é exagero) foram em câmera lenta para dar uma amenizada. Ah, e com uma trilha sonora de zona de periferia ao fundo para "dar um clima".

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Z...z...Z...z..Z... 50 minutos de sono...

Última meia hora do filme é de dar sono. Indico a quem sofre de insônia.

Nós homens estamos maus, pois nossas namoradas, esposas, tias e mães estão se excitando com qualquer coisa. 50 Tons deixa como moral da estória que os homens têm de melhorar muito seu desempenho erótico sensual.

Crítica técnica

Seriamente agora. Ótima fotografia, em tons de cinza, claro. Som bom. Roteiro razoavelmente bem explorado dentro das limitações que listamos acima. Jamie Dornan bem em um papel que não possuía profundidade. Dakota também se saiu bem, especialmente (e quem leu o livro há de concordar comigo) porque deu um ar mais sarcástico e senhora de si à sua Anastacia Steele.

Os pontos falhos foram a edição e seus buracos de tempo, o pouco aproveitamento do restante do elenco, o tom sussurrado de voz da Johnson e a trama arrastada do meio para o fim do filme dando-lhe um ar chato e cansativo.

Houve pressa onde devia haver esmiúce (especialmente na dúvida de Steele em aceitar ou não o modo de vida de Grey) e houve lerdeza onde devia haver dinamismo. A diretora falhou em ter nos mostrado algumas incongruências fatais. Grey é um cara duro, quase sem coração. No filme, o personagem que não se diz romântico, anda de mãozinhas dadas, salva a donzela bêbada, toca piano para a amada...

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Frio ou quente Sr.Grey?

O espaço de tempo e as resoluções que não se cumprem foram irritantes. Num take Grey diz que não pode manter o relacionamento com Steele por ele achar que não é homem para ela. Dois takes depois, contudo, ele a "salva" de sua bebedeira e a bota em sua cama. Em outra cena Anastacia dispensa Grey. Em seguida o bonitão entra na casa da jovem e ela, toda lânguida, permite que ele a amarre com sua gravata e faça sexo oral nela.

Christian e Anastacia brigam na casa dos pais do empresário. Logo o filme dá um pulo e eles já aparecem no quarto branco onde ela super curte estar amarrada por correntes. No take seguinte ele a chicota e ela vai embora toda ofendida. Como assim? De novo. Quem leu o livro percebem um pulo de umas 70 páginas aí. Em suma. Taylor-Johnson foi ótima nos primeiros 15 minutos do filme, e terrível no restante seguinte. O saldo é negativo. Como leitor me surpreendi pelas fãs terem saído satisfeitas do cinema.

50 Tons de Cinza é um filme de entretenimento, feito para as mulheres, especialmente para quem leu o livro. E se trata de uma história diferente de amor, com pitadas de sexo,  roteiro este desconhecido pela maioria das mulheres/leitoras/espectadoras comuns. 

URGENTE! MORRE INTEGRANTE DA LEGIÃO URBANA.

Urgente! Integrante da banda Legião Urbana foi encontrado morto nesta manhã. Saiba mais lendo a matéria completa.

Detalhe da capa do álbum "Que país é este', de 1987 (Foto: Reprodução)

Ex-baixista da Legião Urbana é encontrado morto em Guarujá, diz PM
Renato Rocha era conhecido também como Billy ou Negrete e tinha 53 anos. Corpo estava no chão do quarto do hotel onde ele estava hospedado.

O ex-baixista Renato Rocha, integrante da primeira formação da banda Legião Urbana, foi encontrado morto, na manhã deste domingo (22), dentro de um hotel em Guarujá, no litoral de São Paulo.

Segundo a Polícia Militar, o corpo encontrado encostado na porta de um hotel no bairro da Enseada, por volta das 8h30, era do músico que fez parte da primeira formação da banda. Informações obtidas preliminarmente pela polícia indicam que Renato teria morrido de causa natural.

A irmã do músico, responsável por administrar uma das páginas em homenagem a Renato nas redes sociais, postou uma mensagem falando sobre a morte do músico. "Renato faleceu nesta manhã, de parada cardíaca, em São Paulo. Vai com os anjos, Renato. Força ao seu casal de filhos, sua netinha, ao seu pai e aos seus demais familiares", diz a mensagem.

Na mesma publicação, uma mensagem atribuída ao irmão de Renato, o médico Roberto Rocha, explica que uma mulher foi chamar o músico no quarto e, como ele não respondeu, acabou acionando outras pessoas para abrir a porta. Renato teria sido encontrado caído, já morto.

Roberto da Silva Rocha, também irmão do ex-baxista, escreveu em uma rede social que está de luto. "Meu irmão acaba de falecer em sampa, ele foi baixist do Legião Urbana, Renato Rocha, Negrete". Ele acrescenta ainda que o músico 'deixa um casal de filhos e uma neta que não curtiu'.

Ainda segundo a polícia, o corpo foi removido do hotel e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do Guarujá. Ainda não há informações sobre local e horário do velório e do enterro do músico.

Legião Urbana
Renato da Silva Rocha, conhecido também como Billy ou Negrete, tinha 53 anos. Ele era baixista e compositor do Legião Urbana, banda da qual fez parte da formação original ao lado de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá.

Renato, que afirmou em entrevistas enfrentar problemas com drogas, foi convidado em 2014 para uma participação no projeto Urbana Legion. Ele voltou aos palcos para tocar os sucessos do Legião Urbana junto com o também ex-integrante Eduardo Paraná.
Retirado de G1