quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ACADEMIA DE LETRAS HUMBERTO DE CAMPOS: 1º SARAU DOMINGO POÉTICO DE 2012

A Academia de Letras Humberto de Campos retorna às atividades no ano de 2012 realizando o SARAU DOMINGO POÉTICO no próximo domingo, 04 de março, às 18h. Traga seus textos e participe!

Endereço da Academia: Rua 23 de Maio, nº 83, Prainha, Vila Velha/ES (Rua da Gráfica Visão).


4 GRANDES FILMES DO CINEMA CHINÊS


Nas últimas duas décadas, o cinema chinês vêm alcançando um enorme destaque no cenário mundial, por conta, principalmente de diretores como Wong Kar-Wai, Jia Zhang-Ke e Zhang Yimou que vêm ganhando destacados prêmios em diversos festivais internacionais. Além de mostrar o choque da ocidentalização em sua cultura, o cinema chinês tem como característica marcante grandes demonstrações de sensibilidade estética e humana dentre os seus cineastas. O Outros 300 indica quatro grandes produções desse cinema. Confira:

“Amor à Flor da Pele” (Wong Kar-Wai, 2000)
Chow e sua mulher acabaram de se mudar. Logo, ele conhece Li-Zhen , uma jovem que também acabou de se mudar com o marido. Ele trabalha para uma companhia japonesa, o que significa que está freqüentemente viajando. Como sua mulher também fica, muitas vezes, longe de casa, Chow passa muito tempo com Li-zhen. Eles se tornam amigos e, um dia, são forçados a encarar os fatos: seus respectivos parceiros estão tendo um caso. Duração: 90 minutos

“Lanternas Vermelhas” (Yimou Zhang, 1991)
Em 1920, após a morte dos pais, Songlian é obrigada a se casar com Chen Zuoqian, senhor de uma família importante da China. Porém, Chen já possui três esposas, cada uma morando em “casas” separadas dentro de seu enorme palácio. A competição entre as esposas é dura, as quatro armam todo tipo de intrigas na disputa para obter os privilégios e confortos oferecidos pelo senhor do palácio. Duração: 125 minutos

“Pequenas Flores Vermelhas” (Zhang Yuan, 2006)
Pequim, 1949. Com apenas quatro anos, o pequeno Qiang é matriculado num colégio interno. Mas Qiang é uma criança rebelde e não consegue seguir as regras. Sua desobediência impede que ele ganhe as desejadas flores vermelhas, dadas apenas aos alunos mais bem-comportados, e acaba atraindo a antipatia da professora Sra. Li. Só que ele também consegue que outras crianças se juntem à sua rebelião particular ao convencê-las de que a professora é, na verdade, um monstro que come crianças. Duração: 92 minutos

“Nenhum a menos” (Yimou Zhang, 1999)
Gao é professor da Escola Primária Shuiquan e precisa sair de licença para cuidar da mãe doente. Um lugar distante e pobre, a única pessoa que aceita substituir o professor é uma menina de 13 anos Wei Minzhi. Como a evasão escolar é muito grande, Gao instrui Wei a não permitir que nenhum de seus alunos abandone o curso prometendo-lhe 10 yuans extras em seu pagamento. Perdida em meio às crianças, Wei faz de tudo para manter os alunos na escola, até que um garoto de 10 anos, é obrigado a partir para a cidade em busca de trabalho. Para trazê-lo de volta, Wei inicia um incasável jornada à procura de seu aluno na cidade grande. Duração: 106 minutos

NOVA MÚSICA DE NOEL GALLAGHER. CONFIRA!

Saiu hoje a música “Shoot A Hole Into The Sun”, b-side do novo single de Noel Gallagher, "Dream On". A canção é uma colaboração com Amorphous Androgynous, com quem ele trabalha em outro projeto, e tem um clima meio psicodélico, usando trechos da música "If I Had a Gun", mas com instrumentação diferente. Confira, abaixo, o clipe de “Dream on”:

PROGRAMAÇÃO CINE JARDINS - 24/02 A 01/03. CONFIRA!


Confira a ótima programação do Cine Jardins:

Precisamos Falar Sobre o Kevin (Inglaterra/EUA, 2011 – 110 min.)

Drama/Suspense – Classificação 16 anos – todos os dias – 21h10

Considerada a melhor atriz do cinema contemporâneo, a britânica Tilda Swinton veste a pele de Eva Katchadourian, uma mulher que ainda bem jovem abre a mão da profissão e dos anseios de liberdade para ser esposa e mãe, no entanto nem tudo dá certo nessa trajetória quando seu filho de 16 anos, Kevin (Ezra Miller), comete um assassinato. Adaptado do best-seller da escritora britânica Lionel Shriver pela diretora Lynne Ramsay, “Precisamos Falar Sobre Kevin” é um ensaio de fôlego sobre a relação entre pais e filhos, além de sua relação com a perversidade na infância e adolescência. Concorrendo à Palma de Ouro em Cannes.

Nota do crítico Filipe Quintans (Jornal do Brasil): * * * * * (Excelente)

Os Descendentes (EUA, 2011 – 115 min.)

Drama – Classificação 12 anos – a partir de sábado! – 19h00

Com cinco indicações ao Oscar, incluindo as categorias de melhor filme, melhor ator e melhor diretor, “Os Descendentes”, protagonizado por George Clooney em excelente atuação, é um representante digno do cinema indie norte-americano. Com foco em uma família que vive no Hawaii e cujos dramas pessoais, ora paralelos, ora entrelaçados conduzem por uma doce históonduzem por uma doce histra paralelos, ora entrelassados hor ator e melhor diretor ria de autodescobertas.

Nota do crítico André Prado (Jornal do Brasil): * * * * * (Excelente)

O Espião que Sabia Demais (França/Inglaterra/Alemanha, 2011 – 127 min.)

Suspense – Classificação 14 anos – todos os dias – 16h45

O diretor sueco Tomas Alfredson, do premiadíssimo thriller de terror “Deixa Ela Entrar” (Suécia, 2008), retorna em grande estilo em uma trama de espionagem que, mais do que entreter o público com cenas de perseguição e violência, desafia a inteligência do expectador em uma história que questiona a ética, a violência e o preço que pagamos pela ordem social. Protagonizado com excelência por Gary Oldman e John Hurt, que encarnam espiões britânicos veteranos diante de questões bastante delicadas, como a participação da Inglaterra a Guerra Fria em um cenário internacional controlado pelos EUA e pela URSS. “O Espião que Sabia Demais” é um filme maduro e desafiador, que na certa te deixará inquieto na poltrona do cinema.

Nota do crítico Marcelo Hessel (portal Omelete): * * * * * (Excelente)

Rio (EUA, 2011 – 96 min.)

Animação – Classificação livre – apenas sábado e domingo – 15h00

Dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, criador da série “Era do Gelo”, “Rio”, que tem como cenário a cidade do Rio de Janeiro, conta a história de Blu, uma arara-azul criada pela jovem Linda na cidade friorenta de Minnesota, Estados Unidos. Uma ave atípica que não voa, adora chocolate quente e tem larga habilidade com as patas. A rotina dos dois é interrompida pela visita do biólogo Túlio. Blu precisa ir ao Rio de Janeiro e se reproduzir com a única fêmea restante da espécie, Jade. Arara, dona e biólogo chegam à cidade em pleno Carnaval e aí começam as aventuras.

A Separação (Irã, 2011 – 123 min.)

Drama – Classificação 16 anos – todos os dias – 16h40/21h15

Ganhador do Urso de Ouro no Festival de Berlim, além dos prêmios de Melhor Ator e Melhor Atriz nesse mesmo festival, a produção iraniana do diretor Asghar Fahardi (“Procurando Elly”, 2009) ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e é o favorito ao Oscar nessa mesma categoria. Por detrás de um processo de separação de um jovem casal da alta classe iraniana, desnuda-se um drama poliédrico. A separação seria a única saída para que a filha do casal possa estudar no exterior e ter uma educação com perspectivas mais amplas do que as determinadas pelo regime islâmico, todavia vários outros elementos surgem e dão complexidade a uma trama fascinante onde somos, a todo momento, questionados sobre quem está certo em todos esses conflitos.

Nota da crítica Myrna Silveira Brandão (Jornal do Brasil): * * * * * (Excelente)

L’Apollonide – Os Amores da Casa de Tolerância (França, 2011 – 122 min.)

Drama – Classificação 18 anos – todos os dias – 18h55

Retratando com personalidade e graça a vida de doze garotas que vivem em um prostíbulo parisiense à passagem do século XIX para o XX, o diretor Bertrand Bonello obteve por resultado um filme lúdico sobre a “vida profana” com assumidas influências dos contos de Gui de Maupassant e das pinturas de Toulouse-Lautrec. No bordel L’Appolonide, as putas estampam sorrisos trágicos em seus rostos para conquistar a paixão de seus amantes fascinados pelo ambiente de espetáculo, ópio e sensualidade. Concorrendo à Palma de Ouro em Cannes.

Nota do crítico Pablo Villaça (portal Cinema em Cena): * * * * (Ótimo)

Alvin e Os Esquilos 3 (EUA, 2011 – 87 min.)

Comédia família – Classificação livre – apenas sábado e domingo – 15h05

Em um luxuoso cruzeiro, Alvin, Simon, Theodore e as Esquiletes estão agindo como de costume, transformando o navio em seu playground pessoal, até que eles ficam encalhados em uma ilha deserta. Enquanto Dave Seville procura neuroticamente por sua equipe desaparecida, os 'Esquilos e as Esquiletes' fazem o que fazem de melhor - cantam, dançam e causam confusão. Mas eles terão uma surpresa quando embarcam em uma aventura insular com seu novo amigo - um náufrago que é mais do que páreo para Alvin e os Esquilos.

Serviço

Cine Jardins (Shopping Jardins). Rua Carlos Eduardo Monteiro de Lemos, 262, Jardim da Penha, Vitória/ES, CEP 29.016-120. (27) 3026-8099 (14h-21h).

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

5 GRANDES FILMES DO CINEMA COREANO


Aclamado pela crítica internacional e nacional, o cinema sul-coreano é um dos que mais têm dado bons frutos nos últimos tempos, resultado de uma Coreia ativa, em ascensão cultural e econômica. A Coreia do Sul é um dos únicos países no mundo em que o cinema nacional é mais visto que o cinema norte-americano. O Outros 300 indica 5 dos grandes filmes desse cinema:

1. Oldboy (Oldeuboi, 2003). Dirigido por Park Chan-wook, não é a toa uma das 100 melhores produções do cinema conforme o IMDB.com, e indiscutivelmente uma das grandes obras primas do cinema coreano. A narrativa gira em torno de um homem que é misteriosamente sequestrado e aprisionado por 15 anos e, depois deste período, parte em uma jornada de vingança atrás daqueles que o prenderam. Steven Spielberg tentou refilmar este pesadelo moderno com Will Smith no papel de Dae-su, mas jamais uma produção hollywoodiana consegueria se aproximar dos viscerais, depressivos e impactantes 30 minutos finais que além de encerrar de maneira brilhante um dos melhores filmes da década passada também dá um novo nome a um final surpreendente na revelação do grande plano por detrás da prisão de Dae-su.

2. O Hospedeiro (Gwoemul, 2006). Uma das patentes do cinema japonês, afora o terror minimalista de espíritos e assombrações, é a aquele que reside na invasão de um grande monstro, leia-se Godzilla, que ameaça dizimar toda uma população. Apoderando-se desse subtítulo, o diretor Bong Joon-ho realizou o maior sucesso comercial da história da Coréia do Sul, e não obstante, um excepcional estudo do pânico causado em uma dimensão micro, no âmbito familiar dos protagonistas, e macro, no envolvimento da sociedade e do governo em conter a estranha criatura semelhante a um polvo. Para temperar, o diretor investiu no desenvolvimento das personalidades de cada um ameaçado e evitou que crianças e mulheres tornem-se "imunes" à criatura, em outras palavras, transformou todos em potenciais vítimas no real sentido da palavra. Ao imaginar que inocentes e doces crianças não estão a salvo do monstro e ao introduzir um tom bem humorado apropriadamente, Bong Joon-ho criou um suspense formidável.

3. O Caçador (Chugyeogja, 2008). Você se lembra como se sentiu após o final de Se7en, quando o John Doe de Kevin Spacey envia uma mórbida encomenda ao detetive Mills interpretado por Brad Pitt? Na Hong-Jin parece seguir na mesma direção ao desenvolver uma narrativa imprevisível não satisfeita em seguir convenções, mas em criar um percurso inimaginável e extremamente satisfatório. Kim Yun-seok e Ha Jung-woo protagonizam um duelo antológico nas telas, desde a maneira com que são reunidos até os segundos finais. Kim é um ex-detetive cafetão investigando o desaparecimento de uma das prostitutas que agencia e que está nas mãos do perturbado Ha. Sem se reduzir a um jogo de caça e rato, Na Hong-jin adentra em uma Seoul feia, suja, chuvosa e perigosa, acentuada na fotografia granulada. Evitando esquivar-se de uma crítica à sociedade sul-coreana apresentando personagens moralmente duvidosos, policiais mal preparados e uma metrópole pouco convidativa, impressiona neste suspense o arco dramático do cafetão e a responsabilidade moral e sensibilidade que desenvolve diante dos eventos que se apresentam, a crueldade e absoluta vilania jamais gratuita de Ha e um senso de humor oportuno, tendo o mesmo efeito de um brisa em um dia quente. Fascinante desde o pôster original!

4. Sede de Sangue (Bakjwi, 2009). Park Chan-wook entrega-se ao fascinante universo dos vampiros no melhor exemplo de que o cinema é muito mais interessante quando não se prende a gêneros específicos. Longe de ser apenas um filme de terror, apesar de haver sangue e mortes, a obra de meditação acerca de um padre que em um experimento médico contraí o vampirismo, encontra nítido reflexo nos contrastes e no simbolismo da narrativa. O vinho da comunhão faz alusão ao sangue necessário para a sobrevida de Sang-hyeon, a bata sacerdotal assemelha-se contextualmente a indumentária de Nosferatu ou Drácula e a vida monástica colide-se com um apetite voraz e sexual. É um filme de dualidades, não do bem contra o mal, mas da reflexão e meditação versus o impulso e o instinto.

5. A Busca pela Verdade (Madeo, 2009). Em época de dia das Mães, Kim Hye-ja é uma das provas do amor incondicional que cercam a figura materna, e paradoxalmente, o violento e brutal testemunho de até onde uma mãe irá para inocentar o seu rebento. No entanto, eu seria injusto se resumisse este drama a um resumo destes. A vida de Kim resume-se em cuidar do ingênuo Yoon, evitando que o jovem não ande em más companhias ou volte cedo para casa, e a quixotesca rotina diária desmoronada depois da morte de uma jovem e da confissão assinada, despretensiosamente, por Yoon. A jornada adentra na realidade de uma cidade triste, marginalizada e claustrofóbica na qual as ações de Kim despertam mais apatia e inércia do que em práxis, culminando no desespero crescente de uma mãe que apenas consegue libertar-se das amarras em uma curiosa e inesperada dança.

ESPÍRITO SANTO NO SISTEMA NACIONAL DE CULTURA


O estado do Espírito Santo solicitou adesão ao Sistema Nacional de Cultura (SNC). O estado é o 18º a solicitar sua integração ao Sistema e o primeiro a fazê-lo em 2012.

O estado é o segundo da Região Sudeste do País a se integrar ao Sistema, antes apenas o Rio de Janeiro estava no SNC. A partir da adesão do Espírito Santo, o SNC passa a estar presente em 66,7% dos estados brasileiros.

Além do estado, seis municípios já se integram ao Sistema, o que representa 7,7% do total de cidades capixabas e entre os municípios aderidos está a capital do estado: Vitória.

Confira a lista de estados que estão no SNC clicando aqui


ATENÇÃO FÃS! TEREMOS UM CQC NUM TEATRO DO ESTADO NESTE FIM DE SEMANA

DivulgaçãoTrata-se de Marco Luque. O comediante estará nos próximos dias 02,03 e 04 de março no Teatro da Ufes com a peça Labutaria. Luque que já foi locutor, dublador de filmes, além de participar de diversas campanhas publicitárias, chegou ao teatro fazendo parte do grupo “Terça Insana”.

Ficou conhecido com seus personagens hilários como o motoboy “JacksonFive” e o jogador de futebol aposentado "Esquerdinha”. Luque também teve seu show de Stand Up Comedy chamado “TamoJunto!” (com muito sucesso em 2009, 2010 e 2011) e agora estréia seu novo projeto, exatamente o Labutaria.

A peça é uma comédia com personagens que é pura diversão e confirma sua autenticidade, trazendo um personagem de peso acompanhando de mais quatro de suas inusitadas criações:
- Silas Simplesmente – o taxista das estrelas
- Mustafary – o vegetariano
- Mary Help – a diarista
- Betoneira – um instrutor de acampamento.

Peça: Labutaria, com Marco Luque.
Dias: 02, 03 e 04 de Março.
Sexta e Sábado às 21hs e Domingo às 19hs.
Local: Teatro da UFES
Valor de ingresso: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia)
A meia será beneficiada somente para estudantes e idosos acima de 60 anos.
Informações: (27)3335-2953 ou (27)8152-1461

"ROMÂNTICOS ANÔNIMOS" FILME ESTRÉIA ESSA SEMANA


A pedida cinematográfica da semana é o fofo - e bom - filme francês Românticos Anônimos que estréia nesta semana no Cine Metropólis. Na trama Angélique Delange (Isabelle Carré) é uma talentosa confeiteira, que faz chocolates requintados reconhecidos por público e crítica especializada.

Entretanto, como fica ansiosa quando olham para ela, Angélique prefere o anonimato e finge ser apenas uma entregadora. Sem emprego, ela consegue trabalho na Fábrica de Chocolates, que está à beira da falência. Só que, ao contrário do que imaginava a princípio, consegue a vaga de representante comercial da empresa.

Ela pensa em pedir a mudança de cargo, mas é surpreendida com o convite para jantar de Jean-René Van Den Hudge (Benoît Poelvoorde), dono da empresa. O problema é que Jean-René, assim como Angélique, é extremamente tímido e possui muitas dificuldades em manter contato com outras pessoas. O filme parece mais uma comédia romantica, contudo a abordagem distinta vale a sua ida ao cinema para conferir.

Dados Técnicos
Diretor: Jean-Pierre Améris
Gênero: Comédia Romântica
Classificação: 10 anos

ÓPERA NO CINEMA HOJE!

Òpera Tosca no Cinemark

Uma grande iniciativa da rede de cinemas Cinemark (aqui no estado localizado no Shopping Vitória) inicia-se hoje. Trata-se da Royal Opera House uma série de apresentações de óperas que serão exibidas nos cinemas da rede todas as terças-feiras, começando hoje.

Com o espaço da sala de exibição número 3 reservada, a série que inaugurará o Royal Opera House será a ópera "Tosca", de Puccini. A apresentação começará as 19 horas e os ingressos estão a venda no local e pela internet.

Cinemark: Shopping Vitória
Av. Américo Buaiz, 200, Enseada do Suá, Vitória.
Ingresso: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).

EXPOSIÇÃO EM HOMENAGEM AO CARNAVAL NA FAFI


ES - Vitória - Prédio da escola de música e dança FAFI (escola de Teatro, Dança e Música)

Hoje e amanhã na Fafi (foto acima) estará em exposição na Biblioteca Pública de Vitória peças de Carnaval utilizadas na folia de Momo deste ano pelos foliões da capital e Grande Vitória. São as mais variadas peças que vão desde fantasias elaboradas pelas escolas de samba até as mais simples usadas em blocos de rua.

E tem mais: Além das peças de Carnaval estarão expostas também várias obras literárias relacionadas a esse período de festa. São poesias, contos, romances e crônicas que estarão à disposição de quem visitar a exposição que, reiterando, vai até amanhã. Portanto não perca!

Escola de Teatro, Dança e Música Fafi
Av. Jerônimo Monteiro, 656, Centro, Vitória.
Visitação: até quarta, das 8h às 21h.
Informações: (27) 3381-6925.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

UMA SUPER DICA PARA QUEM GOSTA DE LIVROS SOBRE TRIBUNAIS

Atenção! são pelo menos seis capas diferentes. Procure pelo título da obra.

Adoro livros sobre tribunais e afins e se tem um escritor mestre em contar estórias que envolvam, réus, advogados e juris este alguém é Harold Robbins! O livro do qual falarei é o 79 Park Avenue, contudo, antes, vale uma dica:

O livro é muito antigo (de mais ou menos 1955) então, se você se interessar pela estória, é melhor procurar pelo livro em sebos - ou em grandes bibliotecas, como a Pública Estadual, por exemplo - pois em livrarias, mesmo nas maiores, infelizmente, dificilmente você o encontrará.

79 Park Avenue conta a estória do casal Mike Keyes e Marja Flood que, após uma série de encontros e desencontros, se veem em lados opostos no tribunal. Keyes como um promissor advogado da promotoria do estado que pode ganhar "o caso mais importante do ano", enquanto Flood, a ré, acusada de ser chefe de uma famosa rede de prostituição.

Porém a relação de ambos é paradoxal, pois enquanto são rivais no tribunal, Mike e Marja nutrem fora dele um grande amor dificultado por todas as nuances e situações ocorridas na vida dos dois. Será que haverá algum vencedor? Ou todos já entram derrotados pela vida?

Harold Robbins (foto abaixo) consegue ser muito claro em sua escrita e toda a linguagem juridica é entendida sem qualquer problema, além do livro nos mostrar toda a vida fora do tribunal dos personagens nos fazendo envolver na trama e torcer por determinadas situações. Vale a pena correr atrás deste livro!

Harold Robbins mestre em livros sobre tribunal

P.S. Se você, assim como eu, gosta de livros envolvendo tribunais e afins, uma dica mais fácil de encontrar são os livros do John Grisham, em especial O Rei das Fraudes e O Último Jurado que são ótimos e podem ser encontrados nas melhores livrarias e em bibliotecas, como a do Transcol, por exemplo.

11 GRANDES FILMES DO CINEMA IRANIANO


O cinema iraniano é ao mesmo tempo simples e complexo ao tratar das relações humanas, usando para isso situações do cotidiano, poucos recursos, locações e atores não-profissionais. Nos últimos anos o Irã tem marcado presença em praticamente todos os festivais pelo mundo afora.

A consagração mesmo veio em 1997 quando seu mais célebre diretor, Abbas Kiarostami, viu seu filme "Gosto de Cereja" levar a Palma de Ouro em Cannes. Vale lembrar que esse mesmo diretor esteve presente em 2010 nesse mesmo festival com um filme de produção francesa chamado "Cópia Fiel". A atriz Juliette Binoche, protagonista, levou o prêmio de melhor atriz. Além de Kiarostami os mais conhecidos diretores são: Jafar Panahi, Mohsen Makhmalbaf e Majidi Majid.

Segue abaixo uma lista dos 11 melhores filmes iranianos disponíveis no Brasil.
Dê um descanso a Hollywood e prepare-se para entrar em um mundo de lágrimas, emoção e cinema de verdade. Ah, uma dica importante: se puder siga a ordem da lista.

1) FILHOS DO PARAÍSO (Majidi Majid, 1997). Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

2) O BALÃO BRANCO (Jafar Panahi, 1995). Prêmio do júri na 19 Mostra Internacional de São Paulo.

3) ONDE FICA A CASA DO MEU AMIGO? (Abbas Kiarostami, 1987). Leopardo de Ouro no Festival de Locarno.

4) VIDA E NADA MAIS (E A VIDA CONTINUA) (Abbas Kiarostami, 1992)

5) ATRAVÉS DAS OLIVEIRAS (Abbas Kiarostami, 1984).

6) CLOSE-UP (Abbas Kiarostami, 1990). O curioso é que esse filme só chegou aos cinemas brasileiros em 2001.

7) GABBEH (Mohsen Makhmalbaf, 1996).

8) GOSTO DE CEREJA (Abbas Kiarostami, 1997). Palma de Ouro no Festival de Cannes.

9) UM INSTANTE DE INOCÊNCIA (Mohsen Makhmalbaf, 1996).

10) O JARRO (Ebrahim Forouzesh, 1992). Leopardo de Ouro no Festival de Locarno e Prêmio do júri na 18 Mostra Internacional de São Paulo.

11) O SILÊNCIO (Mohsen Makhmalbaf, 1998).

MÚSICAS DOS BEATLES ESTÃO DISPONÍVEIS COMO RINGTONES

Cerca de vinte sucessos dos Beatles já estão disponíveis como ringtones de telefones celulares através do iTunes, a loja on-line da Apple.

Trechos de "Can't Buy Me Love", "Let it Be" ou "Love Me Do", de uma duração de cerca de 30 segundos, custam US$ 1,29 cada um, segundo um comunicado publicado nesta quarta-feira no site oficial do famoso quarteto de Liverpool
www.thebeatles.com.

A loja iTunes da Apple começou a oferecer títulos dos Beatles em novembro de 2010 após negociações entre a Apple Corps, o selo criado pelos Beatles em 1968 e a EMI, seu selo discográfico.


SERRA: VISITE A IGREJA E RESIDÊNCIA DOS REIS MAGOS


O Monumento Igreja e Residência dos Reis Magos, em Nova Almeida, reúne beleza natural e arquitetônica, o que torna o local um dos mais visitados no município da Serra. A Igreja tem funcionamento das 9 às 17 horas, exceto na segunda-feira, quando é feita manutenção.

Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Igreja dos Reis Magos está situada num local onde existiu um núcleo de catequese indígena, realizado pelos padres jesuítas, entre o século XVI e o XVIII. Foi construída entre os anos 1580 e 1615, com a ajuda dos índios tupiniquins. O nome original da aldeia também era Reis Magos, dai a nominação.

A Igreja e Residência dos Reis Magos situa-se na parte alta de Nova Almeida, 40 metros acima do nível do mar. De suas janelas ou de seu mirante é possível ver todo o entorno da bela região, inclusive a foz do Rio Reis Magos.

No altar da Igreja encontra-se um retábulo finalizado possivelmente em 1702. No centro do retábulo, pode-se ver o quadro “Adoração dos Reis Magos”, considerada a primeira pintura a óleo sobre painel de madeira do Brasil e restaurada recentemente. A obra ilustra a passagem bíblica em que o menino Jesus, amparado pela Virgem Maria e por José, recebe presentes de Baltazar, Melchior e Gaspar, os três Reis Magos.

Entre as figuras históricas que estiveram na Igreja dos Reis Magos, destacam-se o desembargador Luiz Tomás de Navarro (1808), Príncipe Maximiliano de Wild-Neiwied, naturalista Auguste de Saint-Hilaire (1818), geógrafo Charles Frederik Hart,Pintor francês François Biard (1858), Dom Pedro II (fev/1860) e Bispo D. Pedro Maria de Lacerda (1880).

CURSO DE FILOSOFIA À MANEIRA CLÁSSICA


A Associação Cultural Nova Acrópole de Vitória realiza nos dias 01 e 14 de março, às 20h, a abertura de mais uma turma do Curso de filosofia à maneira clássica. O curso tem duração de 16 aulas e aborda em encontros semanais os mais importantes sistemas de pensamento e filósofos do Oriente e do Ocidente e suas propostas práticas para que o ser humano possa ser melhor e melhorar o mundo a sua volta.

O conceito "à maneira clássica" significa: prático e ativo, e não apenas intelectual ou contemplativo. Ou seja, os alunos vivem o que aprendem e aprendem do que se vive. As aulas buscam equilibrar o conhecimento teórico com a vivência filosófica através de três frentes de estudo: Ética, Sociopolítica e Filosofia da História.

Em Jardim Camburi, a palestra de apresentação do curso será aberta com quatro números de música popular brasileira, com os cantores e instrumentistas Lucius Kalic, Paulo Godoy e Kezzia Tybel.

SERVIÇO

Apresentação do curso de Filosofia à Maneira Clássica - Entrada Franca

Filial Jardim Camburi

(Av. Engenheiro Luiz Carlos Pereira, n. 225)

Dia 01/03, quinta-feira

Horário: 20h

Informações: 27 3058-0255 e navitoria@nova-acropole.org.br

Filial Praia do Suá

(Rua Desembargador Ferreira Coelho, 199)

Dia 14/03, quarta-feira

Horário: 20h

Informações:

27 3057-2272

espiritosanto@nova-acropole.org.br

PROGRAMAÇÃO CINE JARDINS - 24/02 A 01/03. CONFIRA!


Confira a ótima programação do Cine Jardins:

Precisamos Falar Sobre o Kevin (Inglaterra/EUA, 2011 – 110 min.)

Drama/Suspense – Classificação 16 anos – todos os dias – 21h10

Considerada a melhor atriz do cinema contemporâneo, a britânica Tilda Swinton veste a pele de Eva Katchadourian, uma mulher que ainda bem jovem abre a mão da profissão e dos anseios de liberdade para ser esposa e mãe, no entanto nem tudo dá certo nessa trajetória quando seu filho de 16 anos, Kevin (Ezra Miller), comete um assassinato. Adaptado do best-seller da escritora britânica Lionel Shriver pela diretora Lynne Ramsay, “Precisamos Falar Sobre Kevin” é um ensaio de fôlego sobre a relação entre pais e filhos, além de sua relação com a perversidade na infância e adolescência. Concorrendo à Palma de Ouro em Cannes.

Nota do crítico Filipe Quintans (Jornal do Brasil): * * * * * (Excelente)

Os Descendentes (EUA, 2011 – 115 min.)

Drama – Classificação 12 anos – a partir de sábado! – 19h00

Com cinco indicações ao Oscar, incluindo as categorias de melhor filme, melhor ator e melhor diretor, “Os Descendentes”, protagonizado por George Clooney em excelente atuação, é um representante digno do cinema indie norte-americano. Com foco em uma família que vive no Hawaii e cujos dramas pessoais, ora paralelos, ora entrelaçados conduzem por uma doce históonduzem por uma doce histra paralelos, ora entrelassados hor ator e melhor diretor ria de autodescobertas.

Nota do crítico André Prado (Jornal do Brasil): * * * * * (Excelente)

O Espião que Sabia Demais (França/Inglaterra/Alemanha, 2011 – 127 min.)

Suspense – Classificação 14 anos – todos os dias – 16h45

O diretor sueco Tomas Alfredson, do premiadíssimo thriller de terror “Deixa Ela Entrar” (Suécia, 2008), retorna em grande estilo em uma trama de espionagem que, mais do que entreter o público com cenas de perseguição e violência, desafia a inteligência do expectador em uma história que questiona a ética, a violência e o preço que pagamos pela ordem social. Protagonizado com excelência por Gary Oldman e John Hurt, que encarnam espiões britânicos veteranos diante de questões bastante delicadas, como a participação da Inglaterra a Guerra Fria em um cenário internacional controlado pelos EUA e pela URSS. “O Espião que Sabia Demais” é um filme maduro e desafiador, que na certa te deixará inquieto na poltrona do cinema.

Nota do crítico Marcelo Hessel (portal Omelete): * * * * * (Excelente)

Rio (EUA, 2011 – 96 min.)

Animação – Classificação livre – apenas sábado e domingo – 15h00

Dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, criador da série “Era do Gelo”, “Rio”, que tem como cenário a cidade do Rio de Janeiro, conta a história de Blu, uma arara-azul criada pela jovem Linda na cidade friorenta de Minnesota, Estados Unidos. Uma ave atípica que não voa, adora chocolate quente e tem larga habilidade com as patas. A rotina dos dois é interrompida pela visita do biólogo Túlio. Blu precisa ir ao Rio de Janeiro e se reproduzir com a única fêmea restante da espécie, Jade. Arara, dona e biólogo chegam à cidade em pleno Carnaval e aí começam as aventuras.

A Separação (Irã, 2011 – 123 min.)

Drama – Classificação 16 anos – todos os dias – 16h40/21h15

Ganhador do Urso de Ouro no Festival de Berlim, além dos prêmios de Melhor Ator e Melhor Atriz nesse mesmo festival, a produção iraniana do diretor Asghar Fahardi (“Procurando Elly”, 2009) ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e é o favorito ao Oscar nessa mesma categoria. Por detrás de um processo de separação de um jovem casal da alta classe iraniana, desnuda-se um drama poliédrico. A separação seria a única saída para que a filha do casal possa estudar no exterior e ter uma educação com perspectivas mais amplas do que as determinadas pelo regime islâmico, todavia vários outros elementos surgem e dão complexidade a uma trama fascinante onde somos, a todo momento, questionados sobre quem está certo em todos esses conflitos.

Nota da crítica Myrna Silveira Brandão (Jornal do Brasil): * * * * * (Excelente)

L’Apollonide – Os Amores da Casa de Tolerância (França, 2011 – 122 min.)

Drama – Classificação 18 anos – todos os dias – 18h55

Retratando com personalidade e graça a vida de doze garotas que vivem em um prostíbulo parisiense à passagem do século XIX para o XX, o diretor Bertrand Bonello obteve por resultado um filme lúdico sobre a “vida profana” com assumidas influências dos contos de Gui de Maupassant e das pinturas de Toulouse-Lautrec. No bordel L’Appolonide, as putas estampam sorrisos trágicos em seus rostos para conquistar a paixão de seus amantes fascinados pelo ambiente de espetáculo, ópio e sensualidade. Concorrendo à Palma de Ouro em Cannes.

Nota do crítico Pablo Villaça (portal Cinema em Cena): * * * * (Ótimo)

Alvin e Os Esquilos 3 (EUA, 2011 – 87 min.)

Comédia família – Classificação livre – apenas sábado e domingo – 15h05

Em um luxuoso cruzeiro, Alvin, Simon, Theodore e as Esquiletes estão agindo como de costume, transformando o navio em seu playground pessoal, até que eles ficam encalhados em uma ilha deserta. Enquanto Dave Seville procura neuroticamente por sua equipe desaparecida, os 'Esquilos e as Esquiletes' fazem o que fazem de melhor - cantam, dançam e causam confusão. Mas eles terão uma surpresa quando embarcam em uma aventura insular com seu novo amigo - um náufrago que é mais do que páreo para Alvin e os Esquilos.

Serviço

Cine Jardins (Shopping Jardins). Rua Carlos Eduardo Monteiro de Lemos, 262, Jardim da Penha, Vitória/ES, CEP 29.016-120. (27) 3026-8099 (14h-21h).

domingo, 26 de fevereiro de 2012

ENTREVISTA COM O ESCRITOR RENAN DE ANDRADE


Renan de Andrade é escritor e graduado em Letras-Português pela UFES. É professor da rede particular de ensino. “Cenho” é o primeiro livro de poemas do capixaba Renan Braga Andrade, ou "Renan de Andrade", como preferirem. Renan assumiu esse nome como forma de homenagem e, também, por ser comum aos grandes poetas que o inspiram: Mário, Drummond e Oswald. O poeta começou a escrever aos 11 anos de idade, motivado por um trabalho de escola. Assim, se apaixonou pela arte literária. Confira, abaixo, a entrevista com o escritor:

1 – Qual foi o seu primeiro contato com a arte literária? Como se deu o interesse?

Resposta: Foi aos 11 anos de idade. Eu estava na 4ª série primária e a escola onde eu estudava estava promovendo, pela primeira vez, um evento literário chamado ‘’Criar’’. Todos os alunos tinham de produzir poemas, e os selecionados iriam ser publicados em um livro. O meu texto foi um dos selecionados e até a 8ª série eu permaneci publicando neste evento. Mas foi no ensino médio que tudo se consolidou, quando conheci o professor de literatura e também poeta David Bellmond. Ele passou a direcionar algumas leituras para mim e foi um dos primeiros leitores dos meus poemas. Depois acabou prefaciando o meu livro.

2 – Quais foram os autores que mais influenciaram o seu fazer poético?

Resposta: Eu acho que acabo sofrendo influência de tudo que leio. Não sei se isso é algo bom ou ruim, mas faz parte da formação de todo o escritor. Tento ter o cuidado de reter o que há de bom nas coisas que leio e expurgar aquilo que não acho interessante. Nomes como Drummond, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Rosa são referências constantes no meu trabalho.

3 – Como e quando surgiu a idéia de seu primeiro livro? Fale-nos acerca de “Cenho”.

Resposta: Como comecei a publicar os meus rabiscos bem cedo, o desejo de ter um livro só meu era uma ideia fixa. Cheguei a organizar um livro em dupla com um amigo meu, mas por falta de condições o projeto não saiu do papel. Aí iniciei, até a minha entrada no curso de Letras na UFES, uma fase mais marginal, onde eu fazia os textos, tirava cópia e dava para algumas pessoas lerem. Isso foi importante, pois passei a ter várias opiniões sobre aquilo que eu escrevia, revi alguns posicionamentos e abandonei alguns cicerones poéticos. Na UFES, eu pude encontrar espaço para discutir literatura e ler com mais qualidade. Quando conheci o amigo e poeta Ricardo Salvalaio, entusiasta das letras, pude voltar a sonhar com o livro. Salvalaio foi decisivo na formatação do projeto ‘’Cenho’’ e o livro acabou saindo pela Lei Rubem Braga. Aí, eu aproveitei bastante do que já tinha pronto do projeto em dupla, adicionei alguns poemas de quando eu já cursava Letras e o resultado é o ‘’Cenho’’, um livro onde se vê claramente um processo de evolução criativa e fases distintas de vivência.

4 – Percebemos que sua obra sofreu uma grande influência da Escola Romântica e, logicamente, de Álvares de Azevedo. Como você explica tal assertiva?

Resposta: É algo de encantamento juvenil. Como eu comecei a escrever bem cedo, Álvares de Azevedo foi um dos meus primeiros cicerones poéticos. E como ele é um autor que também encanta por sua biografia controversa, eu mergulhei fundo na leitura de livros como ‘Lira dos vinte anos”, “Macário” e “Noite na taverna”. Daí as várias referências em ‘’Cenho’’. Soma-se a isso tudo, o discurso de Renato Russo em seu último disco, “Legião Urbana - A tempestade ou O livro dos dias”, o ambiente nebuloso, a melancolia, as saudades, as despedidas, tudo isso, ao me ver, dialogava também com o Romantismo de Azevedo. E sendo Russo também um grande cicerone, me influenciei bastante. Mas atualmente isso não é mais tão assim (risos).

5 – Como funciona seu processo criativo? Mais inspiração ou mais expiração?

Resposta: No início era mais expiração. Como eu me influenciei bastante pelo Romantismo, acabei concebendo uma literatura bastante pautada na subjetividade. Não que isso seja algo ruim, mas hoje vejo que é complicado expor em seus textos seus dramas pessoais, espécie de desabafos-vômitos-poemas. Hoje tento conciliar as duas instâncias. Mas em geral, meus textos nascem de situações cotidianas, depois acabam sendo mais maturados, até que os expurgo de vez.

6 – O que você pensa do nosso atual cenário literário?

Resposta: Sinceramente, é triste. Faz muita falta no Espírito Santo a existência de uma editora. Não temos. Temos gráficas que até fazem um trabalho editorial interessante, mas pecam na divulgação e distribuição dos livros que publicam. As leis de incentivo à cultura tem feito um trabalho interessante disponibilizando verba para os artistas, mas ainda é pouco para um estado como o nosso, que infelizmente é muito provinciano em matéria de literatura. Mas o problema não é só isso. Alguns editais de incentivo à cultura acabam publicando sempre os mesmos artistas, que se revezam no monopólio. É lamentável que alguns deles, além de monopolizarem o cenário, fechem-se em seus discursos e não aceitem que artistas talentosos possam aparecer. Tudo bem que literatura também é um espaço político, mas não há necessidade de politicagens. Existem alguns autores que nunca publicaram por incentivo próprio e curiosamente publicaram suas principais obras na mesma lei de incentivo. É lamentável que isso aconteça.

7 – Segundo Chico Buarque, a literatura de nosso século se alimenta de várias mídias, como o cinema e a música. Em seu estro, outras artes também perpassam?

Resposta: No Brasil, quem faz arte não tem do que reclamar no que diz respeito à riqueza cultural. A música é algo maravilhoso e o cinema vem numa crescente, o que fomenta boas influências. A minha poesia dialoga o tempo todo com a MPB. Além de Renato Russo, Chico e Caetano são referências para mim.

8 – Quais são seus novos projetos literários?

Resposta: Há tempos venho trabalhando no livro “Entre ver e tocar há dores”, minha próxima obra. A obra será parte contos parte poemas. Em todos os textos, de uma forma ou de outra, irão conter três signos: a visão, o toque e a dor. Nos poemas, apresentarei algo bastante diferente do que o leitor viu em ‘’Cenho’’. E na prosa apresentarei uma linguagem bastante enxuta, próxima dos microcontos. Será um prazer compartilhar com “Outros 300” alguns textos que farão parte da obra. Agradeço a oportunidade de falar com vocês!


sábado, 25 de fevereiro de 2012

BOB DYLAN NO BRASIL: TURNÊ JÁ TEM DATAS E PREÇOS DOS INGRESSOS.

Bob Dylan está retornando ao Brasil em abril, para uma turnê de seis shows, passando por cinco cidades. Foram divulgados os preços dos ingressos para todos os shows da turnê brasileira. As vendas acontecem pelo site Tickets For Fun e em pontos de venda credenciados. Confira na lista abaixo as informações para cada cidade:

Rio de Janeiro
Data:
15 de abril
Local:
Citibank Hall
Preços:
R$ 800,00 (cadeira vip e camarote), R$ 700,00 (cadeira palco), R$ 600,00 (cadeira especial), R$ 550,00 (cadeira central e poltrona), R$ 500,00 (cadeira lateral). Há opção de meia entrada.

Brasília
Data:
17 de abril
Local:
Ginásio Nilson Nelson
Preços:
R$ 250,00 (pista premium), R$ 140,00 (pista), R$ 120,00 (arquibancada)

Belo Horizonte
Data:
19 de abril
Local:
Chevrolet Hall
Preços:
R$ 180,00 (1º lote - pista), R$ 200,00 (2º lote), R$ 220,00 (3º lote), R$ 240,00 (4º lote). Há opção de meia entrada.

São Paulo
Data:
21 e 22 de abril
Local:
Credicard Hall
Preços:
R$ 900,00 (cadeira vip e camarote 1), R$ 800,00 (camarote 2), R$ 750,00 (cadeira 1), R$ 650,00 (cadeira 2), R$ 550,00 (poltrona 1), R$ 450,00 (poltrona 2), R$ 250,00 (plateia superior 1), R$ 200,00 (plateia superior 2), R$ 180,00 (cadeira superior 3), R$ 150,00 (plateia superior - visão parcial). Há opção de meia entrada.

Porto Alegre
Data:
24 de abril
Local:
Pepsi On Stage
Preços:
R$ 140,00 (pista - 1º lote), R$ 180,00 (mezanino)

No Rio de Janeiro e em São Paulo haverá pré-venda exclusiva para os clientes Credicard, Citibank e Diners entre 27 de fevereiro e 4 de março. As vendas começam oficialmente no dia 5. Para os shows em Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre não haverá pré-venda, e os ingressos já estarão à venda em 27 de fevereiro.

"LICENÇA POÉTICA": RENATA BOMFIM


Renata Bomfim nasceu em Vitória/ES em 1972. Artista plástica formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), especializou-se em psicologia analítica junguiana, psicossomática e arteterapia. Desde 1999 dedica-se ao viés da arte na saúde mental desenvolvendo projetos terapêuticos em instituições públicas e privadas. A poeta é mestre em letras pela Ufes e, atualmente, pesquisa a poesia hispanoamericana no doutorado pela mesma instituição. Ocupante da cadeira de nº16 na AFESL, Renata Bomfim é educadora socioambiental no Mosteiro Zen Morro da Vargem e dedica grande parte do seu tempo à educação humanitária na luta pelo bem-estar animal. A poetisa possui artigos publicados no Brasil e no exterior e desde 2007 mantém o blog literário Letra e Fel (www.letraefel.com). Obras publicadas: Mina (2010) e Arcano Dezenove (2011). Confira, abaixo, o poema “Exílio”:

Exílio

Ah, todo o cais é uma saudade de pedra! (Álvaro de Campos)

No Mar da indiferença,
Ao exílio condenada,
Sou Capitã de esperanças.
A minha pena navega,
A minha alma vaga.

No Oceano povoado,
Por letras, acentos e velas,
Busco a folha em branco.
Terra firme onde a palavra,
Insurrecta e livre , prospera

"LICENÇA CRÔNICA": FABRÍCIO FERNANDES


Fabrício Fernandes é autor do livro-reportagem Rosa Helena – Para além da folha de vento (Editora da Universidade Federal do Espírito Santo - Edufes). Também produziu a noveleta O Concurso – A caminho-do-azul-cintilante-majestoso (Editora Encanto das Letras), publicada inicialmente numa coluna literária do Jornal de Brasília. Hoje, escreve o primeiro romance, intitulado provisoriamente O eu sem lastros. Além disso, disponibiliza o livro de microcontos Quitinete (independente) pelo blog http://oimpulso.wordpress.com. Formou-se em Jornalismo pela Faesa. Como jornalista, atuou em assessorias de comunicação governamental e empresarial. Fabrício Fernandes também trabalhou como repórter e subeditor do Jornal de Brasília por três anos. Confira, abaixo, a crônica “Pra que serve bússola?”:

Pra que serve bússola?

Se alguém me disser estou morrendo, digo: não preciso de bússola não para me indicar que estou morrendo. E se as janelas gradeadas estão abertas desço pra rua e caio na vida. Sambo até de manhã, por horas a fio. Sacolejo com a mão na cintura até o Sol raiar. No meu carnaval não há passistas nem passantes. Troco de máscaras até a quarta-feira de Cinzas. E daí? Agora o cheiro de cigarro se enfronha por entre os dedos. É fumaça de cigarro e sangue petrificado no nariz se misturando. Mas o ar não é mais seco. É úmido. Cola na pele porque faz calor. Porque vivo perto do mar. Porque entro no mar e quando penso em desaparecer lembro que pouco ou quase nada tenho vivido. Nas madrugadas embriago-me. Meu êxtase gozoso é a errância. O corpo quente, suado.

Os pés latejando. E eu andando gatuno, sorrateiro, com pressa. Tenho pressa, sim. E muita. Ando a beira-mar vendo o porto ao fundo. O navio vai embora. O mar de canal desliza veloz. Tenho pressa de acordar. Pressa de estar vivo antes que morram os caminhos. Lanço-me nas caminhadas sem destino. Vejo jardins escuros, passeios vazios. A boca está muda, os dentes amarelos rangem. Começo a cutucar a vontade de por fim a algo. Fim ao destino. Ao nada. Ao vazio do nada. Enquanto não subo nas embarcações que têm pressa e parto de vez, escuto Dona Ruth lavar as escadas do prédio. Sigo à diante. Carrego comigo esse Eu sem lastros. Acumulo água no céu da boca. Água que escorre pelos dentes, os olhos sem caber dentro da cabeça. E vou contando historinhas. Entrei no mar com meu primo e caí de boca nele. A boca submersa engolindo quase tudo.

Engolindo água salgada de mar; passivamente um peixe vivo entalado na garganta. Um robalo preto, os olhos vergados pra fora. Acho que enquanto estava submerso debaixo d´água começava a mandar pra dentro é um ódio da porra! Mas não odiava o meu primo. Estávamos os dois bem doidos por sacanagem. Acho que agora os ouvidos estão surdos. Então vou arrastar as asas para o mundo. Talvez vagar no sonho até quando quiser acordar. Depois, desaparecer de novo numa onda de pensamentos e perder tudo de vista...

"LICENÇA PARA CONTAR": SANDRO BAHIENSE


Sandro Bahiense é professor, bibliotecário e amante das coisas que envolvam escrita. Lançou em 2008, em parceria de Ricardo Salvalaio e de mais 7 colegas poetas, a coletânia de poesias "8 Vezes Poeta", trabalho em que pôde expor um pouco de seus sentimentos e arte. Ficou conhecido entre os colegas da UFES por fazer uma crônica para cada um deles. Além de crônica e poesia, Sandro também escreve artigos de opinião, contos e máximas. Tais trabalhos podem ser vistos em seu próprio blog cujo endereço é http://sandrobahiense.blogspot.com/. Sandro trabalha também, claro, neste blog como um dos colunistas. Confira, abaixo, o conto intitulado "A mexicana":

A mexicana

Seu corpo escultural era envolvido somente por um vestido de alça, simples, de pano leve que definia todo o seu belo quadril e, que a cada abaixar, deixava escapulir parte dos seios para aqueles mais atentos e espertos. Seu corpo moreno e suado era a expressão de como era Terra D’ajuda um pequeno distrito quente e misterioso. D’ajuda vivia basicamente do que os caminhoneiros e viajantes gastavam na cidade que era ponto de parada da rodovia mais movimentada do país.

Maria “a mexicana” trabalhava como atendente-faz tudo de um posto de gasolina e já se acostumara com as cantadas baratas e grosseiras dos caminhoneiros. Não havia um ser com pênis naquele local que não se sentia atraído por aquela mulher que exalava sensualidade. Contudo Maria se guardava como se soubesse, em seu íntimo, que seu grande amor estava por aparecer. Cantava La bela luna enquanto esfregava o chão – normalmente vomitado por algum beberão – e ainda assim era a expressão da sedução.

Num desses dias que Juan, vendedor de uma loja de artigos religiosos, e filhos de dois fervorosos evangélicos, foi ao posto com o intuito de encher o pneu de sua bicicleta (sua bomba havia quebrado), e a viu. O jovem não conseguiu tirar os olhos de Maria e ficou ali parado por vários minutos. Fitou-a a cada detalhe. O cabelo negro, liso, que deslizava a cada volta que dava, a gota de suor que caía, bem devagar, de seu pescoço indo escorrer até seu colo insistente em se deixar muito marcado no vestido por causa do suor, a bela e empinada bunda e o tamanho (micro) da calcinha que aparecia devido à sombra que fazia, as pernas torneadas pela lida do dia a dia e os pelinhos loirinhos pelo sol que pegava. Viu tudo. Até a alma arredia e lépida da garota, seu jeito turrão, mas que, ao mesmo tempo, parecia ser leve e ávido por liberdade como a ave mais bonita.

Quando Maria virou-se tratou de se esconder numa vergonha de sabe-se lá o que. Nem encheu o pneu. Voltou pra casa correndo e foi direto tomar um gelado banho. Masturbou-se coisa que não fazia desde adolescente. Envergonhou-se do ato libidinoso e passou o resto do dia quieto por ser sentir culpado.

Juan era noivo de Júlia uma moça que conhecia desde criança. Júlia, líder do coral da igreja, era filha de pequenos agricultores e entusiasta das “coisas do Senhor”. Casta e pudica tinha um namoro frio com Juan, uma coisa quase que por convenção, e mal o beijava na boca (dava “mini” selinhos). Juan e Júlia se casariam daqui a três meses o que aumentava a culpa de Juan pelo desejo quase incontrolável que sentia por Maria. Desorientado o rapaz voltou ao posto para vê-la novamente e assim fez por dias e dias. Num desses dias Pablito “Roncador” Gomes um dos caminhoneiros mais brutamontes da região resolveu que queria ter com Maria. Agarrou-a e quase a tomara a força. Vendo a situação Juan não pensou duas vezes. Invadiu o bar, pegou uma garrafa de Libra Culida e a arrebentou com toda a força na cabeça de Gomes. O grandão caiu com tudo enquanto uma grande poça de sangue começara a aparecer. Logo após o golpe, como que por instinto, Juan tomou Maria em seus braços e a beijou.

Ambos passaram por cima de Roncador e, sem desgrudar os lábios, foram direto para uma espécie de depósito que ficava atrás do bar. Trôpegos mal conseguiam ficar de pé enquanto Juan abaixava a alça do vestido de Maria e chupava seus seios com toda força quase que os “arrancando” fora. Pegava na bunda da morena com toda a força juntando-a a seu membro mais duro do que concreto. Ela tentava em vão rebolar, pois a força do jovem era tamanha que mal ela conseguia se mover. Puxou sua ordinária calcinha até rasga-la e a possuiu com toda força que poderia ter. Metia com vontade como se quisesse entrar corpo todo dentro daquela deusa morena cor de pecado. Gozou como se o mundo fosse acabar e “morreu de amor” nos braços de Maria. O jovem era homem pela primeira vez. Enquanto Juan se recobrava, a garota imaginava quem era aquele cara que a fez perder os sentidos: “Era o príncipe que tanto esperei” martelava em seu cérebro. Nem deu tempo de perguntar seu nome. Quando se desfez Juan abotoou suas calças e saiu quase que em disparada rumo ao centro da pequena cidade deixando Maria ali jogada, violada e confusa.

Dias se passaram e Juan não voltou ao posto. Maria, desolada, só cantava Mi amor se voy como un sopro de verano abraçada a eterna companheira vassoura. Enquanto isso Juan convivia com aquele aperto no coração típico dos perdidamente apaixonados enquanto os dias passavam e seu casamento se aproximava. Covarde, ia se preparando para a cerimonia. No dia, um sábado especialmente quente, estava arrumado. Terno pérola, gravata cinza e sapatos que, dizem Tia Lucrécia, vieram da Europa. Estava ensopado de suor por causa do calor incessante.

Ficou à beira da janela por horas imaginando o corpo de Maria, seus olhos, cheiros e pernas... Foi para a igreja. Júlia entrou ao som de algum cântico religioso que seu espirito irrequieto não decifrava. Sua pele branca, quase desbotada, se confundia ao branco do vestido e aquilo por algum motivo o incomodava. A cerimonia seguia até a hora do famigerado “sim”. Neste instante, como numa fita americana que tinha visto há uns tempos atrás (filme com aquele ator, o Richard Gere), Juan saiu em disparada rumo ao único lugar em que se sentir em paz: O colo de Maria.

Chegando ao posto não a viu. Perguntou a um baixinho de óculos - que parece que a substituía – sobre a garota e ouviu algo que era como se o rasgasse por dentro. O baixinho disse Maria havia se amasiado com Roncador e que tinha ido embora há uns três dias. Desesperado Juan pediu o endereço e, por sorte, não era muito longe. O rapaz sabia que não podia voltar atrás. Parou na casa de Seu Ramon e pediu um calibre 38 “emprestado” por 10 pesos. Pegou carona no trem e foi a Santa Luzia onde Maria e Roncador moravam. Chegou à cidade e logo descobriu onde o casal morava.

Sem plano traçado foi até o local e entrou casa adentro. Logo viu Maria, ao chão, limpando o que parecia ser um vomitado de Roncador que estava sentando a um sofá velho e rasgado ouvindo Dolores Del Mar. Quando o viu, Roncador Gomes logo alevantou-se com todo o ímpeto e perguntou o que estava acontecendo. Juan olhou para Maria e ela retribuiu com um olhar cumplice como de quem não queria estar ali. Foi a senha para Juan puxar o 38 velho e disparar três vezes contra o caminhoneiro. O terceiro tiro, certeiro, foi direto no coração e matou o homem que lá ficou jogado. Juan pegou a morena pelos braços e os dois fugiram sem rumo ou direção qualquer.

Pegaram “carona” numa carroça que era guiada por Luisito “Passarito” rumo a San Cristóbal. Ficaram hospedados numa pequena choupana cedida por Passarito onde passaram a noite. Fizeram amor ainda mais intensamente do que da primeira vez abençoados pela noite estrelada mais linda. Ao acordar perceberem-se cercados pela polícia local já alertada sobre o assassinato de Roncador. Entreolharam-se e, mais uma vez inflamado pelo olhar cumplice de Maria, Juan decidiu enfrentar a polícia. Ele e sua amada acabaram mortos pela polícia local.

Contudo, dizem, que não há bala de revolver que mate o amor que um tinha pelo outro. Não sou eu que contei essa estória. Foi Júlia uma prostituta daqui de San Eleno. Ela disse que só entrou nessa vida por causa de uma forte desilusão amorosa e que sente Juan em cada homem com quem se deita. Admito que nossa transa hoje foi muito mais legal, pois me peguei imaginando a tal Maria o tempo todo. Eita polaquinha boa de contar estória e animar o sexo que é essa tal de Júlia.