Orlando Lopes é poeta, ativista cultural, professor e secretário de cultura na UFES. Capixaba de 1972, publicou "Hardcore blues - apocalyptic songs" (1993) e "Occidentia" (2007), tendo participado de diversas antologias poéticas. Atualmente, publica poemas e conteúdos culturais na fanpage Occidentia (http://bit.ly/occidentia). Confira, abaixo, o poema “NÔ.MADE.S”:
NÔ.MADE.S
nômade é o sentido que não se aquieta
nômade é o princípio da linha reta
nômade é o alívio da atitude correta
nômade é o gesto
e a mão do poeta
(de fato
enfrenta o nada abismado: vago
dá nome a cada pedra tropeçada
e não contente arrasta o breve aceno
da mão deixada em pleno abano)
nômade é a fatura que ganha o mundo
nômade é o futuro que vem chegando
(de resto
quase nada sobra ao voto feito
sobre a página: ela se abre
se faz desmando
se rasga
desgarra desacata
descarta
o desumano)
nômade é o que
cai em desuso
pousa
usa
o desengano
nômade
é o que não tem
enfim
nenhum plano
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