quarta-feira, 30 de novembro de 2011

EDITAL CIRCULAÇÃO: ÓTIMOS ESPETÁCULOS ATÉ DIA 04/12


Com o objetivo de estimular e popularizar as artes cênicas e a música, formar plateias e fortalecer o mercado de trabalho artístico na capital, o edital de Circulação de Espetáculos premiou sete projetos em teatro, sete em música e quatro em dança. Os 18 contemplados circularão por 36 bairros de Vitória até dezembro. Todas as atividades são gratuitas.

Dança

Conscientizar sobre os benefícios da dança do ventre e proporcionar uma nova visão do mundo oriental ao público. Esses são os objetivos do espetáculo "No ritmo da Educação", em cartaz neste sábado (03), na praça do Campinho, no bairro Bela Vista, e, no domingo (04), às 13 horas, na Escola Neuza Nunes, em Nova Palestina.

Música

Em seguida, ritmos afro-brasileiros, especialmente o Congo e o Maracatu, se unem para dar origem a uma sonoridade contemporânea. Esse é o conceito musical da banda Os Lopas. Em atividade desde 2002, o grupo lançou seu primeiro CD, "Correria", com apoio da Lei Rubem Braga de Incentivo à Cultura.

Os Lopas é formado pelo vocalista Azul, o guitarrista Bob Evson, que compôs todas as músicas do CD (algumas em parceria), e os percussionistas David Cabeça e André. No primeiro álbum da banda, elementos do congo são presença inevitável, mas não marcante. Nesta quarta-feira (30), às 20 horas, eles levam o show "Correria" à praça Mário de Oliveira, na Fonte Grande.

Ainda no sábado (03), MC Adikto vai agitar a rua Artur Bernardo, em Caratoíra, a partir das 16h, com seu show "Quem é Adkito?". O artista é conhecido por seu estilo único de versar e pela forma como canta em seus raps assuntos, como drogas, sexo na adolescência, cotidiano e autoconhecimento.

Teatro

A história de um perna de pau que é levado a julgamento por desafiar a Lei da Gravidade ao andar num fio de 12 mm a 8 metros de altura. O espetáculo "Crônicas da Razão Cômica", do Grupo Vira-Lata de Teatro, é a fusão das linguagens do teatro do absurdo e teatro de rua com técnicas circenses.

A peça será apresentada nesta quinta-feira (1º), às 16 horas, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Castelo Branco, que fica na Ilha do Príncipe.

"As Inesperadas Aventuras de Robinson Crusoé", inspirada em um clássico da literatura mundial, é uma montagem da Cia. Taruíras Mutantes.

O espetáculo apresenta texto de Paulo Afonso Grisolli (1934-2004), que trabalhou a partir da célebre obra Robinson Crusoé, de Daniel Defoe (1660-1731), recriando em linguagem popular o conflito entre medo e liberdade, opressor e oprimido, civilização e barbárie.

A ação recorta um período aproximado de três meses, quando o personagem, já perto dos 60 anos e após 28 de completo isolamento na ilha, encontra o selvagem Sexta-Feira. O autor recria em linguagem popular o conflito entre medo e liberdade, opressor e oprimido, civilização e barbárie.

A obra de Grisoli, que além de dramaturgo era também jornalista, se estrutura como uma comédia dramática que se serve do humor para tratar de temas sérios como a solidão e a relação com a natureza.

A peça estará em cartaz nesta sexta-feira (02) e sábado (03), às 20 horas, no Espaço Multiuso do Circuito Cultural em São Pedro.

OFES: ENCERRAMENTO DA ELOGIADA TEMPORADA "QUARTA CLÁSSICA"


Nesta semana, a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo (Ofes) encerra a temporada 2011 da série "Quarta Clássica" com o concerto "Um Réquiem Alemão", de Johannes Brahms. Duas apresentações serão realizadas: na quarta-feira (30), os músicos se apresentam no Theatro Carlos Gomes, às 20 horas, e na quinta (1º) o espetáculo será no Santuário de Vila Velha, também às 20 horas.

Os ingressos para a apresentação no Theatro Carlos Gomes serão vendidos a preços populares - R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia) - e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro a partir das 14 horas, no dia do espetáculo. Já a apresentação da quinta-feira, no Santuário de Vila Velha, a entrada será gratuita.

O concerto, sob a regência do Maestro Helder Trefzger (foto), contará com os solistas Licio Bruno, barítono, e Laura de Souza, soprano. Além disso, o coro da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames), regido pelo Maestro Sanny Souza, sobe ao palco para uma participação especial.

Serviço

Série Quarta Clássica

Locais e datas: Teatro Carlos Gomes (dia 30/11) e Santuário de Vila Velha (01/12)

Horário: 20 horas

Regência: Maestro Helder Trefzger

Solistas: Laura de Souza (soprano) e Licio Bruno (barítono)

Obras: Brahms

Ingressos: para a apresentação do dia 30, podem ser adquiridos na bilheteria do teatro a partir das 14 horas do dia do espetáculo, nos valores de R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia). A apresentação no Santuário de Vila Velha, no dia 1º de dezembro, terá entrada franca.

Informações: (27) 3132-8396 ou (27) 3329-1266

EXPOSIÇÃO "SUSPIRO" NA GALERIA HOMERO MASSENA


A partir da próxima terça-feira (06), a exposição "Suspiro", da artista plástica Kamilla Albani, ocupará a Galeria Homero Massena, localizada na Cidade Alta, em Vitória. A abertura está marcada para às 18 horas e contará com a performance "Esvaziar", seguida de bate papo com a artista. A entrada é gratuita e a mostra permanece em cartaz até 31 de janeiro de 2012.

A mostra foi contemplada pelo edital da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), que seleciona propostas na área das artes visuais. A artista, que faz sua estréia em exposições individuais, utilizará o mesmo material usado nos trabalhos (preservativos masculinos) para a performance na abertura, na qual será produzido um vídeo, exposto posteriormente.

"Suspiro" é um trabalho sensorial, feito a partir de materiais simples e nada óbvios, como o látex e o gesso. Estimulando o olfato, a exposição propõe ambigüidade de gêneros, por meio de serialização de seios produzidos com preservativos masculinos usados como molde. A flexibilidade do látex produz peças únicas; deste modo, a artista questiona a feminilidade, os corpos variados e a padronização da beleza feminina.

Kamilla Albani

Graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) em 2010, Kamilla apresenta sua primeira exposição individual, "Suspiro". Com participação em mostras coletivas como "Dedo de Moça", em 2007, "Vitória - Arte + ou -", em 2008; e na exposição "Base 2 - Plataforma de Experimentação", no primeiro semestre deste ano, a artista se utiliza do corpo com foco nos impactos visuais e sensoriais.

Desde suas pesquisas, baseadas no experimentalismo artístico que começou a surgir na década de 60, a artista faz uso do tom crítico para tratar o feminino de forma autobiográfica e fortemente íntima na arte contemporânea. Desde 2006, atua como arte-educadora para o ensino fundamental e médio, em instituições públicas e privadas do Espírito Santo.

Serviço:

Exposição "Suspiro"
Abertura: terça-feira (06)
Horário: 18 horas
Local: Galeria Homero Massena
Endereço: Rua Pedro Palácios, 99 - Cidade Alta - Vitória/ES
Visitação: 07 de dezembro de 2011 a 31 de janeiro de 2012
De segunda-feira a sexta-feira das 10 às 18 horas
Informações: (27) 3132-8395
Entrada franca.

EVENTO BENEFICENTE HOMENAGEIA TROPICÁLIA

Um espetáculo repleto de alegria e leveza, mas que vem lembrar a batalha pessoal que muitos cidadãos travam contra o vírus do HIV no Estado. Eis a proposta de "Um Canto Solidário - Tropicália", show que acontece amanhã e conta com a participação de bailarinos, músicos, atores, poetas e grafiteiros.

Grandes momentos da cultura brasileira serão relembrados no palco do Teatro Carlos Gomes, como a apresentação de Caetano Veloso no III Festival da Canção, quando o baiano interpretou a canção "É Proibido Proibir" e foi vaiado. Em "Um Canto Solidário", Caetano será interpretado por Jace Theodoro, enquanto Markus Konká e Elaine Rowena interpretarão Gilberto Gil e Gal Costa.

"Foi um desafio produzir um roteiro enxuto e, ao mesmo tempo, capaz de traduzir o conceito da Tropicália. Para isso, fui buscar as declarações mais contundentes dos personagens envolvidos para que o texto dialogasse com a sequência de 18 músicas", explica José Roberto Santos Neves, roteirista do espetáculo.

Devido à necessidade de sintetizar a história, o final da apresentação é reservado para saudar de modo mais abrangente o universo tropicalista, que ainda hoje dita rumos na cultura nacional. Será o momento de relembrar nomes como o de Hélio Oiticica, de Os Mutantes e também da banda capixaba Os Mamíferos, ícone esquecido do que houve de mais vanguardista na música brasileira.

O intérprete Sebastião Júnior, Campeão do Festival de Parintins com o Boi Garantido, vem ao Estado especialmente para o evento. O projeto foi criado há oito anos no intuito de doar suas bilheterias para entidades que oferecem apoio a pacientes soropositivos. Todos os artistas envolvidos abrem mão de seus cachês em prol da causa. Neste ano, o espetáculo acontece justamente no Dia Mundial da Luta Contra a Aids.

Canto Solidário
Quando: Amanhã, às 20h. Onde: Teatro Carlos Gomes, Praça Costa Pereira, Centro, Vitória. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). À venda na bilheteria do teatro. Informações: (27) 3132-8399, 3132-8396 e 3132-8398

terça-feira, 29 de novembro de 2011

AS 10 MELHORES COMPOSIÇÕES DE GEORGE HARRISON


1 – “My sweet lord” - Trata, primariamente, do deus Hindu Krishna. É o maior hit solo de Harrison. Está listada na 460ª posição da lista "500 melhores canções de todos os tempos" da revista Rolling Stone. Pertence ao álbum triplo “All Things Must Pass.

http://www.youtube.com/watch?v=wynYMJwEPH8

2 – “Something” - É a única música de Harrison lançada como lado A de um compacto dos Beatles. O lado B era "Come Together". Com igual formato foi lançado ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Alcançou os primeiros lugares nas paradas de vários países. Depois de "Yesterday" é a música mais gravada dos Beatles. Muitos a consideram a melhor composição de Harrison.

http://www.youtube.com/watch?v=tvSOsuUyvAI

3 – “While my guitar gentle weeps” - De acordo com Harrison, a inspiração para a música veio da leitura do "I Ching", que segundo ele foi baseada no conceito oriental de que tudo é relativo, em oposição ao conceito ocidental de que tudo é mera coincidência. Conta com a participação especial de Eric Clapton.

http://www.youtube.com/watch?v=W3qx4RQotho&feature=related

4 – “Here comes the sun” - Segundo George, foi "composta numa manhã ensolarada" na mansão de Eric Clapton. Como em "If I Needed Someone", outra composição dele, um solo de guitarra soa durante toda a música. Lulu Santos gravou uma versão em português. É uma das canções mais famosas e regravadas dos Beatles, já ganhando até versão orquestrada de flautas.

http://www.youtube.com/watch?v=cMuT8PrIrlg&feature=related

5 – “Give me love (Give me peace on Earth) – Segundo maior hit solo de George. A canção foi lançada como single em Maio de 1973, atingindo o número um nos EUA. Passa uma mensagem pacifista e já foi gravada por Marisa Monte.

http://www.youtube.com/watch?v=q2uwwIV8PjM&feature=fvst

6 – “What is life” - Foi lançada como o segundo single do álbum “All things must pass” no Estados Unidos. "What Is Life" alcançou a posição de número dez na Billboard Hot 100. A canção já apareceu em vários filmes e já ganhou muitos covers.

http://www.youtube.com/watch?v=3XFfUt7HQWM

7 – “All things must pass” – “All Things Must Pass” (“Tudo passa”) é o nome do primeiro álbum solo do ex-guitarrista da banda de rock The Beatles, George Harrison, e o primeiro após a separação da sua antiga banda. Foi também o primeiro álbum triplo a ser lançado por um único artista. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. A canção que dá nome ao álbum, por seu turno, versa acerca da voletividade da vida e das coisas.

http://www.youtube.com/watch?v=m_XiffXlDao

8 – “Taxman” – É a primeira faixa do disco “Revolver” (1966), dos Beatles. A letra apresenta uma crítica às pesadas taxas de impostos pagos pelos cidadãos britânicos, principalmente os de maior renda. A canção “Taxman” é uma grande crítica ao capitalismo exagerado que influencia políticos a só pensarem em si mesmos enquanto abusam dos impostos para benefício próprio.

http://www.youtube.com/watch?v=y8OgkjcW0g4

9 – “If I needed someone” - "If I Needed Someone" é uma canção composta por George Harrison. Foi gravada pela banda britânica The Beatles e lançada no álbum “Rubber Soul”, de 1965. Um solo de guitarra soa durante toda a música. Esse é um efeito muito bonito que dá um toque especial a composição.

http://www.youtube.com/watch?v=lCNqHIKJ4wk

10 – “Love comes to everyone” – Sucesso do álbum “George Harrison” (1979). "Love Comes to Everyone" foi gravada pela cantora brasileira Zizi Possi em 1983. Outra versão de "Love Comes to Everyone" foi gravada por Eric Clapton em “Back Home”, lançado em 2005.

http://www.youtube.com/watch?v=AOrTNBKUisw

"VIVENDO NO MUNDO MATERIAL": SCORSESE DOCUMENTA UM MÚSICO ATEMPORAL

Lançado em 2011, George Harrison: Living in the Material World", documentário dirigido por Martin Scorsese, tem entrevistas com muitos músicos, além de filmagens e fotos caseiras fornecidas pelo arquivo particular da família de Harrison. O filme mostra a carreira do guitarrista nos Beatles, sua bem-sucedida empreitada solo e também sua passagem pelo cinema. A espiritualidade oriental, elemento chave tanto em suas composições como em seu cotidiano, também é central no filme, que é conduzido por narrações do guitarrista. A obra traz o rigor jornalístico de Martin Scorsese para desvendar o personagem, guitarrista, membro da maior banda de rock do mundo.

Harrison, assim como Ringo Starr, nunca desfrutou da idolatria gerada por Paul McCartney e John Lennon. Ao reconstituir seus passos, o cineasta renova o fascínio por alguém que ignorou a posteridade. "Não me importo se eu não for lembrado", disse certa vez, conforme relatou Olivia Harrison ao New York Times. Ela foi casada com o britânico entre 1978 e 2001, ano da morte dele. Olivia, também produtora do filme, foi quem procurou Scorsese para assumir a empreitada. O principal argumento para sensibilizá-lo foi uma afetuosa carta escrita por George para a mãe dele quando tinha um pouco mais de 20 anos. "Ele expressava a ideia de que sabia que a vida não se limitava à riqueza e à fama".

“Living in the Material World” tem depoimentos dos amigos do guitarrista, incluindo Eric Clapton, Terry Gilliam, Eric Idle, George Martin, Paul McCartney, Yoko Ono, Tom Petty, Phil Spector, Ringo Starr e Jackie Stewart.


MY SWEET LORD: A INFLUÊNCIA ORIENTAL NA OBRA DE HARRISON

Epifania é uma súbita sensação de realização ou compreensão da essência ou do afeto de alguém. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa.

No romance “A Paixão Segundo G.H.”, de Clarice Lispector, ocorre na personagem G.H. o fenômeno epifânico quando ela come uma barata e começa enxergar o mundo de uma forma diferente. Como G.H., ocorreu em George Harrison o mesmo fenômeno quando ele se envolveu com a cultura indiana e o hinduísmo no meio dos anos 60. O ex-beatle ajudou a expandir e disseminar, pelo Ocidente, instrumentos como o cítara e o movimento Hare Krishna. A partir desse momento, Harrison passou a ser um compositor mais filosófico, com músicas cada vez mais inspiradas.

Harrison também se engajou em campanhas para chamar a atenção mundial para a Índia, como o “Concerto para Bangladesh” (1971). Nesse tipo de evento, George foi pioneiro. Aí está uma das virtudes mais memoráveis do músico. Harrison sempre foi uma pessoa comprometida com o amor, a harmonia, alguém que desejava e lutava para viver num mundo mais digno e igualitário. Ele não foi tão somente um músico brilhante, mas também um ser humano extraordinário, de ações admiráveis.


GEORGE HARRISON: "SOMETHING". A MELHOR BALADA ROMÂNTICA DO SÉCULO XX

Frank Sinatra, um dos maiores cantores do século XX, gostava particularmente de uma música dos Beatles: “Something”. Ele acreditava que essa era umas das mais belas canções de amor já compostas. Gostava tanto, aliás, que chegou a cantá-la inúmeras vezes e pensou, por um bom tempo, que ela havia sido composta pela dupla dinâmica Lennon – McCartney. “Something” foi composta por George, o mais espiritual entre os Beatles. Talvez por esse motivo, Sinatra possa ser perdoado em seu erro grotesco. “Something” é, depois de "Yesterday" (também dos Beatles), a música mais gravada de todos os tempos. Elvis Presley, James Brown e muitos outros grandes artistas já a gravaram. Muitos a consideram a melhor composição de Harrison.

“Something”, ao lado de “Here comes the Sun”, se encontra no disco dos Beatles, “Abbey Road” (1969). São as melhores músicas do álbum mais vendido dos Beatles. George Harrison também compôs outros temas clássicos dos Beatles, tais como “While my guitar gentle weeps” (a qual ele convidou seu amigo Eric Clapton para fazer a guitarra solo), “I need you”, “Piggies”, “Taxman”, “For you blue”, entre outros.

Ao longo da carreira dos Beatles, Harrison sempre quis gravar seu material. Entretanto, era impossível sobrepujar o cerco formado por John Lennon e Paul McCartney. Assim, George conseguia duas ou três músicas nos álbuns. O guitarrista seria o compositor principal em qualquer banda do mundo. No entanto, para sua sorte (ou azar), tinha ao seu lado, simplesmente, os dois maiores compositores do século XX.

O resultado de anos e mais anos de recusa foi reunido em “All things must pass” (1970), logo após o final dos Beatles. O álbum triplo, um dos melhores álbuns do ex-beatle, reúne as canções recusadas pela banda de maior sucesso do século passado. O álbum possui grandes hits, tais como “My sweet lord”, “What is life”, “All things must pass”, entre outros. O single “My sweet Lord”, um mantra de melodia irresistível, foi alçado ao Olimpo do pop, atingindo o primeiro lugar nas paradas de vários países do mundo, incluindo os EUA. Apesar de não gravar um disco por ano e não ligar para fama, George teve uma carreira solo muita bem sucedida.

Lançou mais um disco de enorme sucesso, “Living in the Material World” (1973), com outro número um nas paradas, “Give Me Love (Give Me Peace on Earth)”, e a partir daí, sua carreira teve várias atividades: aprimorou-se na jardinagem zen que praticava, passou a freqüentar corridas de Fórmula um e tornou-se produtor cinematográfico, envolvendo-se com o pessoal do Monty Python, grupo humorístico inglês, para quem produziu “A Vida de Brian” (1979).

Seus outros hits em carreira solo são: “Crackerbox Palace”, “Poor Little Girl”, “Blow Away”, “That's The Way It Goes”, “Cockamamie Business”, “Dark Horse”, “Wake Up My Love”, “You”, “Life Itself”, “Cheer Down”, “What Is Life”, “Got My Mind Set On You”, “Cloud 9”, “Here Comes The Moon”, “Gone Troppo” e “Love Comes To Everyone”.

Nos fins dos anos 80, George formou, por pouco tempo, outra banda, os Traveling Wilburys, junto com alguns músicos famosos: Bob Dylan, Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lynne.

10 ANOS SEM GEORGE HARRISON


Há dez anos a música perdia um dos seus melhores representantes. Em 29 de novembro de 2001 morria George Harrison, o beatle “mais tranqüilo” e que detestava a fama. O músico, que nasceu em Liverpool, Inglaterra, no dia 25 de fevereiro de 1943, deixou saudades e um repertório riquíssimo que influencia e emociona milhões de seres humanos ao redor do mundo. Harrison era, ao mesmo tempo, transcendental, místico, rebelde, tímido, amoroso e dono de um humor muito peculiar. O guitarrista nos fez conhecer o Oriente e, mesmo sendo um “rockstar”, manteve a serenidade, lucidez e altivez até seus últimos dias.

Um guitarrista discreto que tocava a serviço do grupo. Assim era George Harrison. Ao contrário de seus contemporâneos ingleses – Jimmy Page, Eric Clapton e Jeff Beck – não gostava de se exibir, não fazia cara feia nem grandes solos. Harrison era preocupado com a melodia. Com a harmonia de sons, com sons harmônicos. Harmonia com as músicas que a dupla genial Lennon – McCartney produzia. Seus sons harmônicos nos marcaram. Frases redondas, delicadas, lógicas. Parecem simples, mas não são. Sua guitarra chorava suavemente. Harrison ocupa a 21ª posição da lista "Os 100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos", da revista “Rolling Stone”, mas em outras eleições já figurou entre os dez melhores.

Ao conhecer e se encantar pelo trabalho do músico indiano Ravi Shankar, Harrison trouxe um pouco do encantamento oriental para os Beatles. Na música “Norwegian Wood”, do álbum “Rubber Soul” (1965), George introduziu a cítara, dando um toque todo especial à canção. Foi a primeira vez quem um músico do ocidente usou a cítara.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

LIVROS: LANÇAMENTOS

Além de Você ter que ouvir isso (post abaixo) o Outros 300 lista alguns outros lançamentos literários bem legais. Confira:

Gregory David Roberts
Após fugir da prisão na Austrália, Lin desembarca na Índia, deixando para trás um passado de crimes e drogas, e encontra abrigo numa favela, onde instala um posto de saúde.

Intrínseca 912 páginas, tradução de Livia de Almeida, R$ 59,90

Um Caso de Verão
Elin Hilderbrand
"Um Caso de Verão" gira em torno da vida de Claire Danner, mulher, mãe e artista que embarca, sem perceber e movida pela culpa, em uma aventura autodestrutiva.

Bertrand Brasil 392 páginas, tradução de Maria Clara Mattos, R$ 49

Toda a Verdade
David Baldacci
Narra a história do agente secreto Shaw. Sua vida se resume a viajar pelo mundo à caça de badidos. Cansado do trabalho em campo, vê seus planos de se aposentar irem por água abaixo.

Arqueiro 304 páginas, tradução de Maria Clara de Biasi, R$ 24,90

Luminoso
Alyson Noël
No segundo livro da série "Riley Bloom", Riley, seu cachorro, Buttercup, e seu guia, Bochi, resolvem tirar férias. Mas o passeio na praia dá origem a uma grande e difícil aventura.

Intrínseca 192 páginas, tradução de Flávia Souto Maior, R$ 19,90

LIVRO TE DIZ O QUE OUVIR.



Se você se preocupa com o que as futuras gerações vão ouvir e busca resgatar o que a música de décadas passadas tem de melhor, então você deve gostar do livro que o jornalista Luiz Cesar Pimentel acaba de lançar. Com o título autoexplicativo de "Você Tem que Ouvir Isso!", a obra conta com mais de 70 listas de canções que precisamos ouvir pelo menos uma vez na vida, segundo o elenco de convidados do autor. É que as litas foram criadas por músicos, jornalistas, escritores e amigos entusiastas de Pimentel. Nomes como os músicos Samuel Rosa, Andreas Kisser, César Menotti e Nando Reis e os atores Sérgio Marone e Rodrigo Faro se dedicaram a criar, cada um, o Top 20 de músicas recomendadas a todas as pessoas.

Clássicos
O livro conta com quase duas mil músicas, que vão desde o erudito até o pop contemporâneo. Alguns clássicos, como não poderia deixar de ser, foram citados várias vezes. Beatles, Queen, Chico Buarque, Cartola, David Bowie e Rolling Stones figuram entre os mais cotados. "Eu sabia que as pessoas citariam os clássicos. Esta é a proposta do livro, já que é importante que todos conheçam as raízes de cada movimento da música, para que se torne mais fácil entender como a música é feita hoje", pondera o autor.

A escolha de 20 músicas por artista não foi à toa. Luiz explica que, inspirado nos rankings musicais de veículos como a MTV e a Billboard, o número é o que, na média, preenche uma fita e cria uma mixtape. Para os mais modernos, seria o equivalente a um CD gravado nos dias de hoje. Ao final , o autor convida o leitor a criar sua própria lista de músicas "obrigatórias". Uma tarefa árdua... Outra boa pedida é escolher uma lista por dia e escutar música por música.

Nando Reis, cantor

Só para ilustrar, vejamos, por exemplo, a lista que o cantor e compositor Nando Reis (foto acima) elegeu.

1. Red Hot Mamma - Funkadelic
2. I?m Still Waiting - Bob Marley
3. Soul Rebel - Bunny Wailer
4. Kozmic Blues - Janis Joplin
5. Hymme à L'Amour - Edith Piaf
6. Noche de Ronda - Eydie Gorme & Trio Los Panchos
7. Bridge Over Trouble Water - Simon and Garfunkel
8. Traction In The Rain - David Crosby
9. What is Life- George Harrison
10. A Song For You - Donny Hathway
11. Undiú - João Gilberto
12. Expresso 222 - Gilberto Gil
13. So In Love - Curtis Mayfield
14. Da Maior Importância - Caetano Veloso
15. Mother - John Lennon
16. I'm Happier Then the Morning Sun - Stevie Wonder
17. Don't Let They Bring You Down - Neil Young
18. Just in Time - Nina Simone
19. Is That Enough - Marvin Gaye
20. Love Me Tender - Elvis Presley

Pra quem gosta de música o livro é ótimo! Fica a dica.

TOP 10: POXA TE QUEBRARAM NESSA NÉ NICOLAS CAGE?!?

A revista Empire selecionou os dez piores pôsteres de filmes estrelados por Nicolas Cage. Como o ator tem sua carreira marcada por personagens e títulos muito distintos, indo da ação ao drama, passando pela comédia, as publicidades erraram por diferentes motivos. Em Perigo em Bangkok ele aparece com a mão vazia, mas com os dedos na posição de quem segura uma arma.  Foto: Divulgação

Nicolas Cage é um dos atores de maior sucesso de Hollywood - e um de meus preferidos também - contudo nem ele consegue escapar de bizarrices. Baseado na lista da revista Empire e a qual substutuí a meu gosto (liberadade de super fã que tenho), elegemos as dez piores capas (ou posteres) de filmes estrelados pelo ator.

10º Perigo em Banckok

No pôster de Perigo em Bangkok (2008), Cage parece estar em sério risco. Tomando tiro, em uma mão ele não tem uma arma, apesar de seus dedos segurarem uma arma invisível, e com a outra, ele tenta buscar algo na altura do ombro, um lugar pouco provável para guardar uma pístola. Apesar da situação, ele não parece estar muito assustado.  Foto: Divulgação

No pôster de 'Perigo em Bangkok' (2008), Cage parece estar em sério risco. Tomando tiro, em uma mão ele não tem uma arma, apesar de seus dedos segurarem uma "arma invisível", e com a outra, ele tenta buscar algo na altura do ombro, um lugar pouco provável para guardar uma pístola. Apesar da situação, ele não parece estar muito assustado.

Códigos de guerra

Explosões, raios, tiros e soldados em retirada. Nada disso parece distrair o pensamento de Cage no pôster de Códigos de Guerra (2002). No meio do caos, ele caminha sem maiores preocupações  Foto: Divulgação


Explosões, raios, tiros e soldados em retirada. Nada disso parece distrair o pensamento de Cage no pôster de 'Códigos de Guerra (2002)'. No meio do caos, ele caminha sem maiores preocupações

8º O sol de cada manhã

O pôster de O Sol de Cada Manhã (2005) também não diz muita coisa, mas o que chama mais a atenção é o arremesso certeiro do líquido em Cage. Se sujou todo o terno do personagem, não respingou nem um pouco no pescoço ou rosto  Foto: Divulgação


O pôster de 'O Sol de Cada Manhã (2005)' também não diz muita coisa, mas o que chama mais a atenção é o arremesso certeiro do líquido em Cage. Se sujou todo o terno do personagem, não respingou nem um pouco no pescoço ou rosto

7º Barra pesada

Um dos personagens mais barra pesada de Cage foi Little Junior Brown, em O Beijo da Morte (1995), mas, no pôster do filme, todo engomadinho, ele não passa essa imagem  Foto: DivulgaçãoAlinhar ao centro

Um dos personagens mais "barra pesada" de Cage foi Little Junior Brown, em O Beijo da Morte (1995), mas, no pôster do filme, todo "engomadinho", ele não passa essa imagem

6º O capitão Corelli

Em O Capitão Corelli (2001), Cage, por algum motivo que a maioria dos homens não saberia explicar, parece não estar muito motivado a beijar Penelope Cruz. Sem nem colocar a mão na moça, ele se inclina, mas parece que não vai passar de um selinho  Foto: Divulgação

Em 'O Capitão Corelli' (2001), Cage, por algum motivo que a maioria dos homens não saberia explicar, parece não estar muito motivado a beijar Penelope Cruz. Sem nem colocar a mão na moça, ele se inclina, mas parece que não vai passar de um selinho

5º Valley Girl

A aparência é outra barreira em Valley Girl (1983). Cage deveria ser um punk, mas aparece com o cabelo cor de rosa, barriga de fora e gravata roxa, além de um olhar inexpressivo  Foto: Divulgação


A aparência é outra barreira em 'Valley Girl (1983)'. Cage deveria ser um punk, mas aparece com o cabelo cor de rosa, barriga de fora e gravata roxa, além de um olhar inexpressivo

4º Um homem de família

Um Homem de Família (2000) peca pela falta de elementos na arte do filme. Na imagem, Cage e suas compras ficam entre a cidade e o subúrbio  Foto: Divulgação

'Um Homem de Família (2000)' peca pela falta de elementos na arte do filme. Na imagem, Cage e suas compras ficam entre a cidade e o subúrbio

3º O vidente

O pôster de O Vidente (2007), não passa muitas informações sobre o filme. Uma bola de fogo ao lado da cidade, que parece estar em ordem. Cage olhando para um lado, sério, e Julianne Moore e Jessica Biel com expressões de susto  Foto: Divulgação


O pôster de 'O Vidente' (2007), não passa muitas informações sobre o filme. Uma bola de fogo ao lado da cidade, que parece estar em ordem. Cage olhando para um lado, sério, e Julianne Moore e Jessica Biel com expressões de susto.

2º Zandalee

Muitas vezes, o erro no pôster vem do erro no personagem. A aparência de Cage em Zandalee (1991) não ajuda  Foto: Divulgação

Muitas vezes, o "erro" no pôster vem do "erro" no personagem. A aparência de Cage em 'Zandalee (1991)' não ajuda, o cavanhaque hum.... Não é à toa que ninguém nem sequer lembra desse filme.

1º A lenda do tesouro perdido

Já em A Lenda do Tesouro Perdido: Livro dos Segredos (2007), todo o canto do pôster tem um elemento gráfico, muito para os olhos acompanharem.   Foto: Divulgação

Em 'A Lenda do Tesouro Perdido: Livro dos Segredos (2007)', todo o canto do pôster tem um elemento gráfico, muito para os olhos acompanharem. Menos seria mais aqui. Além do mais olha a cara do Cage, não parece um boneco de cera?


CÓCEGAS. UMA DAS PEÇAS DE MAIOR SUCESSO NO PAÍS CHEGA A VITÓRIA

Ingrid Guimarães e Heloísa Perissé, atrizes da peça Cócegas 01 - Editoria: Prazer & Cia - Foto: Divulgação

Interpretado pela dupla de atrizes, comediantes, e amigas Heloisa Perisee e Ingrid Guimarães a peça Cócegas chega a Vitoria no próximo sábado dia 03 para duas apresentações no Centro de convenções do municipio.

A peça dirigida por Luiz Carlos Tourinho e Marcelo Saback é dividida em nove esquetes a se distriuir:

  • A mulher do 3º milênio
  • A Modelo
  • Miss Mosóro
  • As Cachorras
  • Maricson
  • A Encalhada
  • Adolescente
  • Perua de Deus
  • Dez Para as Duas
Apesar da fama de ser uma peça "feminina" vale a pena ser conferida por todos os membros da família. As situções são reais e engraçadas e não há quem não se sinta envolvido em dado momento pelos "causos" que a dupla conta.

Centro de Convenções
Rua Constante Sodré, 157, Santa Lúcia, Vitória.
Ingressos: R$ 100 (setor A/inteira), R$ 80 (setor B/inteira) e R$ 60 (setor C/inteira).
Informações: (27) 3062-0714.


"GRIMM" UMA SÉRIE DE CONTO DE FADAS PARA ADULTOS

Poster do seriado Grimm - Editoria: Caderno Dois - Foto: Divulgação
Em "Grimm", contos infantis se misturam a realidade adulta

Os contos de fada estão novamente em alta. Após o sucesso da animação "Enrolados",que no ano passado recriou a clássica história de Rapunzel, 2011 tem visto vários remakes de clássicos saírem do papel. Primeiro foi o suspense "A Garota da Capa Vermelha", que deu um ar "crepuscular" à história de Chapeuzinho Vermelho. Agora, é a vez de o seriado "Grimm", que estreia HOJE, às 21h, no Universal Channel, misturar os contos aos dramas policiais.

"Grimm" não é uma refilmagem, mas traz para os dias atuais as obras dos irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm, autores de contos como "Branca de Neve", "A Bela Adormecida", "Cinderela" e "João e Maria", entre outros. Na história, Nick Burkhardt (David Giuntoli) é um detetive de homicídios que passa a ver coisas estranhas e descobre ser um dos últimos descendentes da linhagem dos Grimm, uma família com a obrigação de defender o mundo das criaturas que seus ancestrais relataram em histórias infantis.

No episódio que será exibido hoje, um misterioso assassino mata jovens com casacos vermelhos. Ao se aprofundar na investigação, Nick conhece Eddie Monroe (Silas Weir Mithcell), um "blatbud", ou "lobo mau", como sua espécie ficou conhecida. Eddie deixou para trás seus dias de crueldade e hoje passa o tempo consertando relógios, mas ainda morre de medo dos Grimm.

Assim, Nick, com a sempre bem-vinda ajuda de Eddie, que funciona como uma espécie de "Grimmopédia", resolve crimes ligados ao fantasioso mundo dos Grimm, enquanto o detetive ainda tem que lidar com os Ceifadores, uma organização que trabalha para extinguir sua família.

Influências
A intenção dos criadores (os mesmos de "Buffy" e "Angel") é clara: transformar "Grimm" em um novo "Supernatural". Para isso, os episódios abusam dos efeitos especiais de gosto duvidoso e das influências de outras obras.

O clima sombrio do seriado dos irmãos Winchester é praticamente transportado para "Grimm", o que não é um demérito. "Constantine" (2005), filme de Francis Lawrence, é outro a emprestar características. Também é possível notar influências de seriados que passam longe dos temas fantasiosos. A urgência dos episódios, por exemplo, lembra o clima do remake de "Hawaii 5-0" (exibido no Brasil pelo canal Liv).

Os primeiros episódios derrapam um pouco (como a música que não para de tocar em um iPod e a "importância" dela para a trama), mas "Grimm" tem potencial. Foi confiando nisso que o canal NBC já encomendou uma temporada completa para a série, que terá 22 episódios para mostrar a que veio.

Outras releituras que o Outros 300 recomenda:

A Garota da Capa Vermelha (2011) - De Catherine Hardwicke
A produção recrutou até uma diretora da saga "Crepúsculo", mas não conseguiu fazer o filme decolar. Na história, uma menina dividida entre dois amores, que adora usar uma capa vermelha, vê seu irmão ser morto por um lobisomem. Um famoso caçador é chamado para matar a besta. Dispensável.

Mirror, Mirror -De Tarsem Singh
Ainda sem título em português, o filme é estrelado por Lily Collins, como a Branca de Neve (acima). A produção conta ainda com Julia Roberts, como a Rainha Má, que domina o reino e passa a atormentar a vida de todos seus habitantes. A heroína precisa, então, se juntar a sete anões dispostos a lutar por seus direitos. Com estreia prevista para março, o filme é descrito como uma aventura cômica.

Jack the Giant Killer - De Bryan Singer
Com estreia agendada para junho, o filme é uma das grandes apostas do verão nos EUA. O filme se passa no universo de "João e o Pé de Feijão". A história envolve o jovem fazendeiro Jack, enviado pelo reino à terra dos gigantes para resgatar a princesa raptada, após os gigantes descumprirem o acordo de paz entre as raças. No elenco, estão Ewan McGregor, Stanley Tucci, Bill Nighy e Nicholas Hoult.

Atriz Lilly Collins como a Branca de Neve - Editoria: Caderno Dois - Foto: Matthew Rolston
Branca de Neve e o Caçador - De Rupert Sanders
No filme de estreia do diretor, a história da Branca de Neve ganha ares de aventura. Com Kristen Stewart ("Crepúsculo") no papel principal, o longa traz também Chris Hemsworth ("Thor"), como o caçador, e Charlize Theron, como a Rainha Má. A previsão de estreia é para junho de 2012.

Trailer da série

domingo, 27 de novembro de 2011

ODAIR JOSÉ FINALIZA NOVO ÁLBUM

A audição de faixas do CD “Praça Tiradentes”, em fase de finalização, faz pensar, inicialmente, que o bom e velho Odair José — dos clássicos populares lançados na década de 1970 — está de volta. Logo em seguida, porém, quando se atenta para os arranjos, a produção de Zeca Baleiro, a participação de Paulo Miklos, a presença de músicas de Chico César, do próprio Baleiro e da dupla Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown em total harmonia com a safra de Odair, percebe-se que é uma volta, sim, mas do bom e novo Odair.

A conversa com o compositor reafirma isso, quando ele compara o CD com os discos de sua melhor fase e diz que, física e mentalmente, sente o vigor da juventude.

— Estou escrevendo com o mesmo tesão de quando era jovem — resume o compositor de 63 anos, que lançou seu último CD de inéditas, “Só pode ser amor”, em 2006. — Na década de 1970 eu ficava feliz em fazer aquilo. Depois, tomei o xarope da babaquice e passei a fazer as coisas sem interesse. Agora mudou. Já bebi, já fumei, já andei perdido em todos os caminhos. Parei com tudo, faço academia regularmente há quatro anos. Estou obcecado por estar bem, com energia para que o corpo siga o ritmo da minha mente, das músicas que quero fazer.

O reconhecimento de novas gerações ao longo da última década — de Tribalistas a Cidadão Instigado, numa revalorização iniciada com o livro “Eu não sou cachorro não”, de Paulo Cesar de Araújo, e que gerou o CD-tributo “Eu vou tirar você desse lugar” — serviu de estímulo a Odair. Mas sua disposição ainda não era a atual quando Baleiro falou pela primeira vez com ele sobre um disco novo.

— Eu e Odair ficamos amigos, e um dia ele foi ao meu estúdio. gravar coisas novas — lembra Baleiro. — Mostrou umas dez músicas, todas boas. Sugeri na hora fazermos um CD. Ele disse que ia passar aquilo para uns cantores, não queria mais fazer disco. Mas botei pilha por um tempo e ele aceitou.

Um ano e meio depois do início dos trabalhos — a base foi gravada ao vivo no estúdio com a banda de Baleiro, formada por Tuco Marcondes (guitarra), Fernando Nunes (baixo), Kuki Storlarski (bateria) e Adriano Magoo (teclados) — o resultado aparece em “Praça Tiradentes”. A safra traz Odair autobiográfico na dylaniana-sertaneja faixa-título — que cita o lugar que foi seu primeiro endereço no Rio, quando veio de Goiânia. Suas vivências, aliás, se espalham pelo CD.

— “Aconteceu” tem a ver com o que vivia quando compus: andar por aí, beber uns drinques, esbarrar com alguém — diz o compositor, referindo-se à ode ao amor fortuito que tem a participação de Miklos e destila o estilo Odair em versos como “Num hotel sem conceito/ Rolando na cama/ Sem nenhum preconceito/ A gente se ama/ Bebendo um scotch/ Falso e sem gelo/ Mostrando pro mundo/ Que amor vagabundo/ Também tem seu apelo”.

Se Odair depura a poética consolidada em canções como “Uma vida só (Pare de tomar a pílula)” e “Eu vou tirar você desse lugar”, Baleiro emula o compositor ao escrever a letra de “E depois volte pra mim” (melodia de Odair), sobre um homem que namora uma prostituta (“Pra todo mundo ela diz/ Que é modelo e atriz”).

— Ele sempre foi mais rock do que brega ou qualquer coisa — defende Baleiro. — Isso estava nas letras, nas quais sempre falou em sexo, drogas, amor homossexual ou com garota de programa. E também na música, porque ele ouvia Peter Frampton, Led Zeppelin, que unia à sua origem goiana, do que veio a ser o sertanejo. Ele merecia um disco rock’n’roll. Os "riffs" do CD ele trouxe na ponta do dedo. “Vou sair do interior”, de Arnaldo e Brown, chegou como uma balada. Odair pegou e voltou com uma coisa “Penny Lane”.

Baleiro quer lançar por uma gravadora grande. Se não conseguir, o CD sai por seu selo, Saravá Records, até março. Odair sonha com um primeiro show na Praça Tiradentes, no Teatro Carlos Gomes, como que celebrando a volta ao início. Sem álcool, sem cigarro, mas com a filosofia de cronista "outsider" intacta. Como no olhar que lança sobre sua velhice-juventude em “Em qualquer verdade”: “Estou velho para aprender/ Mas estou moço para ensinar”.